Paciente do HGG, com diagnóstico de anemia falciforme, recebe transfusão de sangue de tipo sanguíneo raro, concentrado de hemácias anti-U. É a primeira vez que o Hemocentro realiza o procedimento em Goiás (Fotos: SES-GO)
A rede nacional foi acionada e localizou um doador do mesmo tipo sanguíneo em São Paulo. Ele realizou a doação na última quinta-feira (11/09) e as bolsas estão sendo trazidas para Goiânia, em uma operação logística organizada pelo Ministério da Saúde. Segundo o Cadastro Nacional de Sangue Raro (CNSR), apenas 16 pessoas no Brasil possuem esse fenótipo sanguíneo.
O antígeno U, ausente em indivíduos com este perfil raro, está presente em quase 100% dos caucasianos e em 99% das pessoas negras. Sua falta pode provocar a formação de anticorpos anti-U, tornando indispensável a compatibilidade total entre doador e receptor. A transfusão incorreta, com sangue U-positivo, pode levar a uma reação hemolítica grave.
Compatibilidade
O Hemocentro de Goiás mantém um banco de doadores fenotipados e conta atualmente com cinco cadastrados de outros tipos sanguíneos raros, como Kpb negativo e Cellano negativo. Esses voluntários podem ser acionados pelo Ministério da Saúde para apoiar bancos de sangue de todo o país em situações emergenciais.
O Hemocentro de Goiás é um dos poucos do Brasil que contam com um programa de fenotipagem de doadores de sangue. A iniciativa é responsável por classificar doadores com características sanguíneas especiais e permite uma abordagem mais avançada na busca por compatibilidade transfusional.
A iniciativa reforça a importância da identificação e do cadastro de doadores raros no sistema nacional, garantindo segurança transfusional a pacientes em condições críticas.
Fonte: Governo de Goiás
Foto: SES-GO