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Anápolis

Diversidade é marca do 25º Salão Anapolino de Arte

Mostra será aberta ao público no dia 30 de setembro, seguindo todos os protocolos de segurança exigidos para evitar o contágio pelo coronavírus

DA REDAÇÃO

A diversidade cultural e social brasileira está representada no Salão Anapolino de Arte. A mostra, está aberta à visitação pública desde o dia 30 de setembro – cumprindo todos os protocolos de segurança determinados para este momento de pandemia – conta com trabalhos de 24 artistas selecionados entre 1.185 inscrições homologadas. Além do recorde de inscritos – a média das três últimas edições foi de 800 -, neste ano apenas artistas de Roraima não participaram do processo de seleção. “Os números são um indicador de que o evento está consolidado entre os mais representativos do país nesta modalidade”, avalia o curador Paulo Henrique Silva.

Todos os cuidados estão sendo tomados para evitar o contágio pelo novo Coronavírus

O 25º Salão Anapolino também poderá ser conferido em uma plataforma digital. Está em andamento o registro audiovisual da mostra e será possível oferecer ao público uma visita online guiada, seguindo o formato das ações educativas que, todos os anos, era realizada com estudantes e outros grupos interessados. “O atual momento não permite que tenhamos visitas em grupo, mas, ainda assim, todos poderão ter acesso aos vídeos, com monitoria e apresentação em Libras”, afirma o curador.

Nesta edição, o Salão vem com um formato de itinerância. Depois de deixar a Galeria Antônio Sibasolly, em Anápolis, a mostra segue para o Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG) e será aberta em 21 de novembro, data de divulgação dos premiados. A previsão é de que permaneça até 29 de janeiro de 2021.

Em 21 de novembro, também haverá uma mesa redonda com Wagner Barja, Adelaide Pontes e Clarissa Diniz, membros da comissão de seleção, e Claudinei Roberto da Silva, Samantha Moreira e Vania Leal, responsáveis pela premiação.

Peça exposta na Galeria Antônio Sibasolly,

Artistas selecionados

Agrippina R. Manhattan – RJ; Aline Brune – BA; Aline Luppi Grossi – PR; Ana Sabiá – SC; Diambe – RJ, Eneida Sanches – SP; Erinaldo Cirino – PA; Estevão Parreiras – GO; Gê Viana – MA, João Trevisan – DF; Luiz 83 – SP; Pamella Anderson – DF; Renan Teles – SP, Renata Felinto – CE, Rodrigo D’ Alcantra – DF; Sophia Pinheiro – GO; Ueliton Santana – AC; Vic Macedo – RS; Xadalu Tupã Jekupé – RS, e Ziel Karapotó – PE.

Os artistas suplentes são Iago Fernandes – MG; Raphael Bqueer – RJ, e 3º Erica Storer de Araújo – PR.

Dentre os inscritos na Categoria Fomento à Produção Anapolina os artistas selecionados são Ana Paula Faria, Diego Oliveira, Joardo Filho e Rei Souza.

Os artistas selecionados para a Mostra Nacional concorrem a três prêmios de R$ 10 mil. Na categoria Fomento à Produção Anapolina, criada para estimular os jovens talentos da cidade, são quatro prêmios no valor de R$ 2.500,00.

Com aporte financeiro do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, o Salão é uma realização da Prefeitura de Anápolis/Secretaria Municipal de Cultura e Associação dos Amigos da Galeria de Artes Antônio Sibasolly.

Reconhecimento

Lançada no ano passado, a categoria Prêmio Artista Convidado apresenta, nesta edição, o goiano Siron Franco. Esta iniciativa vem em reconhecimento à importante contribuição dos artistas goianos na projeção da arte contemporânea local em âmbito nacional e internacional. E, em contrapartida, é um mecanismo para enriquecer o acervo do Museu de Artes Plásticas de Anápolis (Mapa) com a aquisição de obras de expressiva importância artística e histórica, afirma o coordenador da Galeria Antônio Sibasolly e curador do Salão Anapolino, Paulo Henrique Silva.

Um pouco de história

E já são 40 anos e 25 edições – com algumas paradas no meio do caminho, é verdade – de persistência e insistência até conseguir consolidar, em Goiás e no Brasil (quem diria?), um espaço de divulgação e valorização das artes visuais. E o crescimento, ano a ano, do Salão Anapolino de Arte, seu êxito como instrumento de estímulo e fomento à produção contemporânea fortalece a convicção de que vale a pena continuar lutando para mantê-lo e aprimorá-lo.

Os números da 24º edição são prova suficiente. Além de ter registrado recorde de inscrições – foram 795 -, de contar com a participação de artistas de quase todos os estados, também foi a primeira em que a quantidade de homens e mulheres selecionados foi absolutamente igualitária. E, neste ano, não foi diferente. Novamente a marca de inscritos foi superada, alcançando 1.185 participantes.

Quanto à premiação e ao processo seletivo para a exposição, algumas mudanças foram feitas em relação ao Salão anterior. A novidade deste ano é a categoria Fomento à Produção Anapolina, criada para estimular os jovens talentos da cidade.

O Salão Anapolino de Arte assume como missão contribuir para o contínuo processo de fortalecimento da arte e apoiar jovens artistas. E, também, cumpre o papel de colaborar para a formação do acervo de arte contemporânea do Museu de Artes Plásticas de Anápolis – Mapa -, unidade da Secretaria Municipal de Cultura. As aquisições, chanceladas por uma equipe curatorial de renomados profissionais do circuito nacional, permitem a criação de um acervo que reflita questões pertinentes ao homem contemporâneo, garantindo assim, a memória patrimonial da atualidade.

Também, se apresenta como espaço de reconhecimento aos artistas goianos com o Prêmio Artista Convidado, categoria lançada no ano passado. Neste ano, a organização do Salão Anapolino faz homenagem ao goiano Siron Franco, que tem seu nome marcado na história da arte brasileira e projeção internacional. Selma Parreira, Dalton Paula e Marcelo Solá foram os homenageados no ano passado. Com o Prêmio Artista Convidado, o objetivo é reconhecer a importante contribuição desses artistas na projeção da arte contemporânea goiana em âmbito nacional e internacional.

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