Esse período de vida, que vai de zero aos seis anos de idade, é considerado o mais importante para o desenvolvimento humano
DA REDAÇÃO
Em cartas informativas endereçadas ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e ao prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Edson Ferrari, apresentou dez indicadores alarmantes sobre a situação da primeira infância.
Um dos indicadores apresentados que mostra um quadro crítico diz respeito à mortalidade materna. No Brasil foi detectado um índice de 67,9 mortes maternas a cada cem mil nascidos vivos, número que sobe para 72,3 em Goiás e 72,5 em Goiânia. Também é gravíssima a situação com relação ao percentual de partos cesáreos, que no Brasil chega a 57,2%, enquanto em Goiás vai a 68,5% e na capital sobe para 69,7%.
Quando se fala na quantidade de crianças em creches nos municípios, a ordem inversa mostra a fragilidade desse indicador. No Brasil são apenas 29,8% dos menores de seis anos de idade matriculados, enquanto que nos municípios de Goiás são 20,6% e em Goiânia, 23,9%.
Esse período de vida, que vai de zero aos seis anos de idade, é considerado o mais importante para o desenvolvimento humano, por ser determinante para saúde física e mental do indivíduo, com impactos também nas gerações seguintes. Os indicadores foram levantados de diversas fontes oficiais, como IBGE, Ministério da Saúde e da Educação, DataSUS, dentre outras.
Em breve, o documento também será entregue aos demais prefeitos municipais do Estado e foi apresentado na reunião que resultou na criação do Comitê Goiano do Pacto Nacional pela Primeira Infância.