Às vésperas da reunião com líderes europeus em Washington, marcada para esta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou a pressão sobre Volodymyr Zelensky ao afirmar que seu homólogo ucraniano poderia encerrar a guerra com a Rússia “quase imediatamente”, caso quisesse. O republicano, porém, descartou a possibilidade de permitir que a Ucrânia entre na Otan ou recupere a Crimeia, ocupada por Moscou em 2014, como parte de um eventual acordo de paz entre os dois países.
Trump publicou as declarações nas redes sociais na noite de domingo, poucas horas antes do encontro com os líderes do Reino Unido, Finlândia, França, Alemanha, Itália, União Europeia (UE) e Otan. Sem precedentes recentes, a mobilização ocorre após informações de que, após se encontrar com o presidente Vladimir Putin no Alasca na sexta-feira, Trump passou a apoiar o plano do líder russo para um acordo de paz baseado na cessão de terras da Ucrânia à Rússia, incluindo de território fora do controle de Moscou.
“O presidente Zelensky, da Ucrânia, pode acabar com a guerra com a Rússia quase imediatamente, se quiser, ou pode continuar lutando”, escreveu Trump. “Nada de recuperar a Crimeia, entregue por Obama (há 12 anos, sem que um tiro fosse disparado!), e nada de entrada da Ucrânia na Otan. Algumas coisas nunca mudam!”, acrescentou, antes de publicar que seria uma “grande honra” receber tantos líderes europeus de uma vez só na Casa Branca.
Resposta nas redes sociais
O presidente da Ucrânia, por sua vez, afirmou que todas as partes buscam um fim rápido para a guerra da Rússia em seu país e pediu uma paz duradoura, ao chegar a Washington, também na noite de domingo, para a cúpula.
“Todos compartilhamos um forte desejo de encerrar esta guerra de forma rápida e confiável”, publicou Zelensky nas redes sociais.
Foto: Alex wroblewski e Tatiana
Fonte: O Globo