Levantamento mostra a força do rádio, a diversidade de conteúdos e a expansão do consumo de podcasts e streaming de áudio na jornada dos brasileiros
O áudio está presente na rotina de 93% dos brasileiros. É o que aponta a Pesquisa de Rádio Audio Pulse IBOPE 2026, levantamento que reúne dados sobre o consumo de rádio, música, streaming de áudio e podcasts e mostra como diferentes formatos se complementam na jornada de consumo de conteúdo.
Segundo os dados do estudo, mais de nove em cada dez brasileiros consumiram pelo menos um formato ou canal de áudio nos últimos 30 dias. O resultado evidencia a presença do meio em diferentes perfis de público e momentos do dia, seja por meio do rádio tradicional, dos serviços digitais de música ou dos podcasts.
Rádio alcança 77% da população pesquisada
Entre os diferentes formatos, o rádio mantém uma presença significativa. Nas 13 regiões metropolitanas pesquisadas, 77% da população ouviu rádio, enquanto o tempo médio diário entre os ouvintes chegou a 3 horas e 38 minutos.
Os dados são referentes ao período de abril a junho de 2026 e mostram que o alcance do rádio permanece acima de 70% em todas as praças analisadas.
No Sudeste, Belo Horizonte registrou 82% de alcance, enquanto Rio de Janeiro chegou a 77%, Vitória a 78%, Campinas a 76% e São Paulo a 75%.
No Sul, o alcance também superou 80% nas três capitais pesquisadas: Porto Alegre (82%), Florianópolis (81%) e Curitiba (81%). No Nordeste, Fortaleza registrou 79%, Salvador 75% e Recife 73%. Já no Centro-Oeste, Goiânia chegou a 76% e o Distrito Federal a 76%.
Em relação ao tempo médio de consumo, o Rio de Janeiro apresentou 3h59 diárias, seguido por Belo Horizonte, com 3h44, e Porto Alegre, com 3h37. Fortaleza registrou 3h36, enquanto São Paulo chegou a 3h38.

Informação e esporte estão entre os conteúdos mais ouvidos
A diversidade de conteúdos é outro destaque do levantamento. Entre os ouvintes de rádio, noticiários locais aparecem com 36%, seguidos por notícias de trânsito (31%), esportes (31%), futebol ao vivo (30%) e noticiários nacionais (25%).
O estudo também aponta um aumento na percepção do rádio como fonte de informação. 67% dos ouvintes afirmam confiar no meio para se manter informados, um crescimento de 9 pontos percentuais em relação a 2025.
Além disso, 59% dizem utilizar o rádio para obter uma atualização rápida das notícias, indicador que cresceu 11 pontos percentuais em comparação ao ano anterior.
Os números ajudam a contextualizar a relevância do rádio não apenas como meio de entretenimento, mas também como ambiente de informação e acompanhamento dos acontecimentos.
Música continua impulsionando o consumo
A música permanece entre os principais motivos para ouvir rádio. Entre os estilos mais consumidos pelos ouvintes, a música sertaneja aparece com 38%, seguida por pop/música da moda, com 37%, MPB, com 36%, samba e pagode, com 35%, e rock, com 33%.
A variedade de gêneros reforça a capacidade do rádio de reunir diferentes interesses em uma mesma plataforma e acompanhar os hábitos de consumo musical da audiência.
O ouvinte circula entre diferentes formatos de áudio
O comportamento da audiência também mostra que o consumo não está restrito ao rádio. Entre os ouvintes de rádio, 60% também utilizam serviços de streaming de áudio, enquanto 31% acompanham podcasts.
Os dados indicam uma jornada cada vez mais diversificada: o mesmo consumidor pode ouvir rádio em determinados momentos do dia, recorrer ao streaming para consumir música e utilizar podcasts para acompanhar conteúdos específicos.
Nesse cenário, rádio, streaming e podcasts não aparecem necessariamente como formatos isolados, mas como diferentes pontos de contato dentro de um mesmo ecossistema de áudio.
Áudio e publicidade
A relação entre audiência e publicidade também aparece entre os destaques do Audio Pulse 2026.
De acordo com o levantamento, 75% dos ouvintes de rádio e podcasts costumam pesquisar produtos ou serviços depois de ouvir sobre eles em podcasts.
O estudo também aponta uma receptividade relevante aos anúncios em plataformas digitais: 53% dos ouvintes de rádio e áudio sob demanda (AOD) são favoráveis à publicidade em fornecedores de streaming de áudio.
Os indicadores ajudam a dimensionar o espaço que o áudio ocupa na relação entre consumidores, conteúdos e marcas, especialmente à medida que a audiência transita entre diferentes plataformas e formatos.
Uma audiência que acompanha a jornada do consumidor
Os dados do Audio Pulse 2026 mostram um ecossistema de áudio amplo, formado por diferentes experiências de consumo. O rádio mantém alcance expressivo e tempo elevado de escuta, enquanto podcasts e serviços de streaming ampliam as possibilidades de acesso a conteúdos e formatos.
Com 93% dos brasileiros consumindo algum formato de áudio, o meio acompanha diferentes momentos da rotina e reúne oportunidades de conexão entre audiência, conteúdo e marcas.
A partir dessa perspectiva, compreender os hábitos e os diferentes pontos de contato da audiência é um passo importante para avaliar o papel do áudio na construção de resultados e na relação das marcas com seus consumidores.
Fonte: Pesquisa Rádio 2026 Áudio Pulse IBOPE