Connect with us

Brasil

Cuidados com a Covid-19 devem continuar após a vacinação

Published

on

Especialistas recomendam uso de máscaras e isolamento social até que se atinja imunidade coletiva

DA REDAÇÃO

Com a aprovação das vacinas contra a Covid-19 pela Anvisa, brasileiros têm esperanças renovadas de tudo voltar a ser como antes da pandemia; com abraços apertados, reencontros entre amigos e familiares, além poder sair de casa sem máscara. 

Rodrigo Gonçalves Calazans, arquivista em Brasília, conta o que espera após a vacinação. “Que a vida volte ao normal, que possamos encontrar nossos amigos, nos reunir com a família, sem medo de trazer a doença para as pessoas.” 

Já Isabella Costa de Sousa, estudante brasiliense, está mais cautelosa quanto a tudo voltar ao normal rapidamente. “Acho que mesmo após tomarmos a vacina, ainda vai demorar um tempo para as coisas voltarem completamente ao normal. Pelo menos inicialmente, ainda vamos ter que usar máscara. Mas tenho esperança de que, pelo menos assim, abaixem os números de mortes, especialmente entre os idosos”, comenta.

Segundo a epidemiologista da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, Isabella tem razão. Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, a especialista afirma que, mesmo com o início da vacinação contra a Covid-19, é preciso que 70% da população esteja vacinada, para atingir a chamada imunidade de rebanho – o que pode demorar. “2021 vai ser um ano que ainda vamos  utilizar máscara, vai precisar fazer distanciamento físico. Álcool em gel e a lavagem das mãos vão ser nossos aliados”, recomenda.

A professora titular do Instituto de Ciências Biológicas, da Universidade de Brasília (UnB), Anamelia Lorenzetti Bocca, explica que nenhuma vacina apresentou 100% de proteção na população testada, até o momento. “Isso significa que uma parte das pessoas, que vão receber a vacina, vai ser capaz de transmitir o vírus para outras pessoas. Por isso, mesmo tomando a vacina, precisamos continuar usando máscaras”. No entanto, baseada nos testes clínicos da fase 3, a professora ressalta que as pessoas que tomarem a vacina, e ainda ficarem doentes, terão sintomas clínicos muito mais brandos.

Início da vacinação no Brasil

No último domingo (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o uso emergencial da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a chinesa Sinovac, e da vacina de Oxford, desenvolvida em parceria com a Fiocruz. Na segunda-feira (18), o Ministério da Saúde deu início à distribuição das doses de forma proporcional e simultânea para todos os estados brasileiros.

Segundo a pasta, na fase 1 da campanha de vacinação, serão imunizados os grupos prioritários, compostos por trabalhadores da saúde; idosos institucionalizados, com 60 anos ou mais; pessoas com deficiência institucionalizadas e população indígena que vive em aldeia. Desses, 337.332 estão na Região Norte, 683.942 na Região Nordeste, 1.202.090 na Região Sudeste, 357.821 na Região Sul e 273.393 na Região Centro-Oeste. 

Nessa primeira etapa, a Região Norte vai receber 708.440 doses, Região Nordeste 1.436.160, Região Sudeste 2.524.360, Região Sul 751.440 e Região Centro-Oeste vai receber 574.160 doses.

O pneumologista e diretor da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Hermano Castro, ressalta a importância da aprovação das vacinas no Brasil e afirma que o dia a dia dos brasileiros só deve voltar ao normal, quando boa parte da população for imunizada, o que não vai acontecer em curto prazo. “Não é para relaxar, não é parar liberar atividades com aglomerações, que aumentem o risco de contágio pelo coronavírus. Provavelmente, uma vida normal até o final do ano, mesmo com a vacina, ainda não teremos. Depende da velocidade com que o Brasil conseguirá vacinar toda a sua população”, comenta.

De acordo com o pneumologista Hermano Castro, a resposta imunológica do organismo humano depende do tipo de vacina. No caso de imunizantes que possuem duas doses, a primeira já confere uma certa imunidade e a segunda potencializa a resposta imunológica. Ele destaca a continuação do monitoramento das pessoas vacinadas – a chamada fase 4.

“Não sabemos ainda quanto tempo vamos continuar a produzir anticorpos. Não sabemos como será o nível de resposta das células de memória. Ou seja, uma vez vacinado, entrando em contato com o vírus, essa memória vai ser ativada imediatamente com a produção de anticorpos para combater o vírus? São perguntas que a gente ainda não tem a resposta”, afirma. O monitoramento dos vacinados vai contribuir para o desenvolvimento de pesquisas, para que a comunidade científica possa compreender o funcionamento do coronavírus e melhorar a vacinação.

O pneumologista da Fiocruz também destaca as inúmeras variantes do coronavírus, com diferente potencial de contaminação e adoecimento. Confira no link uma entrevista exclusiva sobre o assunto, com a epidemiologista Ethel Maciel.

Fonte: Brasil 61

Continue Reading
Clique para comentar

Deixe uma resposta

Brasil

Infectados por variante amazonense podem ter carga viral até dez vezes maior

Published

on

Estudo foi coordenado pela Fiocruz Amazônia e assinado por 29 especialistas

DA REDAÇÃO

A carga viral de pacientes contaminados pela cepa P.1 do novo coronavírus, uma variante que, provavelmente, se desenvolveu no Amazonas, é bem maior do que em pacientes infectados por outras cepas que circulam no estado do Norte do País. A conclusão faz parte de um estudo coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia.  
 
De acordo com o artigo que divulga os dados da pesquisa, assinado por 29 especialistas, as pessoas infectadas com a cepa P.1 podem ter até dez vezes mais vírus em seu organismo do que aquelas contaminadas por outras variantes. Essa pode ser uma das explicações para a transmissão tão rápida no Amazonas. 

Fonte: Brasil 61

Continue Reading

Brasil

Pesquisadores brasileiros avaliam estresse em pacientes com Covid-19

Published

on

Após analisarem 77 pessoas, o estudo concluiu que a gravidade da doença não é fator determinante para provocar mudanças no sistema de defesa antioxidante

DA REDAÇÃO

Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) avaliou os efeitos do estresse oxidativo em pacientes com quadro grave de Covid-19. Após analisarem 77 pessoas, o estudo concluiu que a gravidade da doença não é fator determinante para provocar mudanças no sistema de defesa antioxidante.

Segundo os pesquisadores este é o primeiro estudo a apontar para essa conclusão. No entanto, o posicionamento não é definitivo, pois outras pesquisas sugerem que o estresse oxidativo pode sim agravar várias doenças.

O estresse oxidativo ocorre a partir do desequilíbrio entre a formação de radicais livres, moléculas responsáveis por enfermidades, e a capacidade antioxidante (proteção) das células. 

Fonte: Brasil 61

Continue Reading

Brasil

Ministério da Saúde adquire 20 milhões de doses de vacina contra a Covid-19

Published

on

Expectativa é de que oito milhões de doses cheguem ao Brasil ainda no mês de março

DA REDAÇÃO

O Ministério da Saúde assinou contrato de R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin. A aquisição do imunizante contra a Covid-19 foi acordada com a Precisa Medicamentos / Bharat Biotech. 
 
Oito milhões de doses devem chegar ao Brasil ainda no mês de março. Em abril, desembarca no País a mesma quantidade de doses. Outras quatro milhões devem chegar em maio. Todas as vacinas vão compor o Plano Nacional de Imunização (PNI). 

Fonte: Brasil 61

Continue Reading

Destaque