Balança Comercial registra superávit de US$ 7,46 bilhões em junho

É o melhor saldo comercial para o mês de junho desde o início da série histórica
Rio de Janeiro - Os trabalhadores dos portos do Rio integram a paralisação nacional de seis horas, que começou às 7 h de hoje (24). Os portuários reivindicam melhorias no plano de carreira (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Os trabalhadores dos portos do Rio integram a paralisação nacional de seis horas, que começou às 7 h de hoje (24). Os portuários reivindicam melhorias no plano de carreira (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

DA REDAÇÃO

Mesmo com os impactos da pandemia da Covid-19 na economia e no comércio mundial, a balança comercial brasileira continua registrando saldo positivo. Em junho, o superávit foi de US$ 7,46 bilhões. Ou seja, as exportações superaram as importações. É o melhor saldo comercial para o mês de junho desde o início da série histórica, em 1989.

Os resultados da balança comercial foram divulgados nesta quarta-feira (1) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. No mês de junho as exportações somaram US$ 17,912 bilhões e as importações, US$ 10,449 bilhões. Os valores tiveram queda em relação ao mesmo período do ano anterior de 12% nas exportações e 27,4% nas importações, pelo critério da média diária.

O grande responsável pelo resultado positivo do mês é o agronegócio que teve crescimento de 23,8% este ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Os números refletem a produção de João Francisco que é exportador de café. Em junho, a empresa dele bateu recorde de vendas. “Com a chegada dessa pandemia mundial tivemos uma alta demanda de compradores do exterior. As empresas ficaram preocupadas com a Covid-19, com medo da mercadoria não chegar até a Europa, Estados Unidos, principalmente. Fizemos muitas vendas nessa época. Fomos beneficiados, pois o dólar subiu bastante e isso ajudou a gente nesse período”, contou.

João Francisco compra café de pequenos produtores e cooperativas, beneficia o produto e vende para o exterior. Oitenta por cento do faturamento da empresa vem da exportação do produto. Com a empresa localizada na cidade de Varginha, no sul de Minas Gerais, ele vende para países da Europa, do Oriente Médio e para os Estados Unidos.

Segundo ele, a expectativa é que as vendas continuem boas no segundo semestre. “Esse é ano de safra grande. Se os preços continuarem como estão hoje, vamos ter um grande movimento para os próximos meses”, disse João Francisco.

A crise global provocada pela pandemia do coronavírus fez com que o Brasil passasse a vender menos para praticamente todo o mundo. O melhor resultado ficou com os países da Ásia, com destaque para a China, que segue sendo nosso maior comprador.

Apesar dos efeitos da pandemia, o Ministério da Economia estima que a balança comercial brasileira feche o ano com saldo positivo de US$ 55,4 bilhões, crescimento de 15% se comparado ao ano passado.

Acumulado do ano

No acumulado do ano, a diferença entre importações e exportações garantiu saldo positivo para o Brasil de US$ 23,035 bilhões. De janeiro a junho, as exportações totalizam US$ 102,43 bilhões, com queda de 6,4% quando comparado ao mesmo período de 2019. Já as importações caíram 5,2% e ficaram em US$ 79,395 bilhões.Fonte: www.gov.br

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