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Brasil

Ações federais em 2020 protegem setor do turismo

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Crédito para os empreendimentos turísticos preservou empregos e protegeu consumidores

DA REDAÇÃO

2020 foi um ano atípico para o turismo em todo o mundo por causa da Covid-19. Aqui no Brasil, o setor teve de se reinventar diante do cancelamento de viagens e do fechamento de pontos turísticos. E para diminuir os impactos econômicos no turismo, neste período de crise, o Governo Federal adotou uma série de ações para ajudar o setor e garantir a continuidade das atividades da área.

Lei Aldir Blanc

Uma delas foi a Lei Aldir Blanc, do Ministério do Turismo, que garantiu uma renda emergencial a profissionais do setor, como artistas, contadores de histórias e professores de escolas de arte e capoeira, paga por meio dos governos estaduais em três parcelas mensais de R$ 600. Esta lei, sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro, em junho deste ano, previu o repasse de R$ 3 bilhões.

Esses recursos também podiam ser utilizados para pagamento de auxílio mensal para manutenção de espaços artísticos em valores que variavam entre 3 mil reais e 10 mil reais. Ainda podiam ser destinados para o fomento às atividades culturais por meio de editais, chamadas públicas ou prêmios vinculados ao setor cultural.
Esta lei, como conta a proprietária da Casa de Cultura Zazu, em Guarulhos, São Paulo, Débora Abdalla, foi a solução para manter o espaço de pé, que há treze anos reúne dezenas de estudantes. “As despesas eram altas para manter um espaço fechado por conta da pandemia. Daí então, veio a Lei Aldir Blanc. E a esperança inundou nosso coração. Aí, então, desistimos de fechar a escola… A lei emergencial Aldir Blanc nos trouxe esperança pra que a gente possa continuar com nosso propósito, que é transformar vidas”, disse Débora.

Fungentur

A Lei Aldir Blanc foi só uma das estratégias do Ministério do Turismo para que o setor enfrentasse a Covid-19. Ao longo deste ano, foram adotadas várias outras ações que garantiram a continuidade das atividades em função das medidas de distanciamento social.

Por meio do Fundo Geral do Turismo, o Fungetur, foram liberados R$ 5 bilhões por meio de linhas de financiamentos para empresas do segmento de turismo, para assegurar fôlego às empresas e a manutenção de empregos. Esses recursos permitiram o acesso ao crédito por 1.982 empresas localizadas em 428 municípios de 15 estados. A maioria, 99,8%, são Microempreendedores Individuais (MEI) e micro, pequenas e médias empresas.

Amaro Gadbem, diretor de um hotel em Caxambu, no Circuito das Águas, em Minas Gerais, fala sobre a importância de ter tido acesso à linha de crédito. Um alívio, segundo ele.

“Nós tivemos acesso à linha do Fungetur, que foi utilizada num momento muito propício para que a gente pudesse saldar as nossas dívidas e compromissos, num momento em que o estabelecimento estava fechado e precisando de um capital de giro e fôlego para manter suas atividades até que as portas fossem reabertas.”

Além do Fungetur, outros 10,9 bilhões de reais foram liberados em linhas de crédito para capitalizar serviços turísticos. Ao todo, desde o ano passado, segundo o Ministério do Turismo, considerando os recursos do Fungetur e de outras linhas de crédito por bancos públicos, já foram mais de R$ 20 bilhões destinados para apoiar e impulsionar o setor do turismo.

E 80% destes recursos já estão na conta dos empreendedores, que esperam por dias melhores em 2021, como afirma o gerente de Competitividade do SEBRAE, César Rissete.

“O Brasil está preparado para bem receber essa quantidade de turistas nacionais e, também, quando vier a possibilidade, os nossos turistas internacionais. Vamos aumentar a participação do turismo no PIB nacional, gerando mais emprego e permitindo que nossos municípios se fortaleçam. O Brasil será mais forte a partir do turismo.”

Rede de destinos urbanos latino-americanos

O Brasil também se aliou a outros países na retomada do turismo internacional. É a Rede de Destinos Urbanos Latino-americanos, que tem o objetivo de reativar a economia nesses destinos e atrair turistas estrangeiros.

Fazem parte da Rede as seguintes cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Medellín e Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina), Cidade do México (México), Lima (Peru), Quito (Equador) e Santiago (Chile).

A parceria, segundo o Ministério do Turismo, busca incentivar a retomada econômica dessas cidades por meio do turismo, aliando todas as características que as unem como destinos latinos.

Fonte: www.gov.br

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Brasil

Governo federal negocia compra de 100 milhões de doses da Pfizer

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Ministério da Saúde conduz tratativas para aquisição dos imunizantes há cerca de 20 dias; vacina possui mais de 90% de eficácia contra a Covid-19

DA REDAÇÃO

O governo federal negocia a compra de um novo lote com mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, as tratativas entre membros do Ministério da Saúde e da farmacêutica já acontecem há aproximadamente 20 dias. Em postagem no Twitter nesta terça-feira, 20, Faria reforçou que o acordo sobre os imunizantes deve ser concluído rapidamente.”O Ministério da Saúde está negociando a compra de um novo lote com mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. A negociação começou há cerca de 20 dias e a pasta busca dar celeridade ao processo”, publicou.

Além do lote em negociação, o governo federal já comprou 100 milhões de doses da Pfizer. A vacina, que tem mais de 90% de eficácia contra o coronavírus, possui o registro definitivo para uso no Brasil concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A nova remessa de imunizantes ajudará o país a atingir a meta anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga: vacinar um milhão de pessoas por dia. Até esta segunda-feira, 19, 26.654.459 cidadãos foram imunizados com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil — o número equivale a 12,59% da população total.

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Brasil

Pandemia consolida vendas online e muda hábitos de consumo do brasileiro

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Se no início de 2020 consumidores respondiam por 12% da população com acesso a internet, hoje eles são mais de 18%

DA REDAÇÃO

Não só o volume de vendas cresceu, como também o de clientes — estendendo hábito pra quem nunca fez uma compra pela internet

A pandemia consolidou o e-commerce no Brasil. Segundo dados elaborados pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, com uma empresa de inteligência de mercado, o ano passado fechou com um acumulado de mais de 73% de aumento nas vendas online. Não só o volume de vendas cresceu, como também o de clientes — estendendo esse hábito pra quem nunca tinha feito uma compra pela internet antes. Se no início de 2020 consumidores respondiam por 12% da população com acesso a internet, hoje eles são mais de 18%.

Quem apostou no e-commerce entendeu: é o caminho do futuro. Essa é a certeza do Marcelo Marques, que é um dos fundadores de uma loja de móveis que nasceu na internet e hoje tem algumas unidades físicas. Ele também observa alguns movimentos específicos gerados pela pandemia: alta procura por objetos ligados ao home-office, por produtos para adaptação de mais pessoas em casa e, ainda, o impacto da perda de renda. “Você percebe que produtos de primeiro preço, produtos de primeira entrada, tiveram um crescimento mais significativo do que alta renda. Por causa desse problema de renda, de insegurança, fez com que as pessoas adotassem produtos com menor performance.”

A engenheira ambiental Joyce Bonacorsi acredita que a pandemia provocou reflexão sobre formas mais conscientes de consumo. Ela faz postagens nas redes sociais de alerta para os impactos ambientais. Tem dica para comprar usando menos embalagens, dar a destinação correta pro lixo… O número de seguidores vem aumentando muito. “Acho que as pessoas pararam para ver, porque a gente, nessa loucura do dia a dia, eu mesma, sendo engenheira ambiental, não ficava nessa loucura. Hoje as pessoas conseguem ter tempo, estar em casa, ver o que precisa fazer. Principalmente reciclar e reutilizar. Eu falo hoje, mais do que reciclar, precisamos gerar menos resíduo. Tudo isso: roupas, móveis. Você reutilizar.”

Há tempos a temática das consequências do nosso estilo de vida no meio ambiente está na agenda politica das principais potencias mundiais. Na tentativa de fazer com que as intenções saiam do papel, tratados internacionais foram firmados como o Protocolo de Kyoto e, mais recentemente, o Acordo de Paris. A questão climática é bandeira do atual presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que inclusive essa semana irá receber 40 chefes de estado na Cúpula do Clima. Entre eles, o presidente Jair Bolsonaro.

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Brasil

Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel contra Covid-19

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Medicamentos casirivimabe e imdevimabe são indicados para pacientes acima de 12 anos que não desenvolveram a forma grave da doença

DA REDAÇÃO

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou, nesta terça-feira, 20, o uso emergencial de um coquetel para tratamento da Covid-19 formado pelos medicamentos casirivimabe e imdevimabe, da farmacêutica Roche. A reunião da Diretoria Colegiada aconteceu na manhã de hoje. A aplicação é intravenosa, dose única e de uso restrito aos hospitais. A indicação é para pacientes adultos e pediátricos (acima de 12 anos ou com mais de 40kg), que não precisam de suplementação de oxigênio e não desenvolveram a forma grave da doença. Apesar da eficácia, o coquetel não é indicado para tratamento precoce. Esses mesmos medicamentos já foram aprovados para uso emergencial nos Estados Unidos, no Canadá e na Suíça — além da recomendação por parte da Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

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