Em julho deste ano, o Centro Municipal de Atendimento à Diversidade (CEMAD) completa 30 anos de história em Anápolis. São três décadas dedicadas a acolher, orientar e transformar a vida de centenas de crianças e famílias por meio da educação inclusiva.
Gerido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Educação, o CEMAD atende atualmente cerca de 300 crianças. O público é composto por estudantes da rede municipal encaminhados pelas escolas, que possuam deficiência auditiva, visual e física, além de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e transtornos de aprendizagem, com foco na inclusão e no desenvolvimento integral.
O centro também oferece atendimento a pessoas da comunidade com deficiência auditiva, deficiência visual e baixa visão, que podem realizar a matrícula presencialmente na unidade.
A diretora de Inclusão, Diversidade e Cidadania, Lara Bethania Leite Moreira, explica que o atendimento começa com uma avaliação cuidadosa para identificar as necessidades específicas de cada criança. “O trabalho segue uma abordagem que envolve não só o aluno, mas também a família, a escola e a equipe multiprofissional, formando uma verdadeira rede de apoio”, destaca.
Atividades
Entre as iniciativas desenvolvidas, a estimulação precoce ocupa papel fundamental, especialmente para crianças na primeira infância que precisam de acompanhamento desde os primeiros anos de vida. Já os projetos de estimulação cognitiva, visual e voltados ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) trabalham habilidades específicas, respeitando o ritmo e as particularidades de cada aluno.
Na área da comunicação e linguagem, o CEMAD mantém atendimentos em fonoaudiologia, além de atividades na língua brasileira de sinais (libras), português escrito e braille, garantindo acessibilidade e ampliando as possibilidades de aprendizagem. Para estudantes com deficiência visual, a matemática com uso do sorobã e a informática acessível reforçam a autonomia e a inclusão no ambiente escolar.
O centro também aposta em atividades que estimulam o desenvolvimento socioemocional. A musicalização e o xadrez, por exemplo, ajudam na concentração, na disciplina e na interação social.
Acolhimento
Um dos projetos que mais se destacam é o “Fios que Acolhem”, voltado aos pais e responsáveis. A iniciativa utiliza o crochê como ferramenta de transformação social, promovendo geração de renda, fortalecimento de vínculos e troca de experiências entre as famílias. A proposta reconhece que o desenvolvimento das crianças está diretamente ligado ao bem-estar e à segurança de quem cuida delas.
Marcilene Soares, mãe de uma aluna com paralisia cerebral, destaca a importância do serviço para a família. “Sou muito grata às profissionais que atendem nossas crianças com tanto carinho e dedicação. Para nós, esse atendimento faz toda a diferença, porque além do acolhimento, vemos a evolução delas no dia a dia. É um trabalho muito valioso, que muitas famílias não teriam condições de pagar”, afirma.

Foto: Paulo de Tarso / Prefeitura de Anápolis