Time brasileiro em Tóquio tem 80% dos esportistas com Bolsa Atleta

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Em 19 das 35 modalidades em que o país terá representantes, 100% dos atletas fazem parte do programa

DA REDAÇÃO

Sonhar, acreditar e treinar muito…Participar de uma olimpíada sempre foi o objetivo de vida da judoca Ketleyn Quadros. E mais do que obter uma vaga, ela fez história no esporte olímpico do Brasil ao ser a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha em um esporte individual. O feito ocorreu em 2008, nas Olimpíadas de Pequim, na China. Ela trouxe o bronze na categoria leve. “Eu sempre me preparei muito forte para estar dentro de uma Olimpíada. Poder participar e voltar sendo medalhista, não tem como definir tamanha emoção”, relembra a atleta. 

De lá para cá já se passaram 13 anos e essa brasiliense de 33 anos subiu de categoria e conquistou títulos nacionais e internacionais. Já são 33 medalhas em eventos do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô. Agora, nas Olimpíadas de Tóquio, ela pretende colocar o Brasil no pódio na categoria meio-médio. 

E independente das medalhas, Ketleyn vai começar a brilhar já nesta sexta-feira (23). Junto com Bruno Mossa de Rezende, o Bruninho, do vôlei, a judoca será a porta-bandeira da delegação nacional na Cerimônia de Abertura dos jogos. “Vou ser porta-bandeira do Time Brasil e vou estar representando cada um de vocês nos Jogos Olímpicos de Tóquio. É com muito prazer e bastante honra que assumo essa responsabilidade e aproveito para convidar todos vocês para que torçam e estejam sempre presente nesse show de abertura”, comentou a atleta nas redes sociais.

Cidadania

O ministro da Cidadania, João Roma, já está em Tóquio para representar o Governo Federal Brasileiro na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, que ocorre nesta sexta-feira (23). Ele acompanhou a estreia da Seleção Brasileira no torneio de futebol olímpico. 

“Hoje participei do primeiro evento esportivo aqui em Tóquio, aqui no estádio de Yokohama, uma bonita vitória do Brasil sobre a Alemanha por 4 a 2. Amanhã será a abertura dos Jogos Olímpicos onde irei representar o Governo Federal Brasileiro e estamos dando sequência a uma série de contatos e reuniões aqui no Japão para intensificar ainda mais a relação entre Brasil e Japão”, afirmou o ministro.

Bolsa Atleta

O sucesso no esporte que a judoca Ketleyn vem conquistando conta com a ajuda do Bolsa Atleta, um programa de patrocínio individual do Governo Federal. Em Tóquio, a lista de contemplados pelo programa executado pela Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania reúne 242 nomes, 80% dos 302 inscritos pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). 

Em 19 das 35 modalidades em que o país terá representantes, 100% dos atletas fazem parte do programa que ajuda nos treinos, equipamentos, viagens e competições.

A lista de contemplados pelo Bolsa Atleta em Tóquio inclui 88 atletas da categoria mais alta, a Pódio, voltada para esportistas que se destacam entre os 20 melhores do ranking mundial de suas modalidades e que prevê repasses mensais que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Outros 62 pertencem à categoria olímpica, destinada a quem já participou de alguma edição dos Jogos e segue com resultados expressivos. Há, ainda, 69 da categoria Internacional e 23 da Nacional. 

Em 2021, o Governo divulgou lista de contemplados com o Bolsa Atleta com 7.471 atletas diretamente patrocinados, a maior da história, garantidos por uma previsão orçamentária da Secretaria Especial do Esporte de R$ 145 milhões, de acordo com o Ministério da Cidadania. 

Sonho Olímpico

Quem também recebe o incentivo do Bolsa Atleta e é promessa de medalha é o remador Lucas Verthein que participa pela primeira vez de uma Olimpíada. Com 23 anos, ele pratica o esporte há oito anos e será o único representante do país na modalidade. A vaga veio após a conquista da Regata Continental de Qualificação Olímpica, disputada em março de 2021 na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

“Fico feliz em saber que após tanto tempo, o Brasil consegue demonstrar que podemos ser uma potência nesse esporte, consequentemente trazer mais praticante para conhecer, não só no nível de elite, mas também no nível laser, que é um esporte que não tem outro igual, posso te falar isso”, disse o atleta. Lucas Verthein ainda é integrante do Programa de Atletas de Alto Rendimento das Forças Armadas, como representante da Marinha.

Outro estreante nas Olimpíadas é Vitor Ishiy, de 25 anos, no tênis de mesa. Ele também recebe incentivo do Bolsa Atleta. Nos últimos anos, o mesatenista subiu mais de 60 posições no ranking, chegou ao top 100, tornou-se o terceiro melhor brasileiro na listagem da Federação Internacional (atual 59º) e se consolidou na formação titular da seleção. 

Em Tóquio, realiza um sonho que alimenta desde criança. “Eu me lembro que quando era pequeno, assisti pela TV os jogos e me imaginei representando o Brasil, antes mesmo de praticar a modalidade. Era um sonho de criança defender nossa bandeira. Em 2016, eu tive a oportunidade de assistir, de torcer, pessoalmente, o basquete feminino, o voleibol feminino e o tênis de mesa. E hoje, em 2021, podemos realizar esse sonho de representar o Brasil”, disse. “Eu me sinto feliz, muito emocionado. É muito especial para mim, principalmente pelo momento que todos nós estamos passando e pelo fato de ser no Japão, por conta da minha descendência”, ressaltou.

Investimento

De acordo com o Ministério da Cidadania, o Governo Federal é o maior investidor do Brasil no esporte olímpico e paralímpico de alto rendimento. Por meio do tripé formado pela Bolsa Atleta e Bolsa Pódio, pela Lei de Incentivo ao Esporte e pela Lei das Loterias, são investidos anualmente R$ 745 milhões no esporte brasileiro para garantir que os atletas tenham as melhores condições de se preparar para defender o país em megaeventos como os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Paralelamente, o Programa de Alto Rendimento das Forças Armadas investe cerca de R$ 38 milhões anuais em 540 atletas, que contam com os direitos da carreira militar e respaldo adicional para a preparação esportiva. Dos 540, 91 estão classificados para os Jogos Olímpicos, em 21 modalidades: 44 pertencem a Marinha do Brasil, 26 ao Exército Brasileiro e 21 à Força Aérea Brasileira.

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