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Brasil desenvolve políticas para reduzir o desperdício de alimentos

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Embrapa apresentou soluções durante Semana de Inovação Suécia-Brasil

DA REDAÇÃO

Cerca de 30% do alimento mundial é perdido ou desperdiçado todos os anos. As estimativas mostram que, mundialmente, são produzidos aproximadamente 1,3 bilhão de toneladas de resíduos alimentares a cada ano. Os dados são da Agência Sueca de Proteção Ambiental e foram discutidos na Semana de Inovação Suécia-Brasil 2020, que reuniu especialistas dos dois países.

“Essa agenda das perdas e do desperdício de alimentos é uma agenda global, vinculada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, e o Brasil está bem posicionado para avançar nessa redução”, ressalta Gustavo Porpino, analista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Alimentos e Território.

Algumas das soluções apresentadas pela Embrapa para redução de perdas alimentares no evento, ocorrido de 9 a 19 de novembro, foram:

– Fortalecer políticas públicas de segurança alimentar e nutricional; e

– Fortalecer a rede de bancos de alimentos, como as centrais de abastecimento, conhecidas como Ceasas; e ampliá-las para os municípios ainda não atendidos que tenham maiores índices de insegurança alimentar.

“Quando a gente aumenta a oferta de alimentos via redução de perdas, seja uma perda que ocorre na fazenda ou no supermercado ou nas feiras ou nas Ceasas, a gente consegue ampliar a oferta. E, ampliando a oferta, aumentam as possibilidades de combatermos a insegurança alimentar e de levar alimento para quem mais precisa”, explica o analista da Embrapa.

Ele lembrou ainda que recentemente o Brasil aprovou uma lei que dá segurança jurídica para os doadores de alimentos. “Agora, está mais fácil para um varejista, um supermercadista ou para as Ceasas se conectarem com os bancos de alimentos e fortalecerem essa importante rede que dispõe de 168 unidades (públicas e privadas) pelo Brasil”, afirma Porpino.

Segundo ele, outra sugestão para reduzir o desperdício de alimentos no país é focar na educação nutricional, desde a primeira infância, com projetos de consumo sustentável e saudável.

“Se nós avançarmos nessa conexão da segurança alimentar e nutricional, dessas políticas públicas conectadas com a redução do desperdício de alimentos, e se nós fizermos um grande esforço nacional para incrementar a educação nutricional desde a primeira infância, a gente vai estar construindo cidadania e as pessoas vão estar mais conscientes da importância da pesquisa agropecuária, do alimento em suas vidas, e vão poder adotar dietas mais saudáveis e sustentáveis”, finaliza.

Semana de Inovação Suécia-Brasil

As semanas de inovação Suécia-Brasil proporcionam uma plataforma para a parceria estratégica entre os dois países nas áreas de ciência, tecnologia e inovação. O objetivo é promover a Suécia como um parceiro de inovação de longo prazo para o Brasil.

Em 2009, a Suécia e o Brasil assinaram uma Parceria Estratégica e o Acordo Bilateral para Cooperação nas áreas de inovação e de alta tecnologia industrial.

Fonte: www.gov.br

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Brasil

Saúde negocia compra de 100 milhões de doses da vacina da Pfizer

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A negociação começou há cerca de 20 dias e a pasta busca dar celeridade ao processo”, disse o ministro da Comunicação, Fábio Faria

DA REDAÇÃO

O Ministério da Saúde negocia a compra de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer para imunizar a população contra a Covid-19. O governo já adquiriu o mesmo volume para a campanha contra o novo coronavírus. O primeiro lote, de 1 milhão de doses, deve chegar ao Brasil neste mês.

A nova negociação foi divulgada pela CNN Brasil. O ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), confirmou a conversa com o laboratório em suas redes sociais. “A negociação começou há cerca de 20 dias e a pasta busca dar celeridade ao processo”, escreveu. A ideia é que as doses deste novo lote cheguem ao País no fim deste ano, com objetivo principal de reforçar a campanha de vacinação de 2022.

Em entrevista ao Estadão, no fim de março, a presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, disse que havia espaço para o governo federal negociar a compra de mais vacinas com a empresa. Aplicada em duas doses, a vacina da Pfizer tem eficácia global de 95%. Na população acima de 65, alcança 94%, segundo avaliou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – o imunizante já conta com o registro de uso definitivo expedido pela agência reguladora.

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Governo federal negocia compra de 100 milhões de doses da Pfizer

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Ministério da Saúde conduz tratativas para aquisição dos imunizantes há cerca de 20 dias; vacina possui mais de 90% de eficácia contra a Covid-19

DA REDAÇÃO

O governo federal negocia a compra de um novo lote com mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, as tratativas entre membros do Ministério da Saúde e da farmacêutica já acontecem há aproximadamente 20 dias. Em postagem no Twitter nesta terça-feira, 20, Faria reforçou que o acordo sobre os imunizantes deve ser concluído rapidamente.”O Ministério da Saúde está negociando a compra de um novo lote com mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. A negociação começou há cerca de 20 dias e a pasta busca dar celeridade ao processo”, publicou.

Além do lote em negociação, o governo federal já comprou 100 milhões de doses da Pfizer. A vacina, que tem mais de 90% de eficácia contra o coronavírus, possui o registro definitivo para uso no Brasil concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nova remessa de imunizantes ajudará o país a atingir a meta anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga: vacinar um milhão de pessoas por dia. Até esta segunda-feira, 19, 26.654.459 cidadãos foram imunizados com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil — o número equivale a 12,59% da população total.

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Brasil

Pandemia consolida vendas online e muda hábitos de consumo do brasileiro

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Se no início de 2020 consumidores respondiam por 12% da população com acesso a internet, hoje eles são mais de 18%

DA REDAÇÃO

Não só o volume de vendas cresceu, como também o de clientes — estendendo hábito pra quem nunca fez uma compra pela internet

A pandemia consolidou o e-commerce no Brasil. Segundo dados elaborados pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, com uma empresa de inteligência de mercado, o ano passado fechou com um acumulado de mais de 73% de aumento nas vendas online. Não só o volume de vendas cresceu, como também o de clientes — estendendo esse hábito pra quem nunca tinha feito uma compra pela internet antes. Se no início de 2020 consumidores respondiam por 12% da população com acesso a internet, hoje eles são mais de 18%.

Quem apostou no e-commerce entendeu: é o caminho do futuro. Essa é a certeza do Marcelo Marques, que é um dos fundadores de uma loja de móveis que nasceu na internet e hoje tem algumas unidades físicas. Ele também observa alguns movimentos específicos gerados pela pandemia: alta procura por objetos ligados ao home-office, por produtos para adaptação de mais pessoas em casa e, ainda, o impacto da perda de renda. “Você percebe que produtos de primeiro preço, produtos de primeira entrada, tiveram um crescimento mais significativo do que alta renda. Por causa desse problema de renda, de insegurança, fez com que as pessoas adotassem produtos com menor performance.”

A engenheira ambiental Joyce Bonacorsi acredita que a pandemia provocou reflexão sobre formas mais conscientes de consumo. Ela faz postagens nas redes sociais de alerta para os impactos ambientais. Tem dica para comprar usando menos embalagens, dar a destinação correta pro lixo… O número de seguidores vem aumentando muito. “Acho que as pessoas pararam para ver, porque a gente, nessa loucura do dia a dia, eu mesma, sendo engenheira ambiental, não ficava nessa loucura. Hoje as pessoas conseguem ter tempo, estar em casa, ver o que precisa fazer. Principalmente reciclar e reutilizar. Eu falo hoje, mais do que reciclar, precisamos gerar menos resíduo. Tudo isso: roupas, móveis. Você reutilizar.”

Há tempos a temática das consequências do nosso estilo de vida no meio ambiente está na agenda politica das principais potencias mundiais. Na tentativa de fazer com que as intenções saiam do papel, tratados internacionais foram firmados como o Protocolo de Kyoto e, mais recentemente, o Acordo de Paris. A questão climática é bandeira do atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que inclusive essa semana irá receber 40 chefes de estado na Cúpula do Clima. Entre eles, o presidente Jair Bolsonaro.

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