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Brasil

Fiocruz: internação de idosos pode subir com relaxamento após primeira dose

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A recomendação atual dos organismos de saúde é para que os vacinados mantenham as medidas de isolamento mesmo após a segunda dose da vacina contra a Covid-19

DA REDAÇÃO

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertaram para o risco de um aumento de internações de idosos que já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e que aumentaram seus níveis de exposição ao vírus após a imunização.

De acordo com os pesquisadores, há uma tendência de relaxamento em relação às medidas de distanciamento social após a aplicação do imunizante, o que pode agravar não só o número de internações como de contaminação a outras pessoas.

Pesquisador do Programa de Computação Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Procc/Fiocruz), Léo Bastos relatou preocupação com o relaxamento.

“Se idosos vacinados aumentarem seus níveis de exposição, mesmo vacinados, as chances deles se internarem podem ser maiores que antes de se vacinarem. Nesse momento as vacinas reduzem as chances de internação e óbitos se os níveis de exposição não mudarem”, disse. 

A recomendação atual dos organismos de saúde é para que todos os vacinados mantenham as medidas de isolamento o máximo possível.

Somente 21 dias após a aplicação da segunda dose da vacina é que as pessoas podem ficar mais tranquilas com relação ao contágio do vírus. Mas, até que a vacinação alcance a maior parte da população nacional, ainda há riscos, porque não há vacina com 100% de eficácia.

Também pesquisador da Fiocruz e responsável pelo Boletim Infogripe, Marcelo Gomes faz uma alerta para a possibilidade de se perder “parte da proteção” dada pelo imunizante ao relaxar os cuidados.

“Se logo após tomarem a primeira dose, ou até mesmo tiverem recém tomado a segunda, as pessoas relaxarem completamente os cuidados fundamentais, elas podem fazer com que essa mudança de comportamento acabe jogando fora parte da proteção que a vacina confere por estarem se expondo mais”, alertou. 

Especialistas apontam para a importância de se manter o menor nível de exposição possível até que se completem os 21 dias após a segunda dose do imunizante.

Novas variantes resistentes às vacinas

Além disso, os pesquisadores afirmaram que, caso a vacinação não avance de forma mais rápida e eficiente, há riscos de uma nova mutação do vírus que possa resistente aos imunizantes já aprovados para uso. 

“Para ter efeito coletivo de proteção, precisa de cobertura vacinal muito grande. A velocidade é bastante lenta e a oferta ainda é pequena. Isso traz um risco de que eventualmente possa ter uma nova variante que escape às vacinas que já foram aplicadas no país. Esse é um risco real. Não só o Brasil, mas outros países em situação similar estão com essa preocupação. Há chance de uma nova variante escapar da vacina”, afirmou Marcelo Gomes.

Para o pesquisador, a fórmula é simples: mais velocidade e eficiência na vacinação, menos exposição ao vírus, reforço das medidas de isolamento social e apoio financeiro por parte dos governos para as famílias prejudicadas pelo isolamento. Sem isso, segundo ele, não haverá avanço no combate à pandemia.

Brasil

Fiocruz deve liberar mais 4,7 milhões de vacinas nesta semana

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A previsão faz parte de um total de 18,4 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca previsto para até o dia 1º de maio

DA REDAÇÃO

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) deve liberar nesta semana mais 4,7 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. A previsão faz parte de um total de 18,4 milhões de doses previsto para até o dia 1º de maio.

Na semana passada, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos entregou 2,2 milhões de vacinas na quarta-feira (14) e 2,8 milhões na sexta-feira (16), totalizando 5 milhões de vacinas entregues na semana. “O cronograma de entregas pactuado com o Ministério da Saúde continua seguindo o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definido pela pasta”, afirma o instituto.

Na próxima semana, serão entregues 6,7 milhões, de 26 de abril a 1º de maio.

O cronograma da Fiocruz prevê que 100,4 milhões de doses serão produzidas em Bio-Manguinhos até julho, a partir de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) importado da China. Mas a partir de agosto, a Fiocruz também deve começar a produzir de IFA para vacinas contra covid-19.

A produção da vacina em Bio-Manguinhos ocorre graças a um contrato de encomenda tecnológica assinado no ano passado com os desenvolvedores da vacina: a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Para os próximos meses, a Fiocruz prevê entregar 21,5 milhões de doses em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em julho. Para produzir essas vacinas, Bio-Manguinhos conta com a chegada de carregamentos de IFA vindos da China.

A Fiocruz também trabalha para incorporar a tecnologia de produção do IFA à planta industrial de Bio-Manguinhos e prevê que, no segundo semestre, será possível entregar 110 milhões de doses a partir de ingrediente farmacêutico ativo produzido na própria instituição.

Dessa forma, o Programa Nacional de Imunizações deve receber, até o fim do ano, 210,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca produzidas no Brasil, além de 12 milhões de doses importadas da Índia.

Distribuição

O Ministério da Saúde distribuiu mais 6,3 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal neste fim de semana. A remessa será utilizada para a vacinação de idosos entre 60 a 69 anos, trabalhadores da saúde e forças de segurança, além de aplicação da segunda dose em quem já recebeu a primeira.

Dos 6,3 milhões de imunizantes, 3,8 milhões doses são da vacina de Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, e 2,5 milhões são da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Todas as doses foram produzidas com matéria-prima importada.

Segundo o ministério, o governo federal já disponibilizou aos estados cerca de 53,4 milhões de doses desde o início da campanha de vacinação contra covid-19, em 18 de janeiro. Até agora o Brasil registrou 32,4 milhões de doses aplicadas.

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Brasil

Butantan recebe insumo para produção de mais 5 milhões de doses da CoronaVac

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Com esse lote de matéria-prima, o instituto deve completar 46 milhões de doses da vacina negociadas com o governo federal até o fim de abril

DA REDAÇÃO

O Instituto Butantan recebeu, na manhã desta segunda-feira, 19, mais três mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), a matéria-prima da vacina CoronaVac. A quantidade do material fornecido pela farmacêutica Sinovac é necessária para produção de mais cinco milhões de doses do imunizante. O voo com o insumo chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos vindo de Pequim, na China, às 6h15. Com esse lote, que estava previsto inicialmente para o dia 8 de abril, o Butantan deve completar 46 milhões de doses da vacina negociadas com o governo federal até o fim de abril. Após o atraso, o envase do imunizante tinha sido suspenso.

Mais um lote de IFA deve chegar nos próximos dias para iniciar a produção dos outros 54 milhões de doses já acordados com o Ministério da Saúde até setembro. Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, as vacinas a partir do IFA que chegou hoje vão começar a ser produzidas imediatamente. “Estamos trabalhando com o governo chinês para agilizar a chegada de matéria-prima. O ciclo de produção é de 15 dias e hoje já entra em produção. A partir do dia 3 de maio, voltamos a entregar vacinas novamente.” Até o momento já foram entregues 41,4 milhões de doses da CoronaVac. A previsão, em contrato, é de 100 milhões de doses neste ano.

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Brasil

Bolsonaro diz que cronograma da Fiocruz prevê entrega de 18 milhões de doses de vacinas em abril

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Governo federal projeta aumento no volume de repasses nos próximos meses: 21,5 milhões em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em julho

DA REDAÇÃO

Por meio de sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que, até o final deste mês, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) terá entregue 18 milhões de doses da vacina de Oxford. Essa conta contempla as 7 milhões de doses recebidas entre o dia 1º de abril e este domingo, 17. “Ao longo do mês de abril, o cronograma da Fiocruz prevê a entrega de 18 milhões de vacinas. Na próxima semana, serão mais 4,7 milhões. Entre 26 de abril e 1º de maio, 6,7 milhões de doses devem chegar ao PNI [Plano Nacional de Imunização]”, disse Bolsonaro. O governo federal projeta aumento no volume de entregas da fundação de vacinas contra a Covid-19 nos próximos meses: 21,5 milhões em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em julho.

A partir do segundo semestre, a Fiocruz começará a produzir a vacina de Oxford com o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) fabricado no Brasil. Trata-se da matéria-prima da vacina, responsável pela defesa do organismo contra o vírus. Para produzi-lo, é necessário multiplicar uma cepa do coronavírus (ou do adenovírus, oriundo de chimpanzé) em quantidade suficiente para a fabricação de um lote de imunizante. De acordo com o Ministério da Saúde, o país já recebeu 53 milhões de doses e aplicou 35 milhões.

“O governo federal tem se empenhando muito. Recentemente, nós conseguimos a antecipação de 15 milhões de doses da vacina da Pfizer, que chegarão até junho. Agora para maio, conseguimos, por meio do consórcio internacional Covax Facility, mais 4 milhões de doses. Estamos avançando, mas precisamos da união de todos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. “O objetivo é trazer vacinas. Seja da Pfizer, seja da Astrazeneca, seja da Coronavac. Enfim, vacinas para vacinar a população brasileira.”

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