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Brasil

Brasil atinge a marca de 250 mil mortes por Covid-19, foram 50 mil em 48 dias

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Se o ritmo do contágio continuar aumentando, o país pode chegar a 300 mil mortes ainda no mês de março

DA REDAÇÃO

Amanhã completa-se um ano desde o início da pandemia no Brasil e foi às vésperas dessa data marcante que, ontem (24), o país ultrapassou a marca de 250 mil mortes devido à Covid-19. Especialistas atribuem esse número às novas variantes que são mais contagiosas e também à campanha de vacinação que ainda não conseguiu avançar no país.

Só para se ter uma ideia de como o ritmo de mortes voltou a se acelerar, vamos relembrar outras datas marcantes: a primeira morte por Covid-19 foi confirmada no país no dia 12 de março, e foram necessários 100 dias para que o número chegasse a 50 mil, em 20 de junho do ano passado. A marca dos 200 mil óbitos foi atingida em 7 de janeiro, bastaram-se mais 48 dias para chegarmos aos 250 mil, ontem (24). Ou seja, se o ritmo das mortes continuar acelerado, segundo os especialistas, o país pode atingir 300 mil mortes ainda no mês de março.

Números da Covid

Em 24h aqui no Brasil foram registrados 1.433 novas mortes, totalizando 250.079 óbitos desde o início da pandemia. Foram também 65.387 novos casos diagnosticados, totalizando 10.326.008 brasileiros que já tiveram ou tem a Covid-19.

A média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.129, a maior registrada desde o início da pandemia. Das seis maiores médias da série histórica, cinco delas foram anotadas ao longo das últimas duas semanas. Já são 35 dias seguidos registrando média móvel acima de mil aqui no país. 

Números da Covid em Goiás

Em Goiás são 388.106 casos confirmados, 8.411  mortes. O Estado permanece na fase vermelha no mapa de contaminação, o que indica alta no número de mortes. A variação da última semana apresenta o acréscimo de 16% no número de mortes.

Em Anápolis são 22.827 casos confirmados, 484 mortes.

Vacinação

Segundo o consórcio de veículos da imprensa 6.179.900 pessoas receberam pelo menos a primeira dose da vacina no Brasil, o que representa 2,92% da população brasileira.

Goiás vacinou 187.456 pessoas, o que representa 2,64% da população do Estado, esse número está estagnado desde o início da semana por falta de doses para dar sequência à campanha de vacinação. Já a aplicação da segunda dose da vacina continua avançando aqui no Estado. A segunda dose já foi aplicada em 30.583 goianos.

Mais doses da Vacina

Ontem (24) Goiás recebeu mais dois lotes de vacinas contra Covid-19. São 53 mil doses da AstraZeneca e 28,8 mil unidades da CoronaVac; ao todo 81,8 mil doses das duas vacinas. Segundo o governo do Estado, essas doses serão destinadas para idosos com mais de 80 anos.

A equipe de jornalismo da Rádio Imprensa solicitou à secretaria municipal de Saúde de Anápolis informações sobre quantas doses virão para a cidade e quais são as orientações para as pessoas que fazem parte do grupo prioritário para receber os imunizantes. A assessoria informou que ainda hoje (25) fará a divulgação dessas informações.

Compra de vacinas

O governador Ronaldo Caiado enviou à Assembleia Legislativa um projeto autorizativo para destinar R$ 60 milhões de reais para comprar 1 milhão de imunizantes ao custo de R$ 60 reais cada. O projeto já foi aprovado.

Caiado também disse que vai remanejar outros R$ 60 milhões no orçamento da Secretaria Estadual de Saúde para comprar mais 1 milhão de doses, totalizando dois milhões de doses nesta primeira compra após a autonomia dada pelo STF a Estados e Municípios para comprar doses dos imunizantes.

Brasil

Governo federal negocia compra de 100 milhões de doses da Pfizer

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Ministério da Saúde conduz tratativas para aquisição dos imunizantes há cerca de 20 dias; vacina possui mais de 90% de eficácia contra a Covid-19

DA REDAÇÃO

O governo federal negocia a compra de um novo lote com mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, as tratativas entre membros do Ministério da Saúde e da farmacêutica já acontecem há aproximadamente 20 dias. Em postagem no Twitter nesta terça-feira, 20, Faria reforçou que o acordo sobre os imunizantes deve ser concluído rapidamente.”O Ministério da Saúde está negociando a compra de um novo lote com mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. A negociação começou há cerca de 20 dias e a pasta busca dar celeridade ao processo”, publicou.

Além do lote em negociação, o governo federal já comprou 100 milhões de doses da Pfizer. A vacina, que tem mais de 90% de eficácia contra o coronavírus, possui o registro definitivo para uso no Brasil concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nova remessa de imunizantes ajudará o país a atingir a meta anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga: vacinar um milhão de pessoas por dia. Até esta segunda-feira, 19, 26.654.459 cidadãos foram imunizados com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil — o número equivale a 12,59% da população total.

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Brasil

Pandemia consolida vendas online e muda hábitos de consumo do brasileiro

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Se no início de 2020 consumidores respondiam por 12% da população com acesso a internet, hoje eles são mais de 18%

DA REDAÇÃO

Não só o volume de vendas cresceu, como também o de clientes — estendendo hábito pra quem nunca fez uma compra pela internet

A pandemia consolidou o e-commerce no Brasil. Segundo dados elaborados pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, com uma empresa de inteligência de mercado, o ano passado fechou com um acumulado de mais de 73% de aumento nas vendas online. Não só o volume de vendas cresceu, como também o de clientes — estendendo esse hábito pra quem nunca tinha feito uma compra pela internet antes. Se no início de 2020 consumidores respondiam por 12% da população com acesso a internet, hoje eles são mais de 18%.

Quem apostou no e-commerce entendeu: é o caminho do futuro. Essa é a certeza do Marcelo Marques, que é um dos fundadores de uma loja de móveis que nasceu na internet e hoje tem algumas unidades físicas. Ele também observa alguns movimentos específicos gerados pela pandemia: alta procura por objetos ligados ao home-office, por produtos para adaptação de mais pessoas em casa e, ainda, o impacto da perda de renda. “Você percebe que produtos de primeiro preço, produtos de primeira entrada, tiveram um crescimento mais significativo do que alta renda. Por causa desse problema de renda, de insegurança, fez com que as pessoas adotassem produtos com menor performance.”

A engenheira ambiental Joyce Bonacorsi acredita que a pandemia provocou reflexão sobre formas mais conscientes de consumo. Ela faz postagens nas redes sociais de alerta para os impactos ambientais. Tem dica para comprar usando menos embalagens, dar a destinação correta pro lixo… O número de seguidores vem aumentando muito. “Acho que as pessoas pararam para ver, porque a gente, nessa loucura do dia a dia, eu mesma, sendo engenheira ambiental, não ficava nessa loucura. Hoje as pessoas conseguem ter tempo, estar em casa, ver o que precisa fazer. Principalmente reciclar e reutilizar. Eu falo hoje, mais do que reciclar, precisamos gerar menos resíduo. Tudo isso: roupas, móveis. Você reutilizar.”

Há tempos a temática das consequências do nosso estilo de vida no meio ambiente está na agenda politica das principais potencias mundiais. Na tentativa de fazer com que as intenções saiam do papel, tratados internacionais foram firmados como o Protocolo de Kyoto e, mais recentemente, o Acordo de Paris. A questão climática é bandeira do atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que inclusive essa semana irá receber 40 chefes de estado na Cúpula do Clima. Entre eles, o presidente Jair Bolsonaro.

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Brasil

Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel contra Covid-19

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Medicamentos casirivimabe e imdevimabe são indicados para pacientes acima de 12 anos que não desenvolveram a forma grave da doença

DA REDAÇÃO

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou, nesta terça-feira, 20, o uso emergencial de um coquetel para tratamento da Covid-19 formado pelos medicamentos casirivimabe e imdevimabe, da farmacêutica Roche. A reunião da Diretoria Colegiada aconteceu na manhã de hoje. A aplicação é intravenosa, dose única e de uso restrito aos hospitais. A indicação é para pacientes adultos e pediátricos (acima de 12 anos ou com mais de 40kg), que não precisam de suplementação de oxigênio e não desenvolveram a forma grave da doença. Apesar da eficácia, o coquetel não é indicado para tratamento precoce. Esses mesmos medicamentos já foram aprovados para uso emergencial nos Estados Unidos, no Canadá e na Suíça — além da recomendação por parte da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

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