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Goiás

Pesquisadores da UFG auxiliam no acompanhamento da pandemia

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Ferramenta auxilia no cálculo da taxa de transmissão por municípios, já com correção da subnotificação

DA REDAÇÃO

Pesquisadores da Universidade Federal de Goiás têm continuamente auxiliado a Secretaria de Saúde de Goiás (SES-GO) no entendimento do mapa epidemiológico do Estado desde o início da pandemia de Covid-19. O Grupo de Modelagem de Expansão Espaço-Temporal tem auxiliado no cálculo do R efetivo (Re, que pode ser interpretado como uma “taxa” de crescimento da pandemia ou como número médio de transmissões em um dado momento) nos municípios goianos, já com correções com relação ao atraso das notificações dos casos, o que subsidiou a Nota Técnica da SES (n. 1 de 2021), com indicações de medidas para tentar diminuir o avanço da pandemia, criando um mapa de risco para os municípios e regiões, definindo uma situação de alerta (amarelo), crítico (laranja) e calamidade (vermelha).

Na última semana, o modelo desenvolvido pela UFG para estimativa do Re, que havia sido apresentado nas notas técnicas 9 e 10 do grupo (ver www.covid.bio.br) em Goiás foi repassado aos técnicos da SES-GO, que terão a partir de agora mais independência na geração destas estimativas de parâmetros epidemiológicos podendo atualizar mais facilmente o mapa de risco para o Estado.

A ferramenta foi desenvolvida pelo professor José Alexandre Felizola Diniz Filho e pelo pós-doutorando Lucas Jardim, do Depto. de Ecologia do ICB e associado ao INCT em Ecologia, Evolução e Conservação da Biodiversidade.

O professor José Alexandre explica que as estimativas de Re são importantes como uma das variáveis que podem compor um quadro que, por sua vez, permite entender os diferentes níveis de risco de problemas em função da pandemia.

Enquanto o Re indica uma maior chance dos casos aumentarem rapidamente em um município ou região, as outras variáveis usadas pela SES para a confecção do mapa apresentado nesta última quarta-feira (17/2) permitem avaliar a capacidade do município ou região de lidar com o problema do aumento potencial nas hospitalizações e nos óbitos. Esses são os dois componentes que devem ser considerados quando se trata de tentar minimizar os impactos da pandemia.

Para o professor José Alexandre Felizola a transferência da tecnologia para que a SES-GO possa gerar o modelo do R vai facilitar o trabalho dos técnicos do governo: “Temos cooperado continuamente com a SES, mas a vantagem é que eles têm acesso direto aos dados (atualmente os pesquisadores da UFG precisam processar os dados do portal da SES antes das análises), então eles podem ter a informação necessária mais rapidamente e no momento em que eles acharem mais oportuno”.

Para ele, o mais importante nesse tipo de processo é a cooperação: “Estamos contribuindo com a nossa expertise em termos de modelagem e análise de dados e, ao mesmo tempo, aumentando a interação com a SES e capacitando os técnicos a usarem a ferramenta e, mais importante, a entenderem como são feitas essas estimativas de parâmetros epidemiológicos”.

O professor reitera que a universidade continuará apoiando a SES e as secretarias municipais, principalmente agora, com um novo crescimento rápido da pandemia em Goiás e no Brasil. Por outro lado, com as novas variantes que potencialmente estão circulando no Estado, que têm parâmetros epidemiológicos diferentes para transmissão, reinfecção e talvez letalidade, será preciso repensar uma série de aspectos dos modelos e análises para que novas notas técnicas sejam lançadas.

“A partir do momento que mais dados se consolidam sobre as novas características da pandemia nessa “segunda onda”, seremos capazes de entender melhor o comportamento da doença e poder auxiliar de forma mais consistente a tomada de decisões”, avalia o professor.

Fonte: www.goias.gov.br

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Goiás

Ipasgo divulga telefones para atendimento em cidades com novas regras de restrição

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Suporte a usuários é dado pelos telefones (64) 3462-1636 (Goiandira), (64) 3441-2148 (Catalão), (62) 3323-1621 (Ceres) e (62) 3312-1739 (Itapuranga)

DA REDAÇÃO

As cidades de Goiandira, Catalão, Ceres e Itapuranga decretaram estado de calamidade pública e interromperam as atividades não essenciais, em virtude da pandemia de Covid-19, e em alinhamento à Nota Técnica nº 01/2021, emitida pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO). Nessas localidades, portanto, o atendimento presencial em unidades do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos de Goiás (Ipasgo) está suspenso temporariamente.

Beneficiários do plano que precisam de qualquer tipo de suporte nesses municípios deverão entrar em contato com as equipes pelos telefones (64) 3462-1636 (Goiandira), (64) 3441-2148 (Catalão), (62) 3323-1621 (Ceres) e (62) 3312-1739 (Itapuranga). Apenas em casos de extrema necessidade, a colaboradora do posto agendará atendimento presencial.

Vale lembrar, ainda, que é possível resolver demandas sem sair de casa. Os beneficiários do Ipasgo contam com 24 serviços on-line que estão disponíveis no site www.ipasgo.go.gov.br ou no aplicativo Ipasgo Fácil, disponível para download gratuito na Play Store e na Apple Store. Por meio deles, é possível fazer a troca da senha, o bloqueio e a solicitação de um novo cartão, visualizar o status do plano, bem como ter acesso ao Cartão Virtual.

Caso o usuário ainda não tenha senha cadastrada para utilizar o aplicativo Ipasgo Fácil, basta ligar no 0800 62 1919 e solicitar uma senha, ou então pelo site do Ipasgo www.ipasgo.go.gov.br em “Usuário” – “Portal do usuário” – “Primeiro acesso”.

O presidente do Ipasgo, Hélio José Lopes, reforça as medidas de proteção contra a Covid-19 estabelecidas pelo Governo de Goiás. “Estamos passando por um momento muito delicado. Atualmente, há três variantes do vírus circulando no Estado e não podemos nos descuidar. Faremos o que for necessário para conter a transmissão”, salientou.

Restrições

No dia 16 de janeiro, o Ipasgo publicou a Portaria Normativa nº 003/2021, que suspendeu, por 21 dias, as cirurgias de caráter eletivo. A decisão cumpriu uma determinação doj Governo de Goiás e teve como objetivo aumentar a disponibilidade de leitos nos hospitais da rede credenciada para atender aos casos de internação de pessoas com Covid-19.

Neste período, somente serão efetivados procedimentos e cirurgias de urgência e emergência que tenham riscos e necessidades comprovados pela auditoria do Instituto. “Agora, a prioridade é garantir que os beneficiários porventura vítimas de contaminação pelo novo coronavírus recebam o atendimento adequado”, afirmou.

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Goiás

Fieg lança programa para internacionalização de micro e pequenas indústrias

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Indústria Global, parceria com CNI e Sebrae, vai beneficiar empresas dos setores de moda, cosméticos e alimentos e bebidas

DA REDAÇÃO

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) lança, na próxima semana, o programa Indústria Global – Rota da Exportação, com foco na internacionalização de pequenos negócios goianos. Em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a iniciativa oferece variado portfólio de serviços, que vão desde a etapa de preparação no processo de internacionalização, ampliando o grau de maturidade exportadora, até a participação dessas empresas em ações de promoção de negócios, com objetivo de aumentar o volume de micro e pequenos negócios no comércio exterior.

De acordo com a coordenadora do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, Johanna Guevara, serão ofertadas dez vagas nessa primeira etapa do programa, voltado inicialmente aos setores de moda, cosméticos e alimentos e bebidas. No total, a Fieg e o Sebrae custearão mais de R$ 250 mil em consultorias, capacitações e estudos de internacionalização com objetivo de incrementar a exportação de produtos made in Goiás.

“Vamos realizar uma ampla avaliação do perfil empresarial de cada negócio, analisando a maturidade da empresa quanto às estratégias para internacionalização, gestão e inserção nos mercados internacionais. Queremos municiar os empresários com os conhecimentos necessários para essa atuação no exterior, preparando o negócio para concretizar a exportação de produtos”, avalia Johanna Guevara.

O programa prevê que as empresas beneficiadas sigam uma “trilha de internacionalização”, por meio de iniciativas que contemplam negócios que ainda estão no início do caminho para alcançar mercados internacionais.

Para o presidente da Fieg, Sando Mabel, é fundamental intensificar a cultura exportadora em Goiás. “A ação fortalece a indústria, incentiva a geração de mais empregos em nosso Estado e leva para o mundo a qualidade do produto goiano. Somos muito mais que exportador de commodities. Temos um pujante parque industrial farmoquímico e produtor de moda e de alimentos e bebidas”, afirma.

As empresas interessadas em participar do programa Indústria Global podem entrar em contato com o CIN/Fieg pelo telefone (62) 3501-0044, que também atende com mensagens pelo whatsapp. Dentre os conteúdos previstos nas capacitações e consultorias, estão: exportação na prática, marketing, logística internacional e formação de preço.

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Goiás

“Março será o pior mês que vamos enfrentar”, diz Caiado sobre novas variantes da Covid-19

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Governador destaca que Estado adota todas ações no intuito de reduzir impactos da pandemia, como abertura de novos leitos, mas reforça necessidade de conscientização

DA REDAÇÃO

O governador Ronaldo Caiado adotou um tom de preocupação em relação à pandemia, nesta segunda-feira (22/02), e reforçou o pedido de conscientização. “Março será o pior mês que vamos enfrentar a Covid-19 com essas variantes que chegaram até nós”, declarou.

“Por favor, eu peço que mantenham o uso de máscara, o afastamento, a higienização das mãos, porque a demanda está sendo muito maior que na primeira onda”, continuou o governador durante entrevista coletiva após a entrega do novo câmpus da Faculdade da Polícia Militar de Goiás, em Goiânia.

Caiado afirmou que todas as ações do Estado nos últimos meses têm sido no sentido de reduzir os impactos da pandemia e de, principalmente, salvar vidas. Ele exemplificou sua fala com a considerável expansão hospitalar regionalizada. “Estamos hoje com muito mais leitos de enfermaria e de UTI [Unidades de Terapia Intensiva] do que na primeira onda, e a demanda está cada dia maior. Só nesta semana serão mais 50 leitos abertos”, assegurou.

No entanto, apesar dos esforços do poder público, o governador frisou que o atual cenário requer a colaboração de todos. “Se não tivermos a contrapartida da população, fica difícil. Já disse e repito: há limitação, principalmente das nossas equipes na área de saúde. Estão estafadas, sobrecarregadas, alguns não suportam a carga do volume de trabalho e isto tem sido um fator extremamente preocupante”, ressaltou.

Caiado ainda mencionou o novo formato de monitoramento da pandemia em Goiás, lançado na última semana pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). Ele classifica, semanalmente, as regiões conforme a gravidade da curva de contágio pela Covid-19 e outros indicadores. A partir disso, uma nota técnica da pasta recomenda como cada município deve proceder.

O governador destacou a importância “da ação de decisão dos prefeitos, junto à fiscalização que será implantada pelo Ministério Público de Goiás” em relação às possíveis novas regras adotadas por cada município. E ainda, a expectativa de reduzir o número de pessoas acometidas pela doença a partir dessa estratégia conjunta. “As nossas medidas são essas, que já tomamos. Continuaremos a avaliação, região a região. É lógico que em um parâmetro de uma semana pode ser mudado, e espero que sim”, concluiu.

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