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Goiás

Saúde apela à consciência da população para reduzir transmissão da Covid-19

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O colapso não está descartado se a população não se conscientizar da gravidade do problema

DA REDAÇÃO

A superintende de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Flúvia Amorim, fez hoje apelo dramático à população para que se conscientize e mantenha os cuidados sanitários como prioridade absoluta para redução dos casos de contaminação e transmissão da Covid-19. Em entrevista ao programa O Mundo em Sua Casa, das rádios Brasil Central AM e RBC FM, ela asseverou que conter a taxa de contaminação exige o fim das aglomerações e continuidade do uso de máscaras, higienização de mãos e isolamento social.

“Por mais que o Governo Estadual e os municípios façam a gestão correta do problema, com aumento do número de leitos e de UTIs, isso não é suficiente. Temos limites com disponibilidade de profissionais e até espaço físico. Se a taxa de contaminação continuar aumentando como ocorre no momento, o sistema vai colapsar. É isso que as pessoas precisam compreender”, enfatizou a superintendente. Vale lembrar que o governador anunciou a abertura de 50 novos leitos de UTI em Goiânia e mais 11 leitos em Quirinópolis, dez em Itumbiara e nove em São Luís de Montes Belos. “Se não barrarmos os índices de contaminação, todo esse esforço será insuficiente”, afirmou a superintendente.

Letalidade

Flúvia Amorim relatou ainda uma situação preocupante que é a taxa de letalidade dos pacientes que dão entrada nas UTIs. De cada duas, uma vai a óbito. “Isso mostra que a situação é muito mais grave do que se pensa, porque há a falsa ilusão de que havendo UTI as pessoas estão salvas. Isso não é verdade”, afirmou. Já em decorrência do agravamento do problema, o Governo Estadual mapeou o Estado por regiões, definindo aquelas em estabilidade, áreas de alerta, áreas críticas e de calamidade. Para essas últimas, a recomendação é isolamento total e permissão de funcionamento de apenas serviços prioritários. Contudo, nem todos os municípios adotaram essas medidas.

Flúvia Amorim também condenou as aglomerações verificadas em bares, restaurantes, festas clandestinas e igrejas, em Goiânia e no interior. “É preciso que as pessoas entendam os riscos de contaminação e transmissão da Covid. O bom resultado vai sair do trabalho conjunto do Governo Estadual, dos municípios, dos setores produtivos, mas principalmente do cuidado de cada pessoa”, argumentou. A superintendente confirmou que esta semana deve chegar nova remessa de vacinas o que vai permitir imunizar pessoas a partir de 80 anos.

Fonte: www.goias.gov.br

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Goiás

“Goiás é celeiro que abastece várias nações do mundo”, diz vice-governador Lincoln Tejota

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Fala foi durante a entrega da Ferrovia-Norte Sul, em São Simão

DA REDAÇÃO

Representante do governador Ronaldo Caiado, o vice-governador Lincoln Tejota, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, participou, nesta quinta-feira (04/03), da inauguração do trecho de 172 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul (FNS) e do terminal de transbordo rodoferroviário para transporte multimodal de cargas, em São Simão, no Sudoeste do Estado. O empreendimento foi anunciado no ano passado por Caiado, que não pôde participar do evento devido a um quadro de infecção. “Eu vim trazer um abraço do governador e o presidente sabe do carinho que ele tem por esse projeto”, destacou Tejota. Em Goiás, a estrutura construída em parceria entre as empresas Rumo e Caramuru Alimentos, recebeu investimento de R$ 80 milhões.

A finalização deste trecho da ferrovia vai facilitar o escoamento da produção agrícola goiana e de outras regiões do país. O trecho ficou parado por quase 10 anos. Segundo Bolsonaro, além da parte concluída há previsão de mais obras. “Esse modal ferroviário foi esquecido por décadas. Faltavam 1.500 quilômetros. A previsão é de que, no corrente ano, a Rumo conclua o projeto que vai ligar o Maranhão, Tocantins e Goiás até o Porto de Santos”, afirmou.

Em seu discurso, Lincoln Tejota destacou o potencial agrícola do Estado e os benefícios do terminal de transbordo rodoferroviário para a economia goiana. “Goiás é um celeiro que abastece várias nações do mundo. Com o terminal, toneladas de grãos vão chegar ao Porto de Santos numa velocidade menor e com preço mais competitivo. Isso fortalece nosso agronegócio”, afirmou o vice-governador.

Em seu discurso, Lincoln Tejota disse que, só no ano de 2020, o agronegócio somou em torno de US$ 6,35 bilhões em exportação, “o que representa 78% de toda a comercialização do nosso Estado de Goiás”. Ainda segundo o vice-governador “em 2020, o complexo soja apenas foi responsável por 51,8% do agro em Goiás. Agora, com mais este terminal logístico, a expectativa é que a nossa competitividade aumente”.

O vice-governador destacou que “Goiás é o maior produtor de girassóis do país e possui o segundo maior rebanho de bovinos, com 22,8 milhões de cabeças”. Citou, também, que “somos o terceiro maior produtor de grãos de soja e milho e ocupamos o quarto lugar na produção de leite e algodão. E temos o sexto maior efetivo de suínos do país com 1,9 milhões de animais e também nos destacamos na produção de galináceos tendo o sexto maior plantel entre os estados brasileiros”.

A plataforma será operada pela Rumo, maior concessionária de ferrovias do País com 1.200 locomotivas e 33 mil vagões. Segundo o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o primeiro trem embarcado com direção ao Porto de Santos sai ainda hoje. “Se pudesse resumir o que eu vejo aqui em uma palavra, diria profissionalismo”, afirmou sobre o início da operação. Ele ainda fez menção ao governador como grande “entusiasta” do projeto.

Tarcísio disse que a infraestrutura no País vive uma “revolução”. O resultado disso é o crescimento do potencial brasileiro e a atração de investidores. “Os empresários estão confiando no Brasil, por isso, estão fazendo seus investimentos”, resumiu. Nesse contexto, o ministro ainda mencionou alguns leilões previstos para este ano. Entre eles, está o da BR-153, no trecho que liga Goiás a Tocantins, no dia 29 de abril. E ainda, o leilão do 5G, de 22 aeroportos e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste.

A empresa arrematou os tramos central e sul da Ferrovia Norte-Sul em março de 2019, já tendo aplicado investimentos da ordem de R$ 711 milhões. Com duração de 30 anos, o contrato compreende 1.537 quilômetros entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP), que estarão 100% operacionais até o fim de julho de 2021.

O presidente do Conselho de Administração da Caramuru Alimentos, Alberto Borges de Souza, destacou em sua fala alguns dados. A plataforma poderá movimentar mais de 5,5 milhões de toneladas por ano de soja, milho e farelo de soja, o equivalente a 80 mil caminhões por ano. Com seis silos instalados, o terminal terá capacidade de armazenar até 42 mil toneladas de grãos, descarregar cerca de 850 toneladas por hora (o que alcança 20 mil toneladas de cereais por dia) e carregar até 3 mil toneladas por hora nos vagões de transporte. Estrutura que deve gerar mais de 90 empregos diretos na região. “Este é um presente para São Simão, Goiás e o Brasil, fruto de um bom ambiente regulatório, que favorece o empreendedorismo da Rumo e da própria Caramuru. Parabéns ao ministro Tarcísio e ao presidente da República”, afirmou Alberto.

Em 2020, a produção do agronegócio goiano exportou US$ 6,35 bilhões, o equivalente a 78,1% do total comercializado pelo Estado (US$ 8,13 bilhões). O terminal deve acelerar a entrega do que é produzido em Goiás e propiciar a chegada dos grãos até o Porto de Santos, em São Paulo, com preço competitivo no mercado internacional e de forma ágil.

Além disso, o local terá capacidade de receber cargas de outros estados, como Mato Grosso e Minas Gerais. Apesar do terminal estar próximo da fábrica da Caramuru Alimentos, outras empresas que tiverem interesse em direcionar a produção para o Porto de Santo terão a plataforma de transbordo rodoferroviário como opção de alternativa logística.

Também participaram da cerimônia de inauguração o ministro das Comunicações, Fábio Faria; o presidente do Conselho de Administração da Cosan e da Rumo, Rubens Ometto Silveira Mello; o prefeito de São Simão, Assis Peixoto; secretário-geral da Presidência, Onyx Lorenzoni; chefe do gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno; presidente da Cosan, Luis Henrique Guimarães; presidente da Valec, André Kuhn; diretor-geral substituto da ANTT, Alexandre Porto; deputados federais Glaustin da Fokus, João Campos, José Nelto e Magda Mofatto. Além deles, também o secretário executivo da Infraestrutura, Marcelo Sampaio; secretária especial do Programa de Parcerias e Investimentos, Martha Seillier; deputado estadual Cairo Salim; secretário de Estado da Agricultura, Antônio Carlos Neto; secretária de Estado da Economia, Cristiane Schmidt; presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral.

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Goiás

Saúde aponta situação crítica e faz apelo para os cuidados sanitários

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Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Flúvia Amorim, afirma que este é o pior momento desde o início da pandemia e que a situação tende a se agravar nos próximos dias

DA REDAÇÃO

“Os prefeitos da Região Metropolitana de Goiânia devem se reunir novamente neste fim de semana para avaliar o quadro, mas o que temos hoje não é melhora e sim piora”, comentou Flúvia Amorim.

“Na nossa história recente, jamais tivemos tantas pessoas internadas em leitos de UTI no mundo, no Brasil e em Goiás, situação causada pela Covid-19”, afirmou a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Flúvia Amorim, em entrevista hoje, dia 4, ao Programa Primeiro Tempo da Rádio Brasil Central FM.

Mais do que isso: ela fez projeções ainda mais severas em relação à pandemia ao afirmar que não há previsão boa para os próximos dias, uma vez que a situação piora a cada momento em todas as regiões do Estado, com o avanço desordenado e incontrolável do número de casos.

A superintendente explicou que dois fatores têm contribuído para acelerar a transmissão do vírus: as aglomerações e as novas variantes já detectadas no Estado (a de Manaus e do Reino Unido), que se propagam com mais intensidade e rapidez. Flúvia Amorim enfatizou que enquanto as pessoas não tiverem plena consciência do tamanho do problema e fizerem sua parte no cumprimento dos protocolos de distanciamento social, de uso de máscara de higienização de mãos, não será possível conter o problema. “O que se percebe é que muitas pessoas banalizam as medidas sanitárias, mas elas são fundamentais.

Flúvia Amorim abordou também a questão da resistência da população e de comerciantes em relação às medidas de fechamento das atividades econômicas. “É compreensível, porque é o ganha-pão das pessoas, mas é preciso ficar claro que a vida é mais importante”, observou ela. A superintendente acrescentou que empresários que fazem protestos deveriam ser convidados a passar 12 horas no plantão de UTI em hospital de campanha para comprovar o sofrimento dos pacientes, a luta dos profissionais da saúde para salvar vidas, o que nem sempre ocorre, como já demonstrado pelas 8.714 mortes registradas no Estado.

Vacinação

Sobre a aplicação de vacinas, a superintendente da SES disse que o trabalho tem sido feito com eficiência e rapidez, sempre que há insumo em disponibilidade. “Já vacinamos mais de 200 mil pessoas com a primeira dose e já poderíamos ter vacinado um terço da população goiana se tivesse vacina disponível”, garantiu ela. Mesmo assim, conforme observou, há expectativa de queda na demanda por leitos e por UTI pelas pessoas da faixa etária acima de 70 anos e mais quando todos forem imunizados, situação que não está muito distante”, argumentou.

Indagada sobre o abrandamento do decreto que definiu o fechamento do comércio, Flúvia Amorim disse que pelo agravamento da situação em todo o Estado, é muito provável que será estendido por mais tempo. “Os prefeitos da Região Metropolitana de Goiânia devem se reunir novamente neste fim de semana para avaliar o quadro, mas o que temos hoje não é melhora e sim piora”, comentou ela.

Incitada a deixar um recado à população, a superintendente da SES reforçou o que vem recomendando continuadamente, apelando para a consciência das pessoas, que precisam fazer sua parte e contribuir para reduzir a disseminação do vírus. “Parem um minuto para pensar na quantidade de vidas perdidas e nas outras que ainda poderemos perder. Não podemos nos acostumar e achar que é normal perder vidas. Temos que fazer as coisas da maneira certa, cada um fazendo sua parte. Do contrário, vamos viver uma grande tragédia em futuro muito próximo”, arrematou Flúvia Amorim.

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Goiás

Governo de Goiás faz repasse emergencial de R$ 28 milhões para ações socioassistenciais

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Como forma de amenizar efeitos da pandemia junto à parcela mais vulnerável da população, 96% dos municípios goianos já podem receber cofinanciamento do Sistema Único de Assistência Social (Suas)

DA REDAÇÃO

O Governo de Goiás e a União autorizaram o repasse financeiro emergencial de recursos da ordem de R$ 28 milhões para a execução de ações socioassistenciais e de estruturação da rede do Sistema Único de Assistência Social (Suas) nos municípios goianos, como forma de amenizar os efeitos da pandemia junto à parcela mais vulnerável da população. Dos 246 municípios goianos, 237 (96%) já estão habilitados a receber os recursos, e apenas nove ainda se encontram em processo de regularização de documentos e contas.

A Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) promove uma força-tarefa, desde o ano passado, para orientar os municípios goianos a regularizarem os documentos municipais e as contas para que estejam aptos a participar de todas as ações, planos e projetos da assistência social, facilitando os repasses de recursos para atender as emergências locais.

“Com uma lei que foi enviada para a Assembleia Legislativa de Goiás, estamos tentando fazer com que esses recursos possam abranger mais áreas relativas à assistência social. O intuito é que as prefeituras possam utilizar esses recursos neste período de calamidade pública, para atender às urgências das pessoas em vulnerabilidade social”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Lúcia Vânia.

A titular da Seds destaca que já no início de suas gestões, os prefeitos poderão contar com um apoio do governo de Ronaldo Caiado que, preocupado com o fim do auxílio emergencial e a redução dos repasses do Governo Federal, estimulou a Seds a preparar as prefeituras para atualização e regularização dos fundos, conselhos e planos no âmbito da assistência social.

A superintendente de Desenvolvimento, Assistência e Inclusão, Luiza Vitor, ressalta o êxito desse esforço da Seds: “A habilitação dos municípios goianos para o recebimento do cofinanciamento estadual é uma vitória desta gestão, uma vez que é uma demanda antiga dos municípios. Esta é a primeira vez que ela é efetivada no Estado de Goiás”, conclui.

O Cofinanciamento Estadual do Suas é efetivado por meio do Fundo Estadual da Assistência Social (Feas). O prazo final é 30 de março. Mais informações estão disponíveis na página da Seds (social.go.gov.br).

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