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Saúde

Goiás: Municípios realizam ações contra o Aedes aegypti

Trabalho desenvolvido pela SES, prefeituras e Corpo de Bombeiro totalizou mais de 1,6 milhão de visitas domiciliares em janeiro deste ano.

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), desenvolve ações em todos os municípios goianos com o propósito de eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor de dengue, zika e chikungunya. Todos os dias, profissionais de saúde lotados nos municípios, com a coordenação e assessoramento de técnicos da SES-GO e do Corpo de Bombeiros Militar, fazem visitas domiciliares, inspecionando os imóveis e conscientizando os moradores sobre a importância de limpar os quintais e eliminar objetos e recipientes que acumulam água e servem de criadouros para o mosquito.

Só em janeiro foram realizadas 1.617.680 visitas domiciliares em todo o Estado. Dessas, 1.363.110 foram inspecionadas, pois os moradores se encontravam nos imóveis. A ação prossegue neste mês, de forma intensa e com uma atenção especial nos municípios com incidência de alto risco.

A estratégia da secretaria nos municípios apresentou resultados positivos, contribuindo para a diminuição dos casos de dengue. O Boletim Epidemiológico da Dengue relativo às quatro primeiras semanas de 2019 – 30 de dezembro a 26 de janeiro – mostra que houve queda de 19,76% no número de casos notificados, em relação ao mesmo período de 2018. No ano passado, nas quatro primeiras semanas, foram feitas 8.152 notificações de dengue, contra 6.541 este ano.

Centros de Referência

Um dos motivos que explicam o trabalho exitoso de combate ao Aedes em Goiás é a atuação dos técnicos dos Centros de Referência de Combate e Controle de Endemias e Epidemias (Creece), instalados em todas as 18 Regionais de Saúde, em total sintonia com as Regionais de Defesa Civil do Corpo de Bombeiros. O coordenador-geral de Vigilância e Controle Ambiental de Vetores da SES-GO, Marcello Rosa, acentua que os Creeces são uma espécie de “braço” operacional da SES-GO nas Regionais de Saúde e nos municípios.

Os Centros de Referência, explica Marcello Rosa, atuam nas áreas de controle vetorial, controle de zoonoses e monitoramento entomológico. Nas ações de controle vetorial, a equipe do Creece responsabiliza-se pelo gerenciamento dos equipamentos de combate ao vetor, distribuição de inseticidas para os municípios, atualização do sistema de informação e, ainda, pela realização contínua de cursos de capacitação para os técnicos municipais.

Um desses treinamentos foi realizado no dia 28 de fevereiro em Aragoiânia. Participaram do curso o prefeito Nauginel Antunes, vereadores do município, agentes comunitários de saúde e agentes de combate a endemias. A equipe recebeu informações técnicas e práticas para a realização da força-tarefa que vai acontecer na cidade entre os dias 09 e 11 de fevereiro. Além de combater o Aedes e mobilizar os moradores para a prevenção dos casos de dengue, a ação vai orientar a população sobre os cuidados para evitar os acidentes com escorpiões.

Eliminação de criadouros

A subcoordenadora do Creece da Regional Centro-Sul da SES-GO, Stefânia Nolasco, destaca que, por causa do aumento da infestação, as equipes vão mobilizar toda a cidade contra o Aedes e fazer um alerta sobre os acidentes com animais peçonhentos. A previsão é de que cada agente visite 70 imóveis por dia, para identificar e eliminar criadouros, além de orientar os moradores.

Como grande parte da população de Aragoiânia trabalha na capital, nas visitas realizadas durante a semana os agentes encontravam as casas fechadas. “Com o apoio do prefeito, vereadores e equipe de Saúde do município, criamos uma estratégia de realizar a força-tarefa no final de semana”, afirma Stefânia Nolasco.

Aragoiânia está entre os dez municípios goianos com alto risco para dengue, ou seja, é uma das cidades com maior incidência da doença no Estado. Com população de 10.116 pessoas, o município registrou 53 casos nas Semanas Epidemiológica 1 a 4 (referentes ao período que de 30/12/2018 a 26/01/2019). “Proporcionalmente, os 53 casos representam que estamos em uma situação preocupante e, portanto, devemos nos mobilizar para evitar mais casos da doença”, assinala Stefânia Nolasco.

Com informações da SES

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