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Goiás

Taxa de transmissão da Covid-19 ainda indica expansão em Goiás

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Maioria dos municípios com mais de 100 mil habitantes tem crescimento próximo a 1

DA REDAÇÃO

O grupo de modelagem de expansão da Covid-19 no Estado de Goiás publica nova nota técnica (NT nº 9) para estimar a taxa Re (número reprodutivo efetivo) de transmissão da Covid-19 no Estado. O resultado é que o último Re estimado para Goiás com a correção da defasagem foi igual a 1.042, com intervalo de confiança de 95% variando entre 0,804 e 1,232.

Esse valor é bem superior ao que seria se não fossem considerados os atrasos de notificação (um valor de 0,549), o que não condiz com a realidade do número de casos observados.

Os pesquisadores explicam que a Taxa R é o número de reprodução de uma doença infecciosa, ou seja, quantas pessoas um infectado contamina em média. Estimar essa taxa com dados reais hoje em Goiás e no Brasil todo é difícil pois há um grande atraso na notificação dos dados dependendo do município. Por isso o grupo realizou cálculos, descritos na NT, para estimar o número de casos por período em Goiás.

Na prática um R próximo a 1 significa que ainda estamos em processo de expansão da doença no Estado, ou seja, que cada pessoa contaminada, passa a doença para uma ou mais pessoas (já que o Re ainda é um pouco maior do que 1) e isso mantém um número de infectados ativos na sociedade, embora esse valor varie de acordo com o município e possa chegar a valores bem mais altos em locais onde a doença está em franca expansão.

O estudo reforça que devemos continuar adotando medidas não-farmacológicas e cuidados, incluindo medidas de higiene, uso de máscara mais frequente e distanciamento social sob pena de vermos os números subirem caso essas medidas não continuem a ser adotadas.

Esses valores são semelhantes aos estimados pelo Observatório COVID-19BR para o dia 14 de setembro (Re igual a 1,102, mas com intervalo de confiança a 95% entre 0,70 e 1,69), que utiliza uma abordagem Bayesiana para a projeção para o presente e está baseada em dados de casos hospitalizados da base SIVEP-Gripe.

Taxa nos municípios

Para os municípios com uma população maior que 100 mil habitantes em Goiás os índices estão próximos a 1. De modo geral, considerando os intervalos de confiança, todos esses municípios ainda poderiam apresentar valores de Re maiores do que 1,0 indicando ainda aceleração da pandemia (embora haja uma tendência de que o Re possa ser já inferior a 1,0 em Rio Verde e Aparecida de Goiânia).

Os valores de Re foram também estimados para os 246 municípios de Goiás, a partir dos dados corrigidos pela defasagem de confirmação. Esses valores foram estimados apenas para os municípios com mais de 50 casos confirmados em 23 de setembro e que tiveram novos casos nos últimos 30 dias.

Em função da variação do padrão de defasagem, optou-se por mapear a média dos valores de Re nos últimos 7 dias (referindo-se, portanto, às transmissões que potencialmente ocorreram no final de agosto/início de setembro).

Os pesquisadores explicam também que Re altos em populações pequenas precisam ser bem analisados em termos absolutos e não relativos (por ex. um aumento de 5 para 8 casos em uma cidade).

Mudanças no padrão de definição do R

Os valores de Re estimados após a consolidação dos casos confirmados até o início de agosto mostram alguns padrões importantes, já ressaltados nas notas técnicas anteriores. Em primeiro lugar, a partir dos decretos do governo estadual em março e abril, houve uma redução nos valores de Re que reduziram consideravelmente a expansão da pandemia em Goiás (reduzindo de > 1,7 para < 1).

Entretanto, à medida que o isolamento social diminui e aumenta a mobilidade de forma geral, houve um aumento das transmissões. Porém, a partir de final de maio/início de junho essa relação entre isolamento medida por telefonia celular e o Re tende a desaparecer e o número de transmissões começa a se reduzir rapidamente.

Algumas das hipóteses levantada pelos pesquisadores é que houve uma diminuição de indivíduos mais suscetíveis na sociedade (com maior probabilidade de contaminação), bem como do efeito de outras medidas não farmacológicas e cuidados que reduziram a transmissão da infecção.

Entre essas medidas incluem-se as medidas de higiene, uso de máscara mais frequente e mudança de comportamento da população, entre outros, que de alguma forma foram efetivas na redução da transmissão da infecção.

Fonte: www.goias.gov.br

Goiás

À ONU, Caiado pede que Brasil possa produzir princípio ativo da vacina contra Covid

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Sugestão do governador é que a produção ocorra mediante a pagamento de royalties

DA REDAÇÃO

Em reunião com a Organização das Nações Unidas (ONU), o governador Ronaldo Caiado (DEM) pediu para que o Brasil e outros países sejam autorizados a produzir o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) utilizado na vacina contra a Covid-19. A sugestão do democrata é que a produção ocorra mediante a pagamento de royalties. Atualmente, apenas China, Índia, Rússia e Estados Unidos têm permissão para fabricar o princípio ativo.

A reunião ocorreu na última sexta-feira (14), de maneira virtual, e teve a participação da secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, e governadores de outros estados brasileiros.

Na ocasião, o democrata disse que é inadmissível que somente quatro países possam fabricar o ingrediente para bilhões de pessoas.“Isso atrasa demais o processo de vacinação. Por isso a ONU precisa intermediar esse processo e garantir que possamos produzir o IFA mediante o pagamento de royalties”, salientou no encontro.

A secretária-geral Amina Mohammed acenou positivamente à sugestão de Caiado e declarou ser necessária a ação conjunta de todos. De acordo com Marlova Noleto, coordenadora da ONU no Brasil, o país será auxiliado em relação a medicamentos, vacinas e ajuda humanitária. “Vamos intensificar isso”, garantiu.

A ONU também anunciou que vai antecipar ao Brasil o repasse de quatro milhões de doses. Elas devem chegar ainda em abril. Outras quatro milhões de unidades podem vir em maio. Os imunizantes fazem parte do consórcio Covax Facility.

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Goiás

Governo de Goiás quer ampliar o prazo do estado de calamidade

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Novo decreto deve ser editado, o efeito do anterior terminou no fim de 2020.

O governo enviou à Assembleia Legislativa, um pedido de prorrogação do estado de calamidade em Goiás até 31 de dezembro. Com isso, será possível que o estado use recursos para o combate à pandemia de Covid-19, que recrudesceu nos últimos meses. Na justificativa, consta que há previsão da redução das receitas públicas e que as despesas com medidas para atenuar a crise gerada pela pandemia possam aumentar e que a não prorrogação poderia paralisar consideravelmente o aparto público

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Goiás

Goiás sobe sete posições no ranking da vacinação

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Em uma semana, Estado saltou da 18ª para 11ª colocação entre unidades da Federação que mais aplicaram e registraram primeira dose da vacina contra Covid-19. Melhora vem após cobrança do governador Ronaldo Caiado por maior agilidade dos municípios na alimentação dos dados das imunizações no Sistema de Informação do Ministério da Saúde

DA REDAÇÃO

Dados do portal do Ministério da Saúde de terça-feira (13/04), mostram que Goiás ocupa a 11ª colocação no ranking de unidades da federação que mais aplicaram a 1ª dose da vacina contra a covid-19, totalizando 670.678 imunizações. Na terça-feira da semana passada, o Estado estava na 18ª posição.

A melhora veio após o governador Ronaldo Caiado solicitar maior eficiência no registro das imunizações no Sistema de Informação do Ministério da Saúde (SI/PNI) e determinar que a Secretaria-Geral da Governadoria (SGG) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizassem uma ação conjunta de sensibilização dos municípios, que são os responsáveis pelo repasse dos dados.

Quando analisado o total de imunizações já aplicadas, levando em conta a primeira e segunda dose, Goiás sobe para a décima posição no ranking. Até esta terça-feira, o Estado somava 826.602 imunizações. A demora no registro dos dados é prejudicial, pois a defasagem entre o número de doses recebidas e aplicadas pode resultar em uma redução de novas remessas por parte do Ministério da Saúde.

Ao receber o envio do Ministério da Saúde, a SES realiza uma força-tarefa para distribuir a vacina aos 246 municípios goianos. A maioria das regionais de saúde recebem o imunizante em um prazo de 24 horas. As demais recebem em até 48 horas. No entanto, na última semana, das 1.031.380  distribuídas, apenas 624.715 estavam registradas no sistema como aplicadas. Na quarta-feira da semana passada (07/04), Caiado fez um apelo público, durante o lançamento do programa Todos por Elas, para que os municípios informassem os dados.

O governador também determinou um acompanhamento mais próximo do andamento da vacinação nos municípios. Para isso, a SGG, em parceria com a SES, está monitorando os índices de aplicação e entrando em contato com as prefeituras que apresentarem maiores índices de falta de registro.

Os percentuais relativos à primeira dose serão disponibilizados em boletins diários dos municípios com maior e menor registro de aplicações, calculado com base no número de doses recebidas por cada cidade. Os rankings serão publicados nas redes sociais das duas secretarias.

Municípios

O primeiro ranking, divulgado na quarta-feira (14/04), analisou a atualização dos dados nos 14 municípios goianos com mais de 100 mil habitantes. Juntos eles concentram 63,92% da população do Estado.

Entre os 14 maiores municípios, Rio Verde apareceu com o melhor percentual de aplicação da primeira dose da vacina. Do total de imunizantes recebidos, 95,57% estão registrados no sistema do Ministério da Saúde como aplicados. Na segunda posição aparece Catalão (94,11%), seguida por Anápolis (89,91%) e Itumbiara (89,45%). Na quinta posição do ranking,  Valparaíso e Jataí aparecem empatadas, com 89,26%.

Na sequência aparecem Trindade (85,66%), Novo Gama (82,78%) e Luziânia (77,19%). Goiânia ocupa a nona posição, com 77,19%.

Os cinco municípios com os percentuais de vacinação, entre os 14 maiores, são: Formosa (72,38%), Senador Canedo (74,11%), Aparecida de Goiânia (74,37%), Águas Lindas (74,99%) e Goiânia (77,02%). Os dados foram coletados às 10h de quarta-feira (14/07).

Na etapa seguinte, prevista para os próximos três dias, a ação de sensibilização vai monitorar a situação nas cidades com os maiores números absolutos de doses não registradas.

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