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Brasil

Empresas que fornecem bens e serviços ao governo terão acesso a empréstimo facilitado

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Por meio da plataforma AntecipaGov, os fornecedores da administração pública vão poder adiantar até 70% dos recebíveis usando contratos com a União como garantia junto a instituições financeiras

DA REDAÇÃO

Em meio aos efeitos da crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, as empresas que fornecem bens ou serviços ao governo federal ganharam uma ótima notícia: podem solicitar a antecipação de crédito de até 70% do valor que ainda têm a receber. 
Desde a última segunda-feira (8), está no ar o AntecipaGov, uma plataforma do Ministério da Economia desenvolvida pelo Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), cujo objetivo é modernizar o sistema de compras da União. É por meio do AntecipaGov que os fornecedores vão poder oferecer contratos administrativos que possuem com o governo federal como garantia para obter empréstimos e financiamentos em instituições financeiras credenciadas junto ao Ministério da Economia. 
Funciona assim: a empresa acessa a plataforma, informa o valor que deseja para empréstimo e seleciona quais contratos que tem com a União que usará como garantia. Em seguida, as instituições financeiras que são credenciadas junto ao governo enviam propostas de financiamento. A decisão caberá ao fornecedor, que vai poder optar pela condição mais vantajosa. 
Para Suelene Costa, gerente de Soluções de Gestão do Serpro, a medida de antecipação de recebíveis é muito positiva, tanto para os fornecedores da administração pública quanto para as instituições financeiras. 
“O programa traz incentivos às empresas que possuem contrato com o governo federal para que elas possam, através desses contratos, obter empréstimos com juros mais baixos, com uma análise de risco mais segura e também traz incentivo às instituições financeiras, que vão obter informações prévias que vão subsidiar a sua análise de crédito”, avalia. 
Especialista e professor de economia na Universidade Brasília (UnB), Roberto Piscitelli acredita que o programa pode contribuir para viabilizar a realização de obras e serviços contratados pela administração pública. “Muitas vezes, a empresa não dispõe de recursos para realizar toda obra ou serviço, dependendo dos prazos e cronogramas de execução. Os pagamentos não se dão, pelo governo, antecipadamente. Muitas empresas não teriam condições de realizarem esses procedimentos sem o capital de giro que lhes desse essas condições”, explica.

Números do programa

O AntecipaGov está integrado ao ComprasNet – site de compras do governo federal –, que tem cerca de R$ 65 bilhões em valor de contratos vigentes com órgãos da administração pública. Desses, 70%, ou seja, R$ 45 bilhões, podem ser injetados na economia do País, se todos os fornecedores solicitarem a antecipação máxima de todo o valor que têm a receber.  
Onze instituições financeiras estão credenciadas junto ao Ministério da Economia para oferecer empréstimo e financiamento. Duas delas são gestoras de plataformas de crédito, que reúnem dezenas de outras instituições, aumentando ainda mais a oferta de crédito. 
As empresas saem ganhando porque, além de terem a certeza do dinheiro a receber via governo federal, podem divulgar seus serviços na plataforma. Já os fornecedores vão poder antecipar recursos para garantir o funcionamento de suas empresas na atual conjuntura. 
Cristiano Heckert, secretário de gestão do Ministério da Economia, explica que o programa não vai gerar gasto adicional aos cofres públicos, tampouco muda o calendário de pagamentos da administração pública. Além disso, vai despejar recursos na economia e beneficiar os fornecedores. “A gente acredita muito nessa ferramenta, que tem um potencial enorme, especialmente para micro e pequenas empresas, que vão ter condições de ter, portanto, capital de giro mais acessível e em condições mais vantajosas”, explica.

 
Modernidade e segurança

O sistema promete segurança para as instituições financeiras e mais simplicidade, rapidez e economia na antecipação de crédito aos fornecedores do governo. A plataforma é automatizada e centralizada. De acordo com o Serpro, o AntecipaGov é composto por duas seções: o portal de antecipação de recebíveis e o barramento de serviços de informação.
Dentro do sistema, pode se realizar o registro, cancelamento, amortização, liquidação e consulta de operações de crédito. Aos usuários é possível, também, consultar detalhes dos contratos e dos pedidos de cotação de crédito.  
A plataforma também segue os requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor no ano passado. Assim, as informações sobre os contratos de um fornecedor só vão ser disponibilizadas com consentimento do titular dos dados. 


Fonte: Brasil 61

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Brasil

Faturamento do setor industrial cresce 8,7% em janeiro

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Levantamento foi feito pela Confederação Nacional da Indústria

DA REDAÇÃO

A atividade industrial brasileira terminou o mês de janeiro deste ano com um nível acima do verificado no mesmo mês de 2020, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A pesquisa mostrou que o faturamento do setor cresceu 8,7% em janeiro deste ano em comparação a janeiro do ano passado. Também foi verificada uma alta de 6,7% nas horas trabalhadas na produção.

Entre outros pontos, o levantamento também constatou que a capacidade instalada em janeiro de 2021 ficou em 79%, 2,2 pontos percentuais acima do mês de 2020. A CNI afirma que “todos os índices de janeiro deste ano mostram alta na comparação com o mesmo mês de 2020”.

Fonte: Brasil 61

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Brasil

Modernização na colheita de cana-de-açúcar no Brasil ajuda a reduzir efeito estufa

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Essa mudança foi a principal responsável pela redução de 72,8% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) de 2016, em relação à 2010

DA REDAÇÃO

Nos últimos 30 anos o Brasil tem avançado na modernização do processo de colheita de cana-de-açúcar, com adoção de novas técnicas e tecnologias. E essa mudança foi a principal responsável pela redução de 72,8% nas emissões de gases de efeito estufa (GEE) de 2016, em relação à 2010. Antes dessa modernização, a colheita da cana-de-açúcar era realizada de forma manual e depois as áreas de cultivo eram queimadas.
Os dados fazem parte do Inventário Nacional de Emissões e Remoções de GEE, um dos componentes da Quarta Comunicação Nacional do Brasil à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), coordenou a elaboração do documento enviado à UNFCCC em dezembro de 2020.

De acordo com Luiz Carlos Dalben, que é diretor da Associação dos Plantadores de Cana do Médio Tietê (Ascana), a colheita mecanizada que está sendo inserida no Brasil há alguns anos ajudou a eliminar muitos problemas que existiam na colheita manual de cana queimada e trouxe benefícios aos trabalhadores.

“O trabalhador passou a operar máquinas ou colhedoras de cana. O benefício a nível de queima é que nós tivemos a não emissão de gases de efeito estufa com a eliminação da queima. O benefício a nível de custo, é que a colheita mecanizada é mais barata do que o custo da colheita manual”, explicou Dalben.

Além de ser engenheiro agrônomo, há mais de 40 anos o Luiz Carlos Dalben é produtor de cana em Lençóis Paulista, e com sua experiência na área ele cita que outro benefício importante trazido por essa mecanização foi “deixar entre 10 e 12 toneladas de palha pelas lavouras, o que contribui muito para a reciclagem de nutrientes, proteção e manutenção da umidade do solo”, afirmou o engenheiro.
Apesar dos benefícios da manutenção dessa palha da cana, é importante que os produtores tenham cuidado às misturas que se fazem, pois algumas podem gerar o efeito contrário. É o que explica a pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, Paula Packer.

“A manutenção dessa palha, associada à adição de fertilizantes nitrogenados, pode aumentar as emissões de óxido nitroso, que é um dos gases que potencializa o efeito estufa. Porém, esses valores aumentados são substancialmente menores se comparados com as emissões anteriores, provenientes da queima do canavial”, destacou a pesquisadora.
De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) de 2019, o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar no mundo, o que em 2018 representou aproximadamente 40% do volume mundial de colmos (tipo de caule) colhidos.


Fonte: Brasil 61

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Brasil

Ipea eleva em 3,7% a projeção de inflação em 2021

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Estimativa anterior era de 3,5%. Revisão ocorreu pela alta das commodities, queda cambial e segunda onda da Covid-19

DA REDAÇÃO

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revisou para 3,7% a alta da inflação brasileira em 2021, divulgada na visão geral da Carta de Conjuntura n° 49. Em dezembro do ano passado, a inflação para este ano tinha sido projetada pela instituição em 3,5%. 

Com o avanço da pandemia, os preços internacionais das commodities aumentaram, a demanda pelo alimento domiciliar cresceu, o dólar ficou mais caro, houve alta internacional do valor do petróleo, que gerou aumento no preço dos combustíveis. Tudo isso fez com que a projeção dos preços administrados ficassem maiores para este ano.

Embora as expectativas para 2021 ainda sejam de desaceleração nos próximos meses, o elevado nível atual da inflação, combinado com o aumento do grau de imprecisão da economia brasileira devido às incertezas relacionadas à política fiscal, vem gerando revisões para cima das estimativas do IPCA para 2021.

De acordo com a técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea​, Maria Andreia Lameiras, nos últimos doze meses a taxa de alimentação em domicílio medida pelo IPCA subiu 19% no país. “A tendência é que essa alta vá desacelerando. Esperamos que 2021 seja o ano de uma alta tão forte de alimentos quanto foi em 2020. Teremos uma produção maior, as expectativas de safra não só do Brasil mas do mundo como um todo estão muito boas.”

Mas a especialista reforça que essa baixa não significa que os alimentos ficarão mais baratos, alguns terão custo benefício, mas no geral, a conta do supermercado ainda será alta.

Em contraste, a consumidora Beatriz Rodriguez, de Goiânia (GO), reclama que a alta no preço dos alimentos domésticos básicos levou a família a buscar alternativas, trocou a carne pelo frango e faz um comparativo do quanto gastava no supermercado. “Antigamente, quando era só eu e meu marido, uma compra de R$400 reais dava para passar quase dois meses. Hoje em dia esse valor ficou bem diferente, R$400 reais compramos só o ‘grosso’, não inclui carnes, ovos, leite”, disse. 

Inflação de serviços

É possível notar uma leve alta em relação aos serviços. No acumulado em doze meses, até janeiro, a inflação de serviços registrava variação de 1,5%, refletindo a queda de 5,7% dos serviços de transportes e alta de apenas 0,9% dos serviços pessoais e de recreação. Assim como o esperado, esses serviços foram os mais impactados pelo isolamento social, podendo ser visto nas deflações de passagens aéreas (-29%), hospedagem (-8,0%) e ingresso de cinema, teatro e show (-2,0%). 

A especialista Maria Andreia Lameiras ressalta que a pandemia da Covid-19 influenciou na revisão da projeção da inflação, mas de forma decrescente. “Esperávamos um primeiro trimestre mais forte para a economia brasileira como um todo, especialmente no setor de serviços. Já estávamos imaginando que não teria esse crescimento mais expressivo no primeiro trimestre”, conclui. 

Espera-se que o aumento da cobertura da imunização contra a Covid-19 contribua para a recuperação da demanda por serviços, principalmente os relacionados a cuidados pessoais e recreação, fazendo com que a inflação deste grupo encerre o ano de 2021 com alta de 3,6%, abaixo, portanto, da previsão anterior (4,0%).

Preços administrados

No caso dos preços administrados, a alta projetada agora de 4,4% superou a inflação estimada em dezembro de 2020, de 4%. Os preços administrados devem exercer maior pressão sobre a inflação neste ano. Parte dessa queda deve-se ao adiamento dos reajustes dos planos de saúde, dos medicamentos, adoção de home office, – que gerou a diminuição do uso de transporte público e queda nas receitas das empresas e reajustes maiores para 2021.


Fonte: Brasil 61

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