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Educação

Redes de Ensino precisam de ajuda para funcionar em 2021

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Redes estaduais e municipais devem perder entre R$ 13 bilhões e R$ 40 bilhões em tributos vinculados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino neste ano

DA REDAÇÃO

O ano de 2020 será lembrado mundialmente por conta da pandemia causada pela Covid-19, em que as pessoas precisaram se recolher dentro de casa para se proteger de um vírus desconhecido e altamente contagioso. E isso modificou um cenário bem comum por todo Brasil: portões das escolas fechados e alunos distantes das salas de aulas. E não foi apenas uma cena para se gravar na memória, mas um fato que marcou profundamente a história do ensino no Brasil, com consequências que podem demorar alguns anos para serem revertidas.
A pandemia paralisou as atividades presenciais de ensino com a suspensão de aulas e de quaisquer outras atividades presenciais, da creche à pós-graduação, fato que resultou em uma enorme reviravolta no ensino brasileiro que precisou se adaptar às dificuldades para continuar levando conhecimento e aprendizagem aos brasileiros.
Então, a partir de um mapeamento de projeções tributárias e uma análise da base de dados do Tesouro Nacional, foi feito o relatório COVID-19 – Impacto Fiscal na Educação Básica, que apresenta um cenário de receitas e despesas nas redes estaduais e municipais em 2020. De acordo com o documento, as redes estaduais e municipais devem perder entre R$ 13 bilhões e R$ 40 bilhões em tributos vinculados à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino neste ano, a depender do cenário de crise econômica.

Se fizermos a soma dos mais de 38 milhões de estudantes matriculados nas redes de Educação Básica, isso pode significar uma redução média no investimento anual por estudante que pode ficar entre R$ 345, no melhor cenário, e R$ 1.038, no cenário mais pessimista. Esses dados foram compilados pelo Instituto Unibanco e o Todos Pela Educação, em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed).

De acordo com a analista de Políticas de Ensino Médio do Instituto Unibanco, Marina Pan Chacon Liberman, agora em 2020 as redes de ensino conseguiram se ajustar, em parte, devido às parcerias conquistadas por causada da pandemia, mas esse cenário pode ser ainda mais difícil em 2021. 
“As redes, em 2020, tiveram de fazer muitas parcerias para pode estabelecer ensino remoto. Então isso permitiu a adoção de várias estratégias sem que isso tivesse custos adicionais necessariamente. Mas a pergunta que fica é se no ano que vem essas parcerias vão continuar. Por isso, eu reforço aqui, a importância de a gente garantir recursos vinculados à educação, tanto neste ano quanto em 2021, para financiar essas ações de ensino remoto”, destacou Marina.

Para Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (CEIPE) da FGV EBAPE, esse momento foi de reinvenção para que as redes de ensino pudessem levar a aprendizagem até os estudantes. “Boa parte dos municípios utilizou cadernos ou apostilas com algum tipo de estudo auto instrucional que eram enviados para as casas por transporte escolar ou deixados nas escolas para que os pais pudessem buscar. Depois, as crianças mandavam de volta, pelo transporte escolar, para ser levado as escolas onde os professores corrigiam. Não é um modelo ideal, mas foi o possível para ser feito nessa emergência”, afirmou.
Por isso, o relatório afirma que é urgente aprovar a lei regulamentação do novo Fundeb, pois assim os recursos extras da União poderão chegar às redes de ensino a partir do ano que vem. Aprovado como emenda constitucional em agosto, o novo Fundeb precisa de uma série de regulamentações para que possa chegar até as regiões mais pobres do país, no que é considerada uma das principais mudanças trazidas pelo novo modelo do fundo.


Fonte: Brasil 61

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Educação

UEG fará eleições em julho para escolha de um novo reitor

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Previsão foi consolidada através do Decreto n° 9.847 assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM) e publicado no Diário Oficial do Estado na última terça-feira, 13

DA REDAÇÃO

O Diário Oficial do Estado trouxe, na última terça-feira, 13, uma alteração no estatuto da Universidade Estadual de Goiás (UEG) de modo a garantir a convocação de novas eleições no mês de julho para escolha de um novo reitor para a universidade.

As alterações foram consolidadas através do Decreto n° 9.847 assinado pelo governador Ronaldo Caiado (DEM). Segundo o texto a posse do escolhido será no mês de agosto havendo autorização para uma reeleição.

Além do novo reitor, a comunidade acadêmica também deverá escolher representantes para os cargos de coordenador de curso e diretor de instituto.

A publicação vai ao encontro do que foi acordado ainda no mês de março em reunião da reitoria e da Comissão de Interlocução da UEG com o titular da Secretaria-Geral da Governadoria (SGG), Adriano Rocha Lima.

À época, teria sido acordado entre as autoridades presentes no encontro que, de um lado, o governo liberaria a universidade para fazer eleições, do outro, que a Comissão apresentaria um cronograma para a convocação do pleito.

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Educação

MEC abre nesta terça-feira inscrições para o Sisu

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Para participar da seleção, é preciso não ter zerado na redação do Enem; a inscrição é gratuita e pode ser feita no site do programa

DA REDAÇÃO

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que dá acesso às universidades públicas por meio da nota no Enem, começam nesta terça-feira, 6, e terminam na sexta-feira, 9. O Sisu é a principal forma de acesso ao ensino público superior. Para participar da seleção, é preciso não ter zerado na redação do exame. A inscrição é gratuita e pode ser feita no site do programa. Os estudantes podem escolher até duas opções de cursos ofertados pelas instituições participantes. O sistema seleciona os mais bem classificados em cada curso de acordo com as notas do Enem e eventuais ponderações, como pesos atribuídos às notas ou bônus. Caso o desempenho permita o ingresso nos dois cursos, prevalecerá a primeira opção, com apenas uma chamada para matrícula. Os resultados serão divulgados no próximo dia 13, terça-feira, e as matrículas devem acontecer de 14 a 19 de abril.

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Anápolis

“Papel dos pais é fundamental”, defende pesquisador a respeito do aprendizado de estudantes com autismo durante a pandemia

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Assunto abre série de lives que acontecem do dia 6 a 8 de abril no projeto “Inclusão em Foco”, da Secretaria de Educação de Anápolis

DA REDAÇÃO

A permanência na escola ainda é o principal desafio da educação quando se trata de estudantes com autismo. A análise é do prestigiado pesquisador Lucelmo Lacerda, que abre a série de palestras e rodas de conversa que a Secretaria Municipal de Educação realiza na próxima semana, entre os dias 6 e 8 de abril, no projeto “Inclusão em Foco”, das diretorias de Inclusão, Diversidade e Cidadania e de Tecnologia e Inovação. As atividades serão abertas ao público na plataforma do Youtube, pelo canal “Portal da Educação de Anápolis” (confira programação abaixo).

“Existe um conjunto enorme de pessoas com autismo que estão inseridas formalmente na escola comum, mas que não têm uma efetiva aprendizagem nesse contexto, porque a condição de Transtorno do Espectro Autista é sequer avaliada. Faltam instrumentos de avaliação do processo efetivo de aprendizagem”, comenta o doutor em Educação, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com pós-doutorado em Educação Especial com Ênfase em Pessoas com Austimo, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Lucelmo observa que a condição do indivíduo com autismo não tem um padrão de diagnóstico. “Ela é individual. Portanto, você pode ter um indivíduo que tem autismo e que fala, consegue fazer suas atividades, ter um excelente desempenho acadêmico, mas ele tem uma fala insistente só em um assunto, o que prejudica enormemente suas habilidades sociais”, explica, alertando ser esse o foco que precisa ser acompanhado para a aprendizagem acadêmica e social plena do estudante com o transtorno.

“Da mesma forma, eu posso ter um outro indivíduo que está no primeiro ano, quando as crianças estão aprendendo a alfabetização, mas que tem ainda um desenvolvimento muito distante dessas habilidades, então é preciso ensinar esses pré-requisitos para que ele possa acompanhar a turma em algum momento ou se aproximar do tema que a turma está estudando, que é a alfabetização”, ilustra o pesquisador.

Participação da família

As escolas da rede municipal têm instruído as famílias para que possam acompanhar os estudantes durante o período remoto, o que é fundamental para Lucelmo. “É essencial que a escola instrua os pais para que eles possam apoiar e dar todo o suporte que o estudante com autismo precisa. E tão importante quanto isso, é saber quando retirar esse apoio para que esse indivíduo não se torne dependente dessa ajuda”, pontua o professor.

Nesta sexta, 2, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Para a secretária municipal de Educação, Eerizania de Freitas, oferecer capacitação necessária aos profissionais da rede é essencial, bem como dispor de recursos e condições que permitam a aprendizagem dos estudantes  com características autísticas. “Viabilizar a integração destes estudantes, assegurando-lhes ensino individualizado, a acessibilidade e ferramentas, aliada à formação dos profissionais da rede, é um grande avanço conquistado”, ressalta a representante da pasta.

As cinco lives do projeto “Inclusão em Foco” serão realizadas no período matutino e vespertino por meio de palestras e rodas de conversas mediadas por profissionais da Secretaria Municipal de Educação. Além do autismo, temas como a utilização da tecnologia como forma de inclusão, reflexões e práticas pedagógicas e acessibilidade também serão discutidos no evento.

PROGRAMAÇÃO

Inclusão em Foco

6 de abril

Live

Tema: Transtorno do Espectro Autismo: Uma breve introdução

Palestrante: Lucelmo Lacerda (São Paulo)

Horário: 17 horas

7 de abril

Roda de Conversa

Tema: Os desafios da maternidade para uma inclusão de verdade

Horário: 10 horas

Palestra

Tema: Inovação e tecnologia em diversidade e inclusão: trabalhar com ferramentas digitais, possibilidades e encantamentos

Palestrante: Patrícia Regina (Rio de Janeiro)

Horário: 17 horas

8 de abril

Roda de Conversa

Tema: Acessibilidade e inclusão: o sucesso não é obstáculo

Horário: 10 horas

Palestra

Tema: Reflexões e práticas pedagógicas

Palestrantes: Marlene Reis e Débora Carvalho (Goiás)

Horário: 17 horas

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