Connect with us

Goiás

Índice de carências das famílias melhora em Goiás

Segunda avaliação do IMCF mostra também  aumento no número de pessoas registadas no CadÚnico no Estado e mobilidade social positiva na maioria dos municípios

DA REDAÇÃO

O Estado de Goiás apresentou, pela segunda vez consecutiva, uma melhora no Índice Multidimensional de Carência das Famílias Goianas (IMCF). Os números foram divulgados na última quarta-feira, dia 12, pelo diretor-executivo do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB), Cláudio André Gondim Nogueira, durante a primeira reunião geral do Gabinete de Políticas Sociais (GPS) do Governo de Goiás em 2020. 

O cálculo do IMCF geral do Estado está em 0,156, abaixo do registrado pelo acompanhamento feito em junho de 2019, que registrou 0,162, e do cálculo apresentado em dezembro de 2018, quando o índice era de 0,167. Participaram da reunião de apresentação do segundo acompanhamento do IMCF os titulares de secretarias e autarquias do governo que têm atuação na área social e fazem parte do GPS. 

Para os técnicos do Gabinete de Políticas Sociais, o número é um sinal positivo e a confirmação de que o Estado está mexendo na inércia da pobreza. “É determinação do governador Ronaldo Caiado que a desigualdade e a desproteção social em Goiás sejam tratadas de forma técnica. O acompanhamento sistemático do IMCF nos permite direcionar melhor as políticas públicas e fazer o trabalho de combate à pobreza de forma sustentável. Nosso grande objetivo é transformar a vida das pessoas que mais precisam”, explica a coordenadora do GPS, primeira-dama Gracinha Caiado.

O novo índice leva em conta dados referentes a dezembro de 2019, que puderam ser comparados aos outros dois cálculos anteriores, com dados de junho de 2019 e de dezembro de 2018. Os números também mostraram que houve médios e altos fluxos de desproteções em 15 das 246 cidades de Goiás. Na imensa maioria dos municípios, foi observada uma mobilidade social positiva.

“Tivemos a preocupação de mostrar os números reais da mobilidade das famílias entre os diferentes níveis e como os novos cadastrados afetaram o número geral do IMCF no Estado”, explicou Cláudio Nogueira.

Outro número importante destacado pelo IMB é o aumento na quantidade de famílias registradas no CadÚnico. De junho de 2019 a dezembro de 2019, 16.580 famílias foram agregadas ao Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico). Em 12 meses, foram 54.300 novas famílias cadastradas, chegando a dezembro de 2019 com um total de 829.774 famílias e 2,12 milhões de pessoas com cadastro em Goiás.

O aumento no número de registros também é considerado um ponto positivo, porque o cadastro é a porta de entrada para todos os programas de proteção social do governo federal, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Outro importante avanço dessa avaliação foi o recorte com dados específicos de idosos e pessoas com deficiência, o que permite identificar as principais carências entre essas parcelas da população. Para se ter ideia, entre as pessoas com alguma deficiência, o analfabetismo chega a 26,8%; enquanto a média geral é de apenas 6,9%. Também é maior o percentual de idosos que não sabem ler, nem escrever (30,4%). 

A coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais fez questão de ressaltar que o aumento no índice geral de analfabetismo em Goiás não deve ser entendido como um aumento da quantidade de analfabetos, mas, sim, de agregação de pessoas. 

“Não se produzem analfabetos em um ano, mas em um ano se encontram os esquecidos e invisíveis por mais de 20 anos. Eu reafirmo: nenhum goiano ficará para trás!”, arrematou. 

IMCF

Organizado pelo IMB em um trabalho articulado pelo GPS, o Índice Multidimensional de Carência das Famílias Goianas utiliza integralmente os dados do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e metodologia do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para identificar as principais carências de famílias em situação de vulnerabilidade em todos os 246 municípios de Goiás.

O método considera dados sobre moradia, educação e renda das famílias, avaliando componentes de desproteção social como analfabetismo, tipo de renda familiar, falta de água canalizada, de revestimento de piso e até ausência de banheiro nas moradias

Após o cálculo do IMCF, as famílias são classificadas em uma escala de risco social (Risco Social Familiar), que vai de zero a cinco. O monitoramento planejado dos fluxos de desproteções por meio do IMCF possibilita que os diferentes setores do governo que atuam na área social possam avaliar desafios, entraves e avanços das políticas públicas implementadas no Estado. 

13 cidades

Neste novo acompanhamento do IMCF, o IMB trouxe um detalhamento dos dados referentes às 13 cidades com pior desempenho no índice. O recorte ajuda a identificar as maiores carências e desenvolver políticas públicas mais assertivas para a realidade de cada município. A cidade de Cavalcante, no Norte do Estado, segue em primeiro lugar no índice de carências e desproteções sociais, apesar de ter melhorado o indicador nos últimos 12 meses. 

O primeiro cálculo IMCF separou os 10 municípios em pior situação de vulnerabilidade social. Desde então, outros três municípios entraram no ranking, mas, por determinação do governador Ronaldo Caiado, nenhum dos que saíram deixaram de ter acompanhamento especial do GPS e da equipe que o compõe. 

Por isso agora o ranking mostra os seguintes municípios: Cavalcante, Colinas do Sul, Teresina de Goiás, Amaralina, Montividiu do Norte, Heitoraí, Simolândia, Buritinópolis, Flores de Goiás, Matrinchã, Santa Terezinha de Goiás e Campinaçu. A segunda avaliação do IMCF mostra que os 10 municípios iniciais tiveram uma alteração do índice nos últimos 12 meses. 

Também seguem no radar de ações prioritárias do GPS as 29 cidades que fazem parte da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride).

O trabalho do GPS

O Gabinete de Políticas Sociais do Governo de Goiás (GPS Goiás) surgiu no final de janeiro de 2019 com o objetivo de articular políticas públicas na área social entre as diversas secretarias e autarquias do governo. Ao longo do ano, o trabalho desenvolvido pela equipe técnica do gabinete esteve voltado para o enfrentamento da pobreza em Goiás, com foco nas famílias em situação de maior vulnerabilidade. 

Estavam presentes no evento de apresentação do segundo acompanhamento do IMCF os seguintes integrantes do GPS: o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, o secretário de Estado da Cultura, Adriano Baldy, o secretário de Estado da Comunicação, Marcos Silva, o secretário de Estado do Desenvolvimento e Inovação, Adriano da Rocha Lima, a secretária de Estado do Desenvolvimento Social, Lúcia Vânia Abrão, a professora Helena Costa representando a secretária de Estado de Educação, Fátima Gavioli, o secretário de Estado de Esporte e Lazer, Rafael Rahif, a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, o secretário de Estado da Saúde, Ismael Alexandrino, o presidente da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural, e Pesquisa Agropecuária (Emater), Pedro Leonardo de Paula Rezende, o presidente da Agência Goiana de Habitação (Agehab), Eurípedes José do Carmo, Fernando Magalhães, representando a Agência Estadual de Turismo (Goiás Turismo), Fabrício Borges Amaral, a diretora-geral da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), Adryanna Melo Caiado e o presidente da Saneago, Ricardo Soavinski.

Durante a reunião, os titulares e representantes de cada secretaria e autarquia puderam falar da contribuição das respectivas pastas para as ações do governo na área social no último ano, além de destacar a importância de integração entre as iniciativas para que o trabalho seja mais eficiente no atendimento às carências das famílias em situação de vulnerabilidade.

Fonte: www.goias.gov.br

Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Anúncio Barra Lateral Posts

Advertisement

Destaque