Atentados de 2001 deixaram quase 3 mil mortos e provocaram transformações profundas na política, na segurança e nas relações internacionais
Vinte e cinco anos se passaram desde a manhã de 11 de setembro de 2001, quando os Estados Unidos foram alvo de uma série de ataques coordenados que entraram para a história como um dos acontecimentos mais marcantes do século XXI.
Naquele dia, integrantes da organização extremista Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais. Dois deles foram lançados contra as torres do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Arlington, na Virgínia. O quarto avião caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave.
Os ataques provocaram a morte de quase 3 mil pessoas, além de deixarem milhares de feridos e produzirem consequências que ultrapassaram as fronteiras americanas.
Uma manhã que parou o mundo
As imagens das torres do World Trade Center em chamas e, posteriormente, de seu colapso foram transmitidas para milhões de pessoas ao redor do planeta.
O impacto foi imediato. O espaço aéreo dos Estados Unidos foi fechado, operações de emergência foram mobilizadas em Nova York e Washington, e famílias passaram horas e, em muitos casos, dias sem saber o destino de seus parentes.
Entre as vítimas estavam trabalhadores que estavam nos edifícios, passageiros e tripulantes dos aviões, policiais, bombeiros e outros profissionais que participaram das operações de resgate.
O mundo depois de 11 de setembro
Os atentados desencadearam uma profunda mudança na política externa dos Estados Unidos. Pouco tempo depois, o governo americano iniciou a chamada “Guerra ao Terror”, começando pela invasão do Afeganistão, onde o regime Talibã abrigava integrantes da Al-Qaeda.
Nos anos seguintes, medidas de segurança foram ampliadas em aeroportos e fronteiras, enquanto governos de diversos países passaram a adotar novas políticas de combate ao terrorismo.
O impacto também chegou ao cotidiano. Procedimentos de segurança aeroportuária foram reforçados, o debate sobre vigilância e privacidade ganhou novas dimensões e comunidades muçulmanas em diferentes países passaram a enfrentar episódios de preconceito e discriminação.
A memória das vítimas
Em Nova York, o local onde ficavam as torres do World Trade Center tornou-se um espaço de memória. O National September 11 Memorial & Museum reúne informações, objetos e relatos relacionados aos ataques e às pessoas que morreram naquele dia.
A reconstrução do espaço também deu origem a novos símbolos. O complexo do World Trade Center voltou a fazer parte da paisagem de Manhattan, enquanto o memorial mantém os nomes das vítimas como parte permanente da lembrança da tragédia.
Vinte e cinco anos depois, o 11 de Setembro continua sendo uma data de luto, memória e reflexão sobre as marcas deixadas por uma tragédia que mudou o mundo.