A alta foi puxada pelos preços dos combustíveis no Brasil que bateram recorde nos postos
DA REDAÇÃO
a inflação de abril caminha para ser a maior em 27 anos e foi a gasolina que puxou essa alta. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 – considerado uma prévia da inflação oficial do país – ficou em 1,73% em abril, após ter registrado taxa de 0,95% em março, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. É a maior taxa para o mês desde 1995, quando ficou em 1,95%.
Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 12,03%, acima dos 10,79% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. No ano, os preços subiram em média 4,31%. Com alta de 7,51%, a gasolina foi a principal responsável pela alta da inflação no mês.
O resultado disso é um efeito dominó no aumento de preço, confira as principais altas:
- Alimentos: 2,25%;
- Habitação: 1,73%;
- Artigos de residência: 0,94%;
- Vestuário: 1,97%;
- Transportes: 3,43%;
- Saúde e cuidados pessoais: 0,47%;
- Despesas pessoais: 0,52%;
- Educação: 0,05%.
A única queda de preço registrada foi com comunicação, e foi uma queda irrisória: -0,05%.
Alta nos alimentos
Nessas altas de preços divulgadas pelo IBGE, merece destaque o preço dos alimentos. Encher o carrinho do mercado está cada vez mais difícil. Os preços avançaram 2,25% na prévia do mês, puxados por aqueles consumidos dentro de casa.
Entre as altas registradas, os destaques estão para o preço do tomate, que aumentou 26,17%; o leite longa vida teve alta de 12,21%; a cenoura de 15,02%; o óleo de soja de 11,47%; a batata-inglesa de 9,86%; e o pão francês de 4,36%.
Inflação em Goiás
A prévia da inflação em abril para Goiânia teve alta de 1,98%, a maior dos últimos 16 anos. Isso coloca a cidade como a terceira capital, das 11 onde o levantamento foi leito, com a maior alta do país, ficando atrás apenas Curitiba e Rio de Janeiro, respectivamente. O índice goiano ficou maior do que a prévia nacional, que acelerou para 1,73%.