A vacinação antirrábica continua sendo a principal forma de prevenção contra a raiva, uma zoonose viral grave que acomete todos os mamíferos, incluindo cães, gatos e seres humanos. Em Anápolis, a vacina está disponível gratuitamente durante todo o ano e deve ser aplicada em cães e gatos a partir dos três meses de idade, com reforço anual para garantir a proteção dos animais e da população.
A vacina antirrábica está disponível como posto permanente na Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, e também na Clínica Veterinária da Faculdade Anhanguera, de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h.
Além dos postos fixos, equipes da Vigilância de Zoonoses realizam ações de vacinação casa a casa em bairros estratégicos e condomínios. Neste ano, as equipes já passaram pelos bairros Novo Paraíso, Santa Cecília e pelo distrito de Joanápolis.
A campanha anual de vacinação antirrábica também será realizada em setembro. Em 2026, o Dia D está previsto para acontecer em 26 de setembro, com postos de vacinação distribuídos em diferentes regiões da cidade.
Histórico
Embora Goiás não registre casos de raiva humana transmitida por cães há mais de duas décadas e o último caso humano no estado tenha ocorrido em 2001, após agressão por morcego, a circulação do vírus continua sendo monitorada pelas autoridades de saúde. No início deste mês, um caso de raiva em felino foi identificado na região metropolitana de Goiânia, reforçando a importância da vacinação dos animais domésticos e da vigilância permanente.
A raiva é transmitida principalmente pelo contato da saliva de animais infectados com a pele lesionada ou mucosas, geralmente por meio de mordeduras. No entanto, arranhaduras e lambeduras em mucosas também podem representar risco de transmissão. A doença provoca uma encefalite aguda e progressiva e apresenta letalidade próxima de 100% após o surgimento dos sinais clínicos, tornando a prevenção fundamental.
Cuidados para prevenção
A Unidade de Vigilância de Zoonoses orienta a população a manter cães e gatos com a vacinação antirrábica em dia e a evitar qualquer contato com animais silvestres, especialmente morcegos, macacos e outros mamíferos encontrados em situações incomuns.
Também é importante supervisionar crianças durante o contato com animais e orientá-las a não se aproximarem ou provocarem animais desconhecidos.
Em caso de mordedura, arranhadura ou lambedura por qualquer animal, a recomendação é lavar imediatamente o local com água corrente e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível.
Caso um morcego seja encontrado dentro de casa, caído no chão, ativo durante o dia ou apresentando dificuldade para voar, a orientação é evitar qualquer contato direto. Sempre que possível, o animal deve ser isolado com um balde, caixa ou cesto, mantendo um peso ou objeto sobre a cobertura para impedir sua fuga, até a chegada da equipe da Unidade de Vigilância de Zoonoses. A medida facilita a captura do animal e a investigação adequada, reduzindo riscos à população.
Quando suspeitar de raiva em um animal?
Entre os sinais que podem indicar a doença estão mudanças repentinas de comportamento, agressividade incomum, salivação excessiva, dificuldade para engolir, desorientação, paralisia progressiva, dificuldade para caminhar e convulsões.
Ao identificar um animal com sinais neurológicos ou comportamento suspeito, a orientação é não manuseá-lo e acionar imediatamente a Unidade de Vigilância de Zoonoses para avaliação técnica.
Quando procurar a Vigilância de Zoonoses
A população deve procurar a Unidade de Vigilância de Zoonoses para vacinação antirrábica de cães e gatos, notificação de suspeitas de raiva e outras zoonoses, atendimento em casos de contato com morcegos ou animais silvestres, além de orientações sobre prevenção de doenças transmitidas por animais, posse responsável e manejo ambiental.
Em caso de dúvidas, suspeita de raiva, contato com morcegos ou necessidade de orientações, a população pode entrar em contato com a Unidade de Vigilância de Zoonoses pelos telefones (62) 3313-1336 ou (62) 99621-3582.
A Unidade de Vigilância de Zoonoses atua na prevenção, monitoramento, controle e investigação de doenças e agravos transmitidos por animais, contribuindo para a proteção da saúde humana, animal e ambiental.
Foto: Paulo de Tarso / Prefeitura de Anápolis