O Brasil dá exemplo na produção de algodão

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Júlio Cézar Busato, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, afirma que 85% da produção brasileira é certificada

A família de Júlio Cézar Busato, de 59 anos, possuía uma propriedade de 80 hectares em Casca (RS), a 230 quilômetros de Porto Alegre, capital gaúcha. Em 1987, eles deixaram a terra no Rio Grande do Sul para desbravar o cerrado baiano. Hoje, o Grupo Busato tem cerca de mil funcionários, e, desde 1º de janeiro de 2021, o agricultor é presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Ele assumiu o cargo depois de ter comandado a Associação Baiana de Produtores de Algodão entre 2017 e 2020. No último ano de seu mandato, o órgão recebeu o prêmio da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, em razão do projeto Identificação, Proteção e Recuperação de Nascentes. Os 35 anos de prosperidade da família Busato se confundem com o progresso da região, que hoje gera empregos e apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano entre os melhores da Bahia.

De acordo com o presidente da Abrapa, “o algodão é tão bom que ele está até no dinheiro, nas cédulas.” Os subprodutos fornecidos não são poucos. Além dos tecidos e dos pacotes vendidos em farmácias, a lista inclui insumos para a indústria de cosméticos, fabricação de ração animal e até mesmo o óleo usado pelo McDonald’s para fritar as batatas.

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