Reajustes de planos de saúde individuais podem passar de 40%

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O reajuste aprovado pela ANS foi de 15,5%; especialista comenta medidas que devem ser adotadas por empresas e beneficiários para um ecossistema sustentável

DA REDAÇÃO

de Saúde Suplementar) autorizou o reajuste de planos de saúde individuais e familiares em 15,5%, maior percentual desde 2000. Na prática, a alta no valor das mensalidades pode passar de 40% para os clientes dos convênios médicos, uma vez que, para além do reajuste anual, as operadoras são autorizadas a elevar as mensalidades quando há transição de faixa etária – o último aumento possível é aos 59 anos, conforme publicado pelo Estadão Conteúdo.

A conta foi realizada pela equipe de cientistas liderada por Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e blogueiro do Estadão, e por Lígia Bahia, professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A alta acima de 40% poderá ser aplicada a beneficiários que “migraram” da faixa etária de 54 a 58 anos para a de 59 anos ou mais – aplicável para os consumidores que alcançam os 59 anos de idade até abril de 2023. O balanço levou em conta dados de 3,5 mil planos, de 468 operadores.

Ana Beatriz Giovanoni, palestrante do FestQuali, observa que, em 2021, a ANS aplicou um reajuste negativo de (-8,19%), o que resultou na redução das mensalidades no período de maio de 2021 a abril de 2022. Por outro lado, a queda no custo assistencial observada em 2020 devido aos efeitos da pandemia e redução de procedimentos eletivos apresenta uma realidade de crescimento à medida que os procedimentos voltam a ser realizados devido à demanda reprimida.

“A ANS tem se preocupado em avaliar o desempenho das operadoras por meio do IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar), analisando a operadora em quatro dimensões: Qualidade em Atenção à Saúde, Garantia de Acesso, Sustentabilidade no Mercado e Gestão de Processos e Regulação”, reporta. Por meio dos índices, é possível avaliar o nível de aderência e qualidade das operadoras para escolher a contratação de empresas com melhor desempenho no gerenciamento da Saúde Suplementar, informa.

Com o impacto na situação financeira do cidadão, o aumento poderá forçar beneficiários a desistirem dos planos ou buscarem alternativas econômicas, trocando de operadora ou tipo de plano, afirma Giovanoni. “Todavia, sob a ótica da operadora, que teve um acréscimo em seus custos assistenciais durante o período de deflação, observa-se incremento de clientes afetados pela pandemia e seus efeitos em relação à saúde mental, refletidos nos custos com consultas, terapias, diagnóstico, idas à urgência e emergência e internações”, afirma.

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