DESENHO BÍBLICO TEM CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA… E A EXPOSIÇÃO DAS CRIANÇAS A OUTROS CONTEÚDOS?
Decisão do Ministério da Justiça, durante o governo Lula, eleva para 12 anos a classificação indicativa dos desenhos bíblicos da Record e provoca questionamentos sobre os critérios utilizados.
Uma decisão do Ministério da Justiça e Segurança Pública está causando indignação e levantando um importante debate entre famílias brasileiras.
O programa Record Kids – Desenhos Bíblicos, da Rede Record, que apresenta histórias e personagens da Bíblia e faz parte da programação da emissora há anos, teve sua classificação indicativa alterada de livre para não recomendado para menores de 12 anos.
A mudança foi oficializada pela Portaria nº 2.272/2026, publicada no Diário Oficial da União em 29 de outubro, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a justificativa oficial, foram identificados elementos relacionados a atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito. Entretanto, o documento não especifica quais cenas ou episódios motivaram a decisão.
E é justamente aí que surgem os questionamentos.
Por que uma produção de temática bíblica, voltada ao público familiar, recebe uma classificação tão elevada?
Em um país onde crianças também são expostas a conteúdos com violência, sensualização e cenas de nudez em diferentes ambientes de entretenimento, é legítimo perguntar se os critérios de avaliação estão sendo aplicados de maneira uniforme.
O questionamento não é sobre a necessidade de proteger crianças e adolescentes. Essa proteção é fundamental. A questão é a coerência e a transparência das decisões tomadas pelo poder público.
O Ministério da Justiça, integrante do governo Lula, precisa esclarecer quais elementos concretos levaram a essa reclassificação. Afinal, não basta apresentar descritores genéricos: as famílias também merecem compreender o que motivou uma mudança tão significativa.
É importante lembrar que a classificação indicativa não significa proibição de acesso, mas estabelece uma recomendação etária e parâmetros de horário para a televisão aberta.
Também é necessário respeitar o direito dos pais de escolherem os conteúdos que desejam apresentar aos filhos, inclusive aqueles que transmitem ensinamentos cristãos e valores bíblicos.
A pergunta que fica é: estamos realmente preocupados com tudo aquilo a que nossas crianças são expostas ou estamos diante de critérios que precisam ser melhor explicados?
Proteger a infância deve ser um compromisso de todos, independentemente da religião, da cultura ou da temática do conteúdo.
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS?
O debate está aberto. As famílias brasileiras merecem respostas!
Por Damares Murakami



