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Anápolis

Ferrovia continua subutilizada, três anos depois da inauguração

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Inaugurada pela ex-presidente Dilma Rousseff no dia 22 de maio de 2014, portanto, há pouco mais de três anos, o trecho de 855 quilômetros da Ferrovia Norte Sul entre Anápolis e Palmas, no Tocantins, continua subutilizado, causando prejuízos de valores incalculáveis para o sistema de transporte do País e sem perspectivas de curto e médio prazos para que comece a operar com regularidade.

Nestes três anos depois de sua inauguração, apenas dois transportes de cargas foram realizados no trecho entre Anápolis e Porto Nacional, o primeiro em fevereiro de 2015, quando 18 locomotivas transportaram 26 mil toneladas de farelo de soja, produzidos pela unidade da Granol que funciona no DAIA, e outro de 13 mil toneladas de madeira triturada, em dezembro do ano passado. A informação é da Valec, a estatal que tem a concessão para explorar o trecho, revelando que outros carregamentos estão programados para este ano.

“A falta de uma regulamentação clara e a indefinição de um modelo operacional, agravadas com a crise política e financeira deixam o meio empresarial inseguro para investir na Ferrovia Norte-Sul”, sintetizou o ex-superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, um dos poucos especialistas em logística e transporte de cargas em Anápolis. Ele aponta, também, como fatores que afastam a demanda dessa malha ferroviária, a falta de uma definição sobre o direito de passagem, nos trechos depois de Porto Nacional até o Porto de Itaqui, no Maranhão, operados por mais de uma concessionária.

DIREITO DE PASSAGEM

“Hoje, para se chegar ao Porto de Itaqui, é necessário negociar o direito de passagem com diferentes concessionárias”, acrescentou Edson Tavares afirmando que mesmo sem estar em operação o trecho entre Anápolis e Palmas tem um custo de pessoal e de manutenção de mais de R$ 4 milhões por ano. Segundo ele, a própria Valec admite este gasto e reconhece ainda não ter uma empresa operando no trecho.

“Por todos estes motivos, não vejo perspectiva de funcionamento normal deste trecho em curto prazo”, lamenta Edson Tavares, afirmando que a falta de uma clara definição sobre o direito de passagem acaba encarecendo o custo do frete ferroviário, retirando sua competitividade em elação ao transporte rodoviário. Segundo ele, nessa situação o custo ferroviário acaba não compensando por conta do monopólio dado às concessionárias de outros trechos, que só permitem a passagem se a considerarem um negócio conveniente. “Esse é outro ponto de incerteza que torna a ferrovia inviável para investir”, disse Edson Tavares reiterando que a falta de um modelo de negociação claro é hoje unanimidade entre os possíveis investidores, todos temerosos com os riscos de investir na malha.

Edson Tavares colocou a reportagem em contato com o presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (Ferro Frente), José Manoel Ferreira, que endossou todas as críticas feitas pelo ex-superintendente do Porto Seco sobre as dificuldades de se colocar o trecho entre Anápolis e Palmas para funcionar. Ele afirmou que por estar ocioso só este trecho da Ferrovia provoca uma perda anual de R$ 1 bilhão, segundo José Manoel, um valor que considera a diferença entre o frete ferroviário e a produção prevista pelo governo federal em toneladas por quilômetro útil.

“Nós queremos uma ferrovia que integre o País” disse José Manoel revelando que a entidade que preside defende um sistema de concessão horizontal, de forma que vários grupos tenham acesso à Norte Sul e não apenas grandes grupos, que, em sua opinião agem por interesses próprios. Segundo ele, na MP 752 aprovada recentemente pelo Congresso e já encaminhada para a sanção presidencial não há essa garantia. “Além disso, ela faz doações de bens públicos, aumentando ainda mais o prejuízo”, acrescentou o presidente da Ferro Frente revelando que, por estas razões, a entidade entrou com uma ação no STF para evitar que a MP 752 vire lei.

Texto Extraído: Jornal Contexto de Anápolis

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Anápolis

Comércio em Anápolis não deverá abrir neste sábado e domingo

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Orientação faz parte das novas medidas adotadas segundo o protocolo de risco de colapso do sistema de saúde

DA REDAÇÃO

Segundo as normas da matriz de risco moderado do protocolo de segurança de Anápolis, o comércio na cidade não deverá abrir no sábado e no domingo. A medida vale, também, para os shoppings da cidade. A autorização para funcionamento é apenas para os serviços essenciais como supermercados, farmácias e serviços de saúde.

Os restaurantes (tanto de rua, como dos shoppings) podem funcionar no sistema delivery.

As medidas fazem parte do novo protocolo da Matriz de Risco do colapso do sistema de saúde elaborado e atualizado pela Vigilância Sanitária de Anápolis. O objetivo é frear o contágio pelo novo coronavírus.

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Anápolis

Prefeito Roberto Naves não descarta lockdown em Anápolis

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Fala do prefeito foi durante a reunião de prestação de contas, por videoconferência, para a Câmara de Vereadores

Por Priscila Marçal

Hoje (26), na sessão remota de prestação de contas na Câmara Municipal, o prefeito Roberto Naves falou abertamente sobre a situação da Covid-19 em Anápolis. “O momento que estamos passando é muito sério e requer cuidado total por parte de todos. Não brinquem com isto e vamos ter consciência do poder deste inimigo que estamos enfrentando”, disse o prefeito.

A fala do prefeito foi de alerta para que a população reforce os cuidados para evitar o contágio pelo novo coronavírus, já que a taxa de ocupação de leitos de UTI no município já chega a 80%. Segundo o prefeito, se este índice aumentar para 90% a cidade será fechada. “Irá funcionar apenas serviços essenciais e de saúde, vamos fechar a cidade”, disse.

Taxa de ocupação de leitos de UTI em Anápolis nesta sexta-feira (26)

O prefeito falou sobre as medidas que vem sendo tomadas para evitar o colapso no sistema de saúde, como a abertura de mais leitos de UTI, mas reforçou que isso não é suficiente. “Não é possível abrir muitos leitos porque não temos profissionais para trabalhar nessas unidades. Se o comportamento da população não mudar, qualquer pessoa pode morrer na espera de liberação de um leito para o tratamento”, alertou.

Vacinação

A vacinação contra a Covid-19 na cidade avança. Durante sua declaração hoje, na sessão remota da Câmara, o prefeito também falou que está buscando comprar vacinas com recursos municipais “mas só podemos comprar o que existe!”, explicou o prefeito ao lembrar que há doses disponíveis para compra no mercado.

No próximo domingo (28), haverá vacinação na modalidade drive-thru para idosos cadastrados para receberem a primeira dose, que tenham 75 anos ou mais. Os idosos que já receberam a primeira dose e devem, agora, buscar a segunda dose, também pode comparecer aos pontos de vacinação para serem imunizados. Os pontos fixos de vacinação são: no viaduto da Brasil (cruzamento da Av. Brasil com a Av. Goiás), na CMTT e em quatro pontos fixos de vacinação que estarão abertos: Unidades de saúde da Vila União, Vila Norte e Filostro Machado.

Até o momento, 13.832 pessoas foram vacinadas em Anápolis, entre idosos com idade igual ou superior a 80 anos (1ª e 2ª dose) e profissionais da linha de frente da saúde.

Casos de Covid-19 em Anápolis

Os dados de Anápolis divulgados nesta sexta-feira (26),  apresentam 23.095 infectados desde o início da pandemia e 488 óbitos. Mais uma morte foi acrescentada aos números nesta sexta-feira, trata-se de um homem de 78 anos que faleceu no dia 25.

Dos 23.095 casos confirmados, 20.046 estão curados. Nas últimas 24 horas foram confirmados 128 casos, sendo 75 do sexo feminino, com idade entre 06 e 85 anos, e 53 do sexo masculino de 047 a 91 anos.

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Anápolis

Vigilância Sanitária notifica Urban por descumprir protocolos de prevenção à Covid-19

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Número de passageiros acima do permitido e falta do uso de máscara estão entre as irregularidades verificadas; empresa terá que apresentar defesa

DA REDAÇÃO

A Vigilância Sanitária de Anápolis notificou nesta sexta-feira, 26, a empresa Urban, que presta serviço de transporte coletivo na cidade, por descumprir parte das normas da matriz de risco moderado do protocolo de segurança para o segmento de transportes, tais como: exceder o número de passageiros sentados por veículo a cada viagem, permitir a entrada de passageiros sem o uso de máscaras e falhas no processo de sanitização dos ônibus ao longo do dia. A empresa agora precisará apresentar defesa jurídica e, a depender da fundamentação apresentada, pode ser multada ou ter suas atividades suspensas.

As irregularidades foram registradas de ontem para hoje em dois pontos distintos da cidade. Na quinta-feira, entre as 17 horas e 18 horas, profissionais da CMTT, Vigilância Sanitária e Polícia Militar (PM) detectaram, em três linhas que realizam a rota do Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia), número de passageiros acima do preconizado no protocolo (número igual ou inferior à quantidade de número de assentos disponibilizados por veículo). Na ocasião, houve orientação para distribuir os passageiros em outro ônibus.

Já na sexta-feira, no Terminal Urbano de Anápolis, os fiscais observaram falhas no processo de sanitização dos ônibus, conforme reforçado em reunião ocorrida no último dia 19, na qual ficou determinada que os ônibus devem ser sanitizados a cada viagem. Os fiscais da Vigilância Sanitária reforçaram também a necessidade de que motorista e demais funcionários da empresa sejam orientados a seguirem as regras do protocolo do nível moderado da matriz de risco.

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