Connect with us

Goiás

Confiança da indústria goiana se mantém estável em novembro

Published

on

Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) registrou queda de 0,55 pontos em relação a outubro, fechando em 61,6 pontos

DA REDAÇÃO

A confiança dos empresários da indústria goiana se manteve estável em novembro. Após cinco meses de altas, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) teve leve queda de 0,55 pontos em relação a outubro, fechando o último mês em 61,6 pontos. É o que aponta a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg).

Apesar da pequena retração, o índice se mantém acima dos 60 pontos e próximo ao patamar anterior à pandemia. Os meses de março e abril, que registraram os níveis mais baixos de confiança da série histórica — abaixo dos 40 pontos —, ficaram para trás e a tendência, agora, é de retomada estável da atividade.

Segundo André Rocha, vice-presidente da Fieg, a pandemia trouxe incertezas para o mercado, que não sabia como o consumo seria impactado pela Covid-19, o que levou a uma queda do otimismo dos industriais goianos e em todo o País. Ele acredita que as medidas do governo federal para manutenção dos empregos e o auxílio emergencial ajudaram a minimizar os danos, além da própria configuração da indústria do estado.

“Em Goiás, as indústrias do agronegócio, de alimentação e farmacêutica são muito fortes. O estado pode ver um momento melhor, principalmente no final do primeiro e no início do segundo semestre, revertendo, em grande parte, as perdas do primeiro semestre na economia. O empresário percebeu e passa a acreditar em um ambiente mais favorável aos seus negócios”, avalia. 

Rocha acredita que a retomada da confiança se explica, também, pelo fato de que muitas empresas conseguiram se reinventar e redirecionar a produção para suprir itens que a crise em saúde global demandou.

“Confecções passaram a produzir EPIs, indústrias químicas mudaram as suas linhas para produzir, por exemplo, álcool em gel e manter as suas atividades. As empresas do setor de químicos que produzem produtos de limpeza puderam aumentar a produção, fazer investimentos. Vários setores se reinventaram com o apoio do sistema indústria num primeiro momento”, ressalta.

Presente e Futuro

O Indicador de Condições, um retrato mais fiel da confiança dos industriais no momento, subiu 1,3 pontos em relação a outubro, alcançando os 57,7 pontos. A consolidação da retomada deve se refletir, por exemplo, já no aumento das compras natalinas. 

Já o Indicador de Expectativas, que indica a confiança dos empresários para os próximos seis meses, apresentou resultado ainda mais favorável: 63,5 pontos. O resultado está no mesmo nível dos meses que antecederam a pandemia da Covid-19. Entre as empresas de grande porte, o índice chega a bater os 65 pontos.

Para Rocha, a tendência é de que os empresários continuem confiantes em 2021. Ele acredita que algumas medidas, como uma agenda de reformas, respeito ao teto de gastos e o fim do auxílio emergencial devem impactar na retomada da indústria. Além, é claro, dos efeitos de uma possível segunda onda da Covid-19. “Estamos muito confiantes de que ao longo de 2021 novas vacinas serão aprovadas e isso possa trazer um período de melhor calmaria ou de menos turbulência, apesar de que será um ano desafiador, não tanto quanto 2020, esperamos”.

Empresário no ramo de embalagens, Luiz Nogueira conta que a pandemia gerou mudanças no seu negócio. Com o maior consumo de alimentos nas casas e dos deliveries por aplicativo, devido ao trabalho remoto, ele viu a demanda por embalagens aumentar no período, o que beneficiou a empresa, a Poli-Gyn Embalagens. Por outro lado, com a proibição dos eventos festivos, a produção de copos personalizados para água mineral, gelo e sucos foi interrompida.

Até por isso, o industrial goiano se mostra cauteloso em relação à retomada. “O empresário acaba sendo um artista para sobreviver. Nós nos sentimos numa corda bamba, principalmente aqui no Brasil, porque como vamos pensar nos próximos seis meses? A gente está vendo uma segunda onda de pandemia e a gente ouve falar que alguns estados estão fechando tudo novamente. A gente não entende o que pode acontecer, é totalmente atípico”, diz.

Para ele, apenas uma vacina contra o novo coronavírus vai permitir otimismo sustentado para o próximo ano. “A gente vai ter uma calmaria, eu acredito, quando a vacina chegar, todas as perspectivas nossas estão baseadas nisso. Caso contrário, a gente vai ficar assim nessa montanha russa”, completa. 

Brasil

Ao contrário do que ocorreu em Goiás, o ICEI nacional cresceu 1,1 em novembro, na comparação com outubro. O índice chegou a 62,9 pontos. O levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) contou com a participação de 1.395 empresas. 


Fonte: Brasil 61

Clique para comentar

Deixe uma resposta

Goiás

À ONU, Caiado pede que Brasil possa produzir princípio ativo da vacina contra Covid

Published

on

Sugestão do governador é que a produção ocorra mediante a pagamento de royalties

DA REDAÇÃO

Em reunião com a Organização das Nações Unidas (ONU), o governador Ronaldo Caiado (DEM) pediu para que o Brasil e outros países sejam autorizados a produzir o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) utilizado na vacina contra a Covid-19. A sugestão do democrata é que a produção ocorra mediante a pagamento de royalties. Atualmente, apenas China, Índia, Rússia e Estados Unidos têm permissão para fabricar o princípio ativo.

A reunião ocorreu na última sexta-feira (14), de maneira virtual, e teve a participação da secretária-geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, e governadores de outros estados brasileiros.

Na ocasião, o democrata disse que é inadmissível que somente quatro países possam fabricar o ingrediente para bilhões de pessoas.“Isso atrasa demais o processo de vacinação. Por isso a ONU precisa intermediar esse processo e garantir que possamos produzir o IFA mediante o pagamento de royalties”, salientou no encontro.

A secretária-geral Amina Mohammed acenou positivamente à sugestão de Caiado e declarou ser necessária a ação conjunta de todos. De acordo com Marlova Noleto, coordenadora da ONU no Brasil, o país será auxiliado em relação a medicamentos, vacinas e ajuda humanitária. “Vamos intensificar isso”, garantiu.

A ONU também anunciou que vai antecipar ao Brasil o repasse de quatro milhões de doses. Elas devem chegar ainda em abril. Outras quatro milhões de unidades podem vir em maio. Os imunizantes fazem parte do consórcio Covax Facility.

Continue Reading

Goiás

Governo de Goiás quer ampliar o prazo do estado de calamidade

Published

on

Novo decreto deve ser editado, o efeito do anterior terminou no fim de 2020.

O governo enviou à Assembleia Legislativa, um pedido de prorrogação do estado de calamidade em Goiás até 31 de dezembro. Com isso, será possível que o estado use recursos para o combate à pandemia de Covid-19, que recrudesceu nos últimos meses. Na justificativa, consta que há previsão da redução das receitas públicas e que as despesas com medidas para atenuar a crise gerada pela pandemia possam aumentar e que a não prorrogação poderia paralisar consideravelmente o aparto público

Continue Reading

Goiás

Goiás sobe sete posições no ranking da vacinação

Published

on

Em uma semana, Estado saltou da 18ª para 11ª colocação entre unidades da Federação que mais aplicaram e registraram primeira dose da vacina contra Covid-19. Melhora vem após cobrança do governador Ronaldo Caiado por maior agilidade dos municípios na alimentação dos dados das imunizações no Sistema de Informação do Ministério da Saúde

DA REDAÇÃO

Dados do portal do Ministério da Saúde de terça-feira (13/04), mostram que Goiás ocupa a 11ª colocação no ranking de unidades da federação que mais aplicaram a 1ª dose da vacina contra a covid-19, totalizando 670.678 imunizações. Na terça-feira da semana passada, o Estado estava na 18ª posição.

A melhora veio após o governador Ronaldo Caiado solicitar maior eficiência no registro das imunizações no Sistema de Informação do Ministério da Saúde (SI/PNI) e determinar que a Secretaria-Geral da Governadoria (SGG) e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) realizassem uma ação conjunta de sensibilização dos municípios, que são os responsáveis pelo repasse dos dados.

Quando analisado o total de imunizações já aplicadas, levando em conta a primeira e segunda dose, Goiás sobe para a décima posição no ranking. Até esta terça-feira, o Estado somava 826.602 imunizações. A demora no registro dos dados é prejudicial, pois a defasagem entre o número de doses recebidas e aplicadas pode resultar em uma redução de novas remessas por parte do Ministério da Saúde.

Ao receber o envio do Ministério da Saúde, a SES realiza uma força-tarefa para distribuir a vacina aos 246 municípios goianos. A maioria das regionais de saúde recebem o imunizante em um prazo de 24 horas. As demais recebem em até 48 horas. No entanto, na última semana, das 1.031.380  distribuídas, apenas 624.715 estavam registradas no sistema como aplicadas. Na quarta-feira da semana passada (07/04), Caiado fez um apelo público, durante o lançamento do programa Todos por Elas, para que os municípios informassem os dados.

O governador também determinou um acompanhamento mais próximo do andamento da vacinação nos municípios. Para isso, a SGG, em parceria com a SES, está monitorando os índices de aplicação e entrando em contato com as prefeituras que apresentarem maiores índices de falta de registro.

Os percentuais relativos à primeira dose serão disponibilizados em boletins diários dos municípios com maior e menor registro de aplicações, calculado com base no número de doses recebidas por cada cidade. Os rankings serão publicados nas redes sociais das duas secretarias.

Municípios

O primeiro ranking, divulgado na quarta-feira (14/04), analisou a atualização dos dados nos 14 municípios goianos com mais de 100 mil habitantes. Juntos eles concentram 63,92% da população do Estado.

Entre os 14 maiores municípios, Rio Verde apareceu com o melhor percentual de aplicação da primeira dose da vacina. Do total de imunizantes recebidos, 95,57% estão registrados no sistema do Ministério da Saúde como aplicados. Na segunda posição aparece Catalão (94,11%), seguida por Anápolis (89,91%) e Itumbiara (89,45%). Na quinta posição do ranking,  Valparaíso e Jataí aparecem empatadas, com 89,26%.

Na sequência aparecem Trindade (85,66%), Novo Gama (82,78%) e Luziânia (77,19%). Goiânia ocupa a nona posição, com 77,19%.

Os cinco municípios com os percentuais de vacinação, entre os 14 maiores, são: Formosa (72,38%), Senador Canedo (74,11%), Aparecida de Goiânia (74,37%), Águas Lindas (74,99%) e Goiânia (77,02%). Os dados foram coletados às 10h de quarta-feira (14/07).

Na etapa seguinte, prevista para os próximos três dias, a ação de sensibilização vai monitorar a situação nas cidades com os maiores números absolutos de doses não registradas.

Continue Reading

Destaque