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Brasil

Campanha nacional incentiva cuidado à saúde do homem

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O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil. Diagnóstico inicial facilita o tratamento

DA REDAÇÃO

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (11), a campanha Novembro Azul com ações para incentivar o cuidado integral à saúde do homem. A campanha faz parte da mobilização que ocorre mundialmente neste mês para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Um projeto-piloto será instituído para promoção e cuidado com a saúde do homem e prevenção do câncer de pênis no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Serão liberados mais de R$ 20 milhões para apoiar as ações.

Os estados com maior taxa de mortalidade de câncer de pênis receberão os recursos. São eles: Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Sergipe. Trezentos e setenta municípios também terão o apoio financeiro.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que ocorram 1.130 novos casos de câncer de pênis neste ano. Em alguns casos, a doença envolve a amputação do membro masculino. Os principais fatores de risco são higiene íntima inadequada e infecção por HIV.

“A atitude preventiva, buscar o atendimento precoce, acredito que, na grande maioria das doenças, é a melhor opção. Isso serve para coronavírus, para câncer, serve para qualquer tipo de doença. Tem que procurar o médico. E nossos médicos têm que ter a liberdade de diagnosticar, prescrever e acompanhar da melhor forma possível”, ressalta o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Mais ações para a saúde masculina

O Ministério da Saúde firmará um acordo de cooperação com a Sociedade Brasileira de Urologia para um trabalho conjunto no sentido de ampliar as práticas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de câncer de pênis, próstata e testículos.

Outra ação é o lançamento do Cartão de Saúde do Caminhoneiro (a), documento onde serão registrados os dados de atendimento na Atenção Primária à Saúde. O cartão atende a especificidade da profissão que faz com que esses trabalhadores viagem por todo o país. A previsão é distribuir, inicialmente, 500 mil cartões para estados e municípios. Acesse o cartão do caminhoneiro e o da caminhoneira. 

O ministro Eduardo Pazuello afirmou que os homens costumam ter mais resistência em procurar atendimento médico e é preciso trabalhar essa característica. “A gente demora a buscar o médico, para ceder a isso. Tem que tratar o assunto e muita gente acaba agravando sua doença por essa característica masculina.”

Durante o evento, no Ministério da Saúde, foram apresentadas peças da campanha publicitária Homem, cuide-se. O melhor da vida é ter saúde.

Novembro Azul

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, de acordo com o Inca. Para conscientizar a população masculina sobre a importância da prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença, neste mês ocorre a mobilização Novembro Azul.

O Inca estima o surgimento de 65.840 novos casos de câncer de próstata a cada ano, entre 2020 e 2022. Homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade são os que têm maior risco de desenvolver a doença.

O diagnóstico precoce da doença para permitir o tratamento do tumor em fase inicial é o que possibilita melhor chance de tratamento.

Além da atenção ao câncer de próstata, o Ministério da Saúde está reforçando os cuidados para o câncer de boca, já que esse é o quinto mais incidente na população masculina. Um grupo de trabalho elaborará diretrizes para articular e qualificar a rede de prevenção e controle da doença. A estimativa do Inca para o triênio 2020 a 2022 é de 11.180 novos casos ao ano.

Política de atenção à saúde masculina

Desde 2019, há no Sistema Único de Saúde (SUS) a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que tem diretrizes para incentivar o acesso da população masculina à atenção primária. Entre os objetivos estão fazer com que os homens busquem consulta no posto de saúde pelo menos uma vez ao ano e o incentivo ao autocuidado.

São os homens entre 40 e 59 anos os que mais procuram atendimentos em postos de saúde na atenção primária, representando um aumento de 50% no número de atendimentos individuais desde 2018.

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Brasil

Fiocruz deve liberar mais 4,7 milhões de vacinas nesta semana

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A previsão faz parte de um total de 18,4 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca previsto para até o dia 1º de maio

DA REDAÇÃO

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) deve liberar nesta semana mais 4,7 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde. A previsão faz parte de um total de 18,4 milhões de doses previsto para até o dia 1º de maio.

Na semana passada, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos Bio-Manguinhos entregou 2,2 milhões de vacinas na quarta-feira (14) e 2,8 milhões na sexta-feira (16), totalizando 5 milhões de vacinas entregues na semana. “O cronograma de entregas pactuado com o Ministério da Saúde continua seguindo o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definido pela pasta”, afirma o instituto.

Na próxima semana, serão entregues 6,7 milhões, de 26 de abril a 1º de maio.

O cronograma da Fiocruz prevê que 100,4 milhões de doses serão produzidas em Bio-Manguinhos até julho, a partir de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) importado da China. Mas a partir de agosto, a Fiocruz também deve começar a produzir de IFA para vacinas contra covid-19.

A produção da vacina em Bio-Manguinhos ocorre graças a um contrato de encomenda tecnológica assinado no ano passado com os desenvolvedores da vacina: a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca e a Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Para os próximos meses, a Fiocruz prevê entregar 21,5 milhões de doses em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em julho. Para produzir essas vacinas, Bio-Manguinhos conta com a chegada de carregamentos de IFA vindos da China.

A Fiocruz também trabalha para incorporar a tecnologia de produção do IFA à planta industrial de Bio-Manguinhos e prevê que, no segundo semestre, será possível entregar 110 milhões de doses a partir de ingrediente farmacêutico ativo produzido na própria instituição.

Dessa forma, o Programa Nacional de Imunizações deve receber, até o fim do ano, 210,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca produzidas no Brasil, além de 12 milhões de doses importadas da Índia.

Distribuição

O Ministério da Saúde distribuiu mais 6,3 milhões de doses aos estados e ao Distrito Federal neste fim de semana. A remessa será utilizada para a vacinação de idosos entre 60 a 69 anos, trabalhadores da saúde e forças de segurança, além de aplicação da segunda dose em quem já recebeu a primeira.

Dos 6,3 milhões de imunizantes, 3,8 milhões doses são da vacina de Oxford/AstraZeneca, produzida pela Fiocruz, e 2,5 milhões são da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan. Todas as doses foram produzidas com matéria-prima importada.

Segundo o ministério, o governo federal já disponibilizou aos estados cerca de 53,4 milhões de doses desde o início da campanha de vacinação contra covid-19, em 18 de janeiro. Até agora o Brasil registrou 32,4 milhões de doses aplicadas.

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Brasil

Butantan recebe insumo para produção de mais 5 milhões de doses da CoronaVac

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Com esse lote de matéria-prima, o instituto deve completar 46 milhões de doses da vacina negociadas com o governo federal até o fim de abril

DA REDAÇÃO

O Instituto Butantan recebeu, na manhã desta segunda-feira, 19, mais três mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), a matéria-prima da vacina CoronaVac. A quantidade do material fornecido pela farmacêutica Sinovac é necessária para produção de mais cinco milhões de doses do imunizante. O voo com o insumo chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos vindo de Pequim, na China, às 6h15. Com esse lote, que estava previsto inicialmente para o dia 8 de abril, o Butantan deve completar 46 milhões de doses da vacina negociadas com o governo federal até o fim de abril. Após o atraso, o envase do imunizante tinha sido suspenso.

Mais um lote de IFA deve chegar nos próximos dias para iniciar a produção dos outros 54 milhões de doses já acordados com o Ministério da Saúde até setembro. Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, as vacinas a partir do IFA que chegou hoje vão começar a ser produzidas imediatamente. “Estamos trabalhando com o governo chinês para agilizar a chegada de matéria-prima. O ciclo de produção é de 15 dias e hoje já entra em produção. A partir do dia 3 de maio, voltamos a entregar vacinas novamente.” Até o momento já foram entregues 41,4 milhões de doses da CoronaVac. A previsão, em contrato, é de 100 milhões de doses neste ano.

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Brasil

Bolsonaro diz que cronograma da Fiocruz prevê entrega de 18 milhões de doses de vacinas em abril

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Governo federal projeta aumento no volume de repasses nos próximos meses: 21,5 milhões em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em julho

DA REDAÇÃO

Por meio de sua conta no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou que, até o final deste mês, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) terá entregue 18 milhões de doses da vacina de Oxford. Essa conta contempla as 7 milhões de doses recebidas entre o dia 1º de abril e este domingo, 17. “Ao longo do mês de abril, o cronograma da Fiocruz prevê a entrega de 18 milhões de vacinas. Na próxima semana, serão mais 4,7 milhões. Entre 26 de abril e 1º de maio, 6,7 milhões de doses devem chegar ao PNI [Plano Nacional de Imunização]”, disse Bolsonaro. O governo federal projeta aumento no volume de entregas da fundação de vacinas contra a Covid-19 nos próximos meses: 21,5 milhões em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em julho.

A partir do segundo semestre, a Fiocruz começará a produzir a vacina de Oxford com o IFA (ingrediente farmacêutico ativo) fabricado no Brasil. Trata-se da matéria-prima da vacina, responsável pela defesa do organismo contra o vírus. Para produzi-lo, é necessário multiplicar uma cepa do coronavírus (ou do adenovírus, oriundo de chimpanzé) em quantidade suficiente para a fabricação de um lote de imunizante. De acordo com o Ministério da Saúde, o país já recebeu 53 milhões de doses e aplicou 35 milhões.

“O governo federal tem se empenhando muito. Recentemente, nós conseguimos a antecipação de 15 milhões de doses da vacina da Pfizer, que chegarão até junho. Agora para maio, conseguimos, por meio do consórcio internacional Covax Facility, mais 4 milhões de doses. Estamos avançando, mas precisamos da união de todos”, disse o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. “O objetivo é trazer vacinas. Seja da Pfizer, seja da Astrazeneca, seja da Coronavac. Enfim, vacinas para vacinar a população brasileira.”

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