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Goiás

Professores e alunos têm pouca conectividade em Goiás

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Estudo do Gaepe-GO revela dificuldade de acesso à internet nas redes estadual e municipais de ensino

DA REDAÇÃO

Professores e alunos das redes estadual e municipais de ensino no Estado de Goiás têm baixa ou nenhuma conectividade para as atividades escolares remotas impostas pela pandemia. Essa foi a conclusão a que chegou o Gabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação Pública em Goiás (Gaepe-GO), em levantamento realizado entre maio e outubro de 2020.

Denominado Diagnóstico de Conectividade, o estudo se deparou com um quadro alarmante, demonstrando insuficiência de equipamentos para alunos e professores e dificuldade ou ausência total de acesso à internet. Os resultados apresentados poderão ser utilizados para subsidiar futuras ações do Gaepe-GO, no sentido de contribuir para a busca da qualidade da educação pública.

A pesquisa teve início para avaliar as principais dificuldades enfrentadas pelo setor educacional nesse período em que as escolas permanecem fechadas. Foram verificadas as estratégias mais utilizadas para oferecer atividades pedagógicas não presenciais, percebendo-se que o uso de materiais impressos, videoaulas, redes sociais e as plataformas online que são amplamente utilizadas, mas que professores e alunos têm muita dificuldade de se conectar.

REDES MUNICIPAIS

Diante do quadro, o Gaepe realizou uma nova pesquisa, específica quanto ao acesso à internet. Foi possível constatar que, nas redes municipais, em relação aos professores, 60% dos municípios entrevistados apresentaram dificuldades de acesso às atividades remotas, e dentre os maiores entraves relacionados estão: velocidade da internet (90%), equipamentos/computadores (60%) e acesso à internet (35%).

Em relação à conectividade dos alunos, todos os municípios pesquisados responderam que identificaram dificuldades de acesso às atividades remotas, dentre elas velocidade da internet, falta de equipamentos e computadores e acesso à internet.

REDE ESTADUAL

Na rede estadual não é diferente, com um quantitativo elevado de alunos sem acessibilidade virtual, o que evidencia que não há equidade na disponibilização das atividades pedagógicas, nem a garantia do acesso à educação. A análise feita pelo Gaepe demonstra que a não participação dos alunos nas aulas remotas por falta de acessibilidade virtual pode provocar um aumento do abandono e da evasão escolar, especialmente dos alunos em condição de maior vulnerabilidade socioeconômica.

De acordo com informações e documentos encaminhados pela Secretaria Estadual de Educação, e considerando que a rede estadual conta hoje com um total de 510.000 mil alunos aproximadamente, foi possível evidenciar que cerca de 1,4% dos estudantes abandonaram os estudos no período de abril a agosto de 2020, significando que mais de 7 mil jovens e crianças desistiram da escola em um período de apenas cinco meses.

GAEPE

O Gabinete Articulado de Enfrentamento aos Efeitos da Pandemia na Educação Pública de Goiás (GAEPE-GO) é uma articulação interinstitucional que reúne os tribunais de contas do Estado (TCE-GO) e dos Municípios de Goiás (TCM-GO), o Ministério Público Estadual e os ministérios públicos de Contas junto aos dois tribunais, o Judiciário, a Defensoria Pública, gestores e os conselhos de educação, sob coordenação do Instituto Articule e do Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB).

Participaram da equipe que elaborou o Diagnóstico da Conectividade as servidoras Hélida de Fátima Gontijo e Marcela Mendonça Leão Jardim (TCE-GO) e Roberto de Carvalho Coutinho (TCM/GO).

Texto: Alexandre Alfaix (Dicom/TCE-GO)

Goiás

Após três meses, primeira dose da vacina da covid chegou a 14% dos goianienses

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No que se refere à segunda dose, somente 6,9% dos goianienses receberam o reforço

DA REDAÇÃO

Três meses após o início da vacinação contra a Covid-19 em Goiânia, o município conseguiu aplicar a primeira dose em 14,3% da população. No que se refere à segunda dose, o número é menor: apenas 6,9% dos goianienses receberam o reforço contra o vírus.

Conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), do total de doses aplicadas, 216.957 são referentes à primeira dose. As outros 104.919 são referentes à segunda dose. A prefeitura informou que 390.803 doses já foram entregues na capital, mas 321.876 já foram aplicadas.

A SMS informou também que o grupo de idosos representa a maior parcela dos vacinados até então. No total, já foram destinadas 157.183 vacinas de primeira dose e 62.749 de segunda dose para pessoas idosas. Trabalhadores da saúde aparecem na sequência, com 56.097 vacinas referente à primeira dose e 41.684 referentes à segunda dose.

Situação nos hospitais

Segundo boletim da SMS atualizado neste terça-feira (20), 84,4% das UTIs da capital estão ocupadas. Nas enfermarias, esse número corresponde a 66%.

Até o momento, Goiânia confirmou 142.055 casos de Covid-19 e 4.219 óbitos pela doença.

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Goiás

À ONU, Caiado pede que Brasil possa produzir princípio ativo da vacina contra Covid

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Sugestão do governador é que a produção ocorra mediante a pagamento de royalties

DA REDAÇÃO

Em reunião com a Organização das Nações Unidas (ONU), o governador Ronaldo Caiado (DEM) pediu para que o Brasil e outros países sejam autorizados a produzir o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) utilizado na vacina contra a Covid-19. A sugestão do democrata é que a produção ocorra mediante a pagamento de royalties. Atualmente, apenas China, Índia, Rússia e Estados Unidos têm permissão para fabricar o princípio ativo.

A reunião ocorreu na última sexta-feira (14), de maneira virtual, e teve a participação da secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, e governadores de outros estados brasileiros.

Na ocasião, o democrata disse que é inadmissível que somente quatro países possam fabricar o ingrediente para bilhões de pessoas.“Isso atrasa demais o processo de vacinação. Por isso a ONU precisa intermediar esse processo e garantir que possamos produzir o IFA mediante o pagamento de royalties”, salientou no encontro.

A secretária-geral Amina Mohammed acenou positivamente à sugestão de Caiado e declarou ser necessária a ação conjunta de todos. De acordo com Marlova Noleto, coordenadora da ONU no Brasil, o país será auxiliado em relação a medicamentos, vacinas e ajuda humanitária. “Vamos intensificar isso”, garantiu.

A ONU também anunciou que vai antecipar ao Brasil o repasse de quatro milhões de doses. Elas devem chegar ainda em abril. Outras quatro milhões de unidades podem vir em maio. Os imunizantes fazem parte do consórcio Covax Facility.

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Goiás

Governo de Goiás quer ampliar o prazo do estado de calamidade

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Novo decreto deve ser editado, o efeito do anterior terminou no fim de 2020.

O governo enviou à Assembleia Legislativa, um pedido de prorrogação do estado de calamidade em Goiás até 31 de dezembro. Com isso, será possível que o estado use recursos para o combate à pandemia de Covid-19, que recrudesceu nos últimos meses. Na justificativa, consta que há previsão da redução das receitas públicas e que as despesas com medidas para atenuar a crise gerada pela pandemia possam aumentar e que a não prorrogação poderia paralisar consideravelmente o aparto público

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