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Clima

Climatempo faz previsão para o verão no Centro-Oeste

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DA REDAÇÃO

O verão 2020/2021 começa astronomicamente às 7h02 do dia 21 de dezembro de 2020 e termina às 6h38 do dia 20 de março de 2021, pelo horário de Brasília. Confira agora a previsão do Clima para o verão 2021 na região Centro-Oeste do Brasil.

 Características gerais do verão na Região Centro-Oeste

O verão é a época que mais chove na Região Centro-Oeste do Brasil. Os volumes médios de chuva são bastante elevados e superam os 300 mm, em várias áreas, especialmente no mês de janeiro. 

Um bom desempenho da chuva no verão é fundamental para a Região Centro-Oeste do país, pois é essa chuva que vai sustentar a produção agrícola e, de certa forma, evitar o surgimento precoce de focos de fogo. 

Pelo cálculo do Instituto Nacional de Meteorologia, para o período de 1981 a 2010, a média de precipitação em janeiro varia de 300 mm a 350 mm, para a maioria das áreas de Mato Grosso, e de 200 mm a 300 mm em Goiás, em Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

 Para o mês de fevereiro, a média de precipitação varia de 200 mm a 300 mm  na maioria das áreas de Mato Grosso, de Goiás e do Distrito Federal.  O extremo norte de Mato Grosso ainda tem médias de 300 mm a 350 mm. Em Mato Grosso do Sul, as médias variam de 175 mm e 200 mm.

 Para o mês de março, segundo cálculo do INMET, a média de chuva na maioria das áreas de Mato Grosso do Sul varia de 150 mm a 200 mm. Para Goiás, Distrito Federal, em Mato Grosso, a média de chuva varia de 200 a 300 mm. Em algumas áreas na divisa de Mato Grosso com o Pará e com o Amazonas, a média de chuva pode chegar aos 350 mm em março.

Formas de precipitação de verão na Região Centro-Oeste

A chuva na Região Centro-Oeste do Brasil durante o verão vem de nuvens carregadas que se formam por causa da grande disponibilidade de calor e de umidade na atmosfera e também da formação de grandes áreas de instabilidade. Essas áreas de instabilidade podem provocar chuva persistente volumosa por vários dias consecutivos caracterizando a invernada. 

A invernada é provocada pela atuação da ZCAS – Zona de Convergência do Atlântico Sul – ou de outras convergências de umidade que com frequência se organizam sobre o Brasil nos meses de verão. 

Temporais com chuva forte e volumosa, com raios e fortes rajadas de vento são bastante comuns durante o verão no Centro-Oeste do Brasil.

Previsão para o verão 2021

O verão 2021 terá influência do fenômeno La Niña, mas que desta vez não terá uma atividade marcante sobre a chuva da Região Centro-Oeste do Brasil.

No verão 2021, há expectativa de formação de algumas zonas de convergência de umidade, mas com pouca chance de formação de ZCAS. De forma geral, o verão 2021 será com chuva abaixo do normal em praticamente todo o Centro-Oeste do Brasil.

Janeiro de 2021

Para janeiro de 2021, a previsão é de que o volume de chuva fique abaixo da média normal para o mês em praticamente todas as áreas de Mato Grosso, de Goiás e no Distrito Federal. As porções a leste e sul de Mato Grosso, o extremo sul de Goiás e o estado de Mato Grosso do Sul devem receber mais chuva do que a média em janeiro de 2021.

As capitais, Cuiabá e Campo Grande devem ter chuva dentro a acima da média em janeiro. Goiânia e Brasília devem ter chuva abaixo da média.

Fevereiro de 2021

Para fevereiro de 2021, a previsão da Climatempo é de que chova menos do que a média normal para o mês na maioria das áreas de Goiás, no Distrito Federal, na parte leste de Mato Grosso e na região do Pantanal. A região do Distrito Federal terá um fevereiro com menos chuva do que a média.

O centro-oeste e o norte de Mato Grosso, o extremo sul de Goiás e áreas ao centro-norte e sul de Mato Grosso do Sul devem receber um volume de chuva próximo da normalidade.

A parte leste de Mato Grosso do Sul, região próxima de São Paulo, deve terminar fevereiro com chuva acima da média normal.

Nas capitais, a tendência é de que chuva de fevereiro fique abaixo da média em Cuiabá, em Goiânia e em Brasilia. Em Campo Grande, deve chover dentro a acima da média em fevereiro.

Março de 2021

Durante o mês de março de 2021, a Região Centro-Oeste de forma geral deve ter um volume de chuva próximo ou abaixo da média. Várias áreas no centro-norte de Mato Grosso devem receber um pouco mais de chuva do que a média para o mês. O Pantanal e todo o centro-oeste de Mato Grosso do Sul tende a ter menos chuva do que a média.

Temperaturas

De forma geral, o verão 2021 no Centro-Oeste do Brasil será quente, com temperaturas dentro da média histórica.  Porém, com a previsão de menos chuva do que o normal durante o mês de janeiro é possível que ocorram episódios de calor muito acima do normal. Janeiro de 2021 deve terminar com média de temperaturas significativamente acima do normal no Centro-Oeste, de forma geral. Já para fevereiro e março, a previsão é de que a média de temperaturas fique bastante próxima da média normal para o mês.

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Clima

Clima no Brasil no verão 2020/2021

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Instituto Climatempo prevê um verão com menos chuvas, veja a projeção para os meses de janeiro, fevereiro e março

DA REDAÇÃO

Como ficará o Clima no Brasil no verão 2020/2021? O verão 2020/20121será com influência do fenômeno La Niña como moderada a forte intensidade. Mesmo assim, as precipitações sobre o Brasil não vão sentir os efeitos clássicos do fenômeno La Niña, que é a situação onde as águas do oceano Pacífico Equatorial Central ficam com temperatura abaixo do normal.
Os efeitos clássicos do fenômeno La Niña no Brasil são redução da chuva na Região Sul do Brasil, aumento da chuva na porção ao norte da Região Norte e do Nordeste. No Sudeste e Centro-Oeste, a La Niña também tende a facilitar as convergências de umidade que estimulam a chuva.

Janeiro 2021

O mês de janeiro tem médias climatológicas de chuva bastante elevadas em quase todo o Brasil. Janeiro é considerado um dos meses mais chuvosos em quase todo o país.

Para janeiro de 2021,  a previsão é de que a chuva fique acima da média climatológica no Rio Grande do Sul, no sul e leste de Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no estado do Rio De Janeiro, no Triângulo Mineiro e no Sul de Minas Gerais. Janeiro de 2020 também deve ter mais chuva do que o normal no Amazonas, no Pará, em Roraima e no Amapá.

Toda a Região Nordeste, o Tocantins, Rondônia, Acre, Mato Grosso, Goiás, a região do Distrito Federal e também Santa Catarina e Paraná devem ter um janeiro com menos chuva do que o normal.


Fevereiro 2021

A chuva de fevereiro de 2021 deve ficar dentro da média climatológica em praticamente toda a Região Sul. O sul gaúcho poderá ter deficiência de chuva neste mês. No sul e leste de Mato Grosso do Sul, São Paulo, o estado do Rio de Janeiro, a  região do Triângulo Mineiro e do Sul de Minas Gerais são áreas onde também deve chover mais do que a média normal em fevereiro de 2021. Também pode chover um pouco além do normal no sul de Mato Grosso do Sul. A chuva também fica acima do normal no Amazonas, em Roraima, no oeste do Pará e no Amapá.

Em Rondônia, no oeste e sul de Mato Grosso, no sul de Goiás, em todo o centro-norte e leste de Minas Gerais, incluindo o Pantanal, a chuva de fevereiro deve ficar dentro da média climatológica

Fevereiro terá deficiência de chuva no centro-norte e leste de Mato Grosso, em quase todas as áreas de Goiás, no Distrito Federal, no Pará, no Tocantins e em todo o Nordeste.

A maior deficiência de chuva deve ser sentida na faixa norte do país. Áreas como a região de Macapá e de Belém, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, onde normalmente fevereiro é um mês de muita chuva, vão ter grande deficiência de chuva em fevereiro de 2021


Março 2021

A chuva de março de 2021 é que deverá surpreender em grande parte do país, pela quantidade volumosa em algumas áreas e pela grande deficiência em outras.

A previsão da Climatempo é de que a chuva de março de 2021 fique muito abaixo da média normal novamente na faixa norte do país. Esta deficiência deve ser notada em áreas como a região de Macapá e de Belém, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba.

É importante lembrar que em uma situação normal, março é o pico do período chuvoso em todas estas regiões. Mas para março de 2021, a previsão é de grande deficiência de chuva nestas áreas no extremo norte do Brasil, situação que se repetirá pelo segundo mês consecutivo. As demais áreas do Nordeste também devem terminar o mês com menos chuva do que a média climatológica.

Em março de 2021 também deve chover menos do que a média normal para o mês em Minas Gerais, no Espírito Santo, no Rio de Janeiro, em Goiás, no Distrito Federal, no centro-sul do Tocantins.

Na região do sul do Amazonas, Acre, Rondônia, em praticamente todo o Mato Grosso, no sul de Goiás, em quase todo o estado de São Paulo, na maioria das áreas do Rio Grande do Sul e no centro-leste de Santa Catarina, a chuva de março de 2021 deve ficar dentro dos valores médios.

No leste do Rio Grande do Sul, no sul e leste de Santa Catarina, no Paraná, no oeste de São Paulo, em Mato Grosso do Sul, no centro-norte do Amazonas, em Roraima e no centro-norte do Amapá, março de 2021 terá mais chuva do que o normal para o mês.

Fonte: www.climatempo.com.br

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Clima

Instituto Climatempo alerta para chuvas fortes neste fim de semana

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Instituto Climatempo alerta para chuvas fortes neste fim de semana

Previsão de chuva é pra toda a região do Centro-Oeste brasileiro até domingo

DA REDAÇÃO

A circulação de ventos na média e alta atmosfera irá manter as nuvens carregadas sobre o Centro-Oeste e nesta sexta-feira deixam o tempo bastante instável com chuva e ventos fortes, principalmente em Mato Grosso e Goiás. Nestes dois estados, inclusive nas capitais Cuiabá, Goiânia e Brasília, o alerta é para temporal.

No Mato Grosso do Sul, o ar seco perde força. O sol aparece e esquenta rápido. O forte aquecimento associado a presença de umidade favorecem o crescimento de nuvens e a ocorrência de pancadas de chuva isoladas a partir da tarde de moderada a forte intensidade com raios.     

Fim de semana 

Até o fim desta semana, a ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul) irá colaborar para a ocorrência de vários temporais sobre o Centro-Oeste do Brasil. Há previsão de chuva volumosa especialmente durante as tardes e noites. 

As áreas de instabilidade da ZCAS se formam com a combinação de vários sistemas meteorológicos, que ajudam a transportar a umidade da Região Norte para outras áreas do Brasil. Com a umidade alta e o excesso de calor, nuvens de tempestade conseguem se formar facilmente. Confira a projeção de chuva para os próximos dias no mapa abaixo: 

Observe na projeção abaixo que a instabilidade perde força no Centro-Oeste, principalmente em Mato Grosso no período entre 15 e 19 de dezembro.

Volta a chover bem entre os dias 20 e 24 de dezembro em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. Em Mato Grosso do Sul, neste período a estimativa é de pouca chuva.

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Clima

Verão 2021 com La Niña fake e surpresa com águas de março

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O verão só começa dia 21 de dezembro, mas os meteorologistas já tem previsões de como será a estação mais quente do ano

DA REDAÇÃO

O início astronômico do verão será no dia 21 de dezembro, às 7h02, pelo horário de Brasília. O verão de 2020/2021 terá a presença do fenômeno La Niña, porém, o padrão de temperatura do oceano Atlântico vai fazer com que a chuva sobre o Brasil não obedeça aos padrões clássicos de um La Niña. Será como se ter uma La Niña “fake”. 

Verão com  La Niña

O fenômeno La Niña, que é a situação em que a água da parte central do oceano Pacífico Equatorial fica com temperatura abaixo do normal, foi considerado forte em novembro de 2020. A tendência é de enfraquecimento (isto é, temperatura da água no Pacifico Equatorial Central menos fria) até o fim de dezembro de 2020. Durante o verão 2020/2021, “será como termos uma La Niña “fake”, diz Filipe Pungirum, um dos analistas de clima da Climatempo.

Região Niño 3.4, no meio do Pacífico Equatorial Central é onde se analisa a existência de situação de La Niña ou de El Niño. (Região Niño 3.4, no meio do Pacífico Equatorial Central é onde se analisa a existência de situação de La Niña ou de El Niño. O tom azul indica temperatura abaixo do normal (La Niña))

O verão de 2020/2021 será influenciado por um La Niña moderado a fraco. Em uma situação clássica, La Niña facilita a formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), o que garante muita chuva para porções das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil. Dependendo do posicionamento de seu eixo central, Bahia e Tocantins também são beneficiados pela chuva da ZCAS. 

Ainda considerando uma influência normal de La Niña, o Sul do Brasil tem pouca chuva. 

Outros fatores

A ZCAS é um dos principais sistemas meteorológicos que provocam chuva abundante no verão sobre o Brasil. Outro sistema típico do verão é a ZCIT- a Zona de Convergência Intertropical – que traz a chuva volumosa para parte do Norte e principalmente para o norte do Nordeste do Brasil.

O bom desempenho da ZCAS e da ZCIT depende também da temperatura do oceano Atlântico Sul e do Atlântico Norte. O ano de 2020 está sendo de recorde de tempestades nomeadas na bacia do Atlântico Norte porque a temperatura da água do mar está muito acima do normal. 

Filipe Pungirum comenta que “durante quase todo o verão 2020/2010, o calor excessivo da porção norte do Atlântico Norte vai fazer com que a ZCIT se posicione, em média, ao  norte de sua posição média normal. Isto vai desfavorecer a chuva no verão na porção norte das Regiões Norte e Nordeste do Brasil.”

Enquanto isso, com as águas do oceano Atlântico Sul com temperatura abaixo do normal, as frentes frias tenderão a passar rapidamente pelo Sul do Brasil, fazendo com que as áreas de instabilidade sejam pouco persistentes sobre a Região Sul. É o ar seco de origem polar que deve passar mais tempo sobre a Região Sul neste verão, reduzindo a nebulosidade e as condições para chuva.

Outro efeito da temperatura abaixo do normal do Atlântico Sul será na organização da ZCAS. Esta configuração vai dificultar a formação do fenômeno, o que será uma grande diferença em relação ao verão 2019/2020, quando tivemos vários eventos de ZCAS e de outras convergências de umidade que resultaram em muita chuva em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste.

Patricia Madeira, também analista de clima da Climatempo pondera que “no verão 2020/2021, devemos ter várias algumas convergências de umidade, alguns corredores de umidade do Norte para o Sudeste sobre o Brasil, mas não necessariamente ZCAS. A ZCAS mesmo será pouco provável neste verão. Vamos ter chuva, mas a maior parte das pancadas vai ter caráter isolado e passageiro.” A especialista revela que “as águas de março vão surpreender no fim do verão 2021.

Fonte: Instituto Climatempo

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