Estudos apontam que, em um ambiente fechado, uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até nove entre dez indivíduos não imunizados
A rede global de virologistas Global Virus Network (GVN) divulgou um alerta sobre o avanço recente do sarampo nos Estados Unidos e em outros países.
A organização reúne especialistas em virologia humana e animal de mais de 90 centros de excelência e afiliados em mais de 40 países, com foco em pesquisa, colaboração científica e preparação para pandemias.
O sarampo segue sendo uma das doenças virais mais contagiosas conhecidas e pode ser letal, especialmente em crianças não vacinadas. Em simultâneo, o GVN destaca que a enfermidade é prevenível por meio de uma vacina altamente eficaz.
Em 2025, os Estados Unidos registraram o maior número de casos de sarampo em mais de 30 anos. Foram mais de 2.242 casos confirmados em 45 estados, com pelo menos 11% dos pacientes necessitando de hospitalização. Dados coletivos indicam que os surtos devem continuar no início deste ano.
O estado do Texas enfrenta um aumento expressivo nos casos de sarampo, com 25 novos registros nos últimos cinco dias, elevando o total para 223, conforme divulgado pelo Departamento de Saúde local nesta terça-feira, 11
Esse surto já é considerado um dos mais significativos dos últimos dez anos nos Estados Unidos e tem se expandido para além das fronteiras texanas.
A doença, que teve os primeiros casos registrados no oeste do Texas no final de janeiro, agora se espalha para outras regiões do estado e alcançou o Novo México.
O crescimento acelerado das infecções resultou na primeira morte relacionada ao sarampo no país em uma década.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) havia classificado o risco de disseminação como reduzido, atribuindo a baixa probabilidade de novos surtos às altas taxas de vacinação e à capacidade de resposta do sistema de saúde.
No entanto, a situação atual evidencia desafios na cobertura vacinal e reforça a necessidade de intensificação das campanhas de imunização.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, continua sendo a forma mais eficaz de prevenção, apresentando 97% de proteção contra a doença
Embora possa causar efeitos colaterais leves, como febre e irritações na pele, complicações mais graves são raras e ocorrem com frequência muito inferior às complicações provocadas pela infecção do sarampo, segundo dados do CDC.
Altamente contagiosa, a doença se espalha rapidamente em locais onde a cobertura vacinal está abaixo de 95%, considerada a taxa mínima para evitar surtos.
Fonte: MSN/Bossa News Brasil
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